<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666</id><updated>2011-12-26T13:02:19.265+09:00</updated><title type='text'>The City of Blinding Lights</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>83</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-5837299451699873719</id><published>2010-07-28T21:27:00.005+09:00</published><updated>2010-07-28T21:37:31.705+09:00</updated><title type='text'>Diagnóstico: Alzheimer</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Recebi a notícia agora há pouco de que minha avó, que lutava contra o Alzheimer há mais de uma década, faleceu aos 92 anos. Como a Lia Luft coloca tão bem no texto que compartilho com vocês abaixo, “O doente em geral não sofre. A família, sim.”. Apesar dos anos que tivemos para nos preparar, é, portanto, um momento de alívio, mas ainda assim de tristeza. Obrigado por tudo, vozinha.
&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;
Almocei com um amigo semanas atrás e, quando perguntei a razão de seu abatimento, ele me disse sem rodeios: “Esta manhã recebi o diagnóstico de minha mãe: é Alzheimer”. Imaginei essa senhora, alegre e vital, enveredando pelas sombrias trilhas de uma enfermidade diabólica, e entendi a tristeza de meu amigo como se fosse minha. Minha própria mãe morreu aos 90 anos, depois de bem mais de uma década sendo paulatinamente envolvida na mortalha mental e emocional do Alzheimer. Uma bela mulher ativa tornou-se inexoravelmente uma estranha, raramente ostentando uma vaga semelhança com a que fora minha mãe.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A doença se manifesta em geral muito sutil: um esquecimento aqui, uma confusão ali. Uma atitude estranha aqui, outra ali, intercaladas por fases de aparente normalidade. A sociabilidade muda, os bons modos parecem esquecidos, o controle do dinheiro se torna caótico, e é dificílimo interferir. Há enorme resistência dos familiares em aceitar essa enfermidade. Para mim, minha mãe sofria episódios naturais de esquecimento. Só o choque de um dia a encontrar com uma pintura bizarra no rosto, ela tão recatada, me fez cair na duríssima realidade. Ela já não sabia – ou em longos períodos não sabia – o que estava fazendo. Algumas pessoas mais chegadas tinham me avisado: eu havia me recusado a ver.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O que eu disse a meu amigo, disse a mim mesma nos muitos longuíssimos anos daquela jornada: o doente em geral não sofre. A família, sim. O que se pode fazer? Muito pouco, além de cuidar para que ele esteja bem alimentado, bem abrigado, medicado e tratado com carinho. Nada de criticar quando não sabe mais quem somos, porque no fim não sabe mais quem ele próprio é. Quando já não se porta à mesa como antes, quando faz “artes” às vezes perigosas, ele precisa ser protegido, não mais ensinado. Não vai mesmo aprender. Como sempre nas doenças graves, devemos lembrar que a vítima não somos nós: é o outro. Nesse processo, que em geral dura muitos anos, não há nada de bom, de belo, de encantador, a não ser o exercício da ternura, da paciência e dos cuidados, sem esperar muito retorno, pois em breve seremos chamados de senhor, senhora, moça, não mais de filha, filho, meu querido. O ser amado se distancia, sem volta, sem saber, sem querer e sem que nada possa evitar: agora havia ali uma velhinha da qual eu cuidava como podia. Por fim, para a proteger de si própria, por insistência dos médicos ela foi posta na melhor clínica que pude assumir. Jamais esquecerei a dor e a culpa que me assaltaram, contrariando qualquer raciocínio. Milhares de vezes tentei me convencer de que minha mãe nem existia mais, era apenas uma velhinha de quem eu tinha de cuidar. Como ficção, funcionava; como realidade, a cada uma das centenas de visitas meu coração se partia outra vez.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Cuide de sua doente, eu disse a meu amigo, da melhor forma. Não alimente nenhuma esperança vã, pois tudo é triste, infinitamente desalentador. Uma coisa que ajuda, um pouco, é tentar entrar no universo do doente, em lugar de querer que ele retorne ao nosso. Mas cuide também de si mesmo. Tente pegar-se no colo, proteja-se da culpa insensata que nos espreita, siga sua vida. Na natureza morrem árvores jovens, e velhas árvores tortas vivem muito além da última floração. Estamos mergulhados no mistério: isso torna a vida possível mesmo quando não a entendemos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
-- Lia Luft
&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-5837299451699873719?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/5837299451699873719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=5837299451699873719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5837299451699873719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5837299451699873719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2010/07/diagnostico-alzheimer.html' title='Diagnóstico: Alzheimer'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-457793859738241877</id><published>2010-03-24T01:05:00.006+09:00</published><updated>2010-03-24T01:29:57.639+09:00</updated><title type='text'>Formatura, logo mais!</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Quando terminei o mestrado na UFRGS em 2005, não teve cerimônia de formatura. O Japão, por outro lado, faz questão de celebrar tudo: lembro da minha surpresa em 2006 ao saber que a reunião com os estudantes que estavam entrando no doutorado era na verdade uma cerimônia de entrada, e que eu não estava vestido apropriadamente.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pois bem, logo mais é minha cerimônia de formatura do doutorado. É um pouco diferente das do Brasil. Primeiro, há uma cerimônia grande no campus central, onde os alunos formandos da graduação, mestrado e doutorado das áreas de exatas assistem uns discursos de professores e diretores dos institutos. Algumas horas depois tem uma cerimônia pequena no departamento, quando de fato recebemos o diploma.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A cerimônia geral terá transmissão pela internet, no endereço &lt;a href="http://sotsugyo.itc.u-tokyo.ac.jp"&gt;http://sotsugyo.itc.u-tokyo.ac.jp&lt;/a&gt;. A formatura começa às 21:00 (horário de Brasília) de hoje (23 de março, aniversário da minha irmã!), e a transmissão começa um pouco antes às 20:50. Quem estiver sem nada de útil pra fazer, e quiser conferir um monte de discursos em japonês, é só conferir lá. Mas não esperem me ver no video recebendo canudo nem fazendo agradecimentos, porque isso não tem por aqui.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enquanto espero, vou me preparando que nem a irmã do Charlie Brown, aí embaixo.
&lt;/p&gt;
&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-27428b9f26535026" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.blogger.com/img/videoplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fv15.nonxt5.googlevideo.com%2Fvideoplayback%3Fid%3D27428b9f26535026%26itag%3D5%26begin%3D0%26len%3D86400000%26app%3Dblogger%26et%3Dplay%26el%3DEMBEDDED%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1271508943%26sparams%3Did%252Citag%252Cip%252Cipbits%252Cexpire%26signature%3D43E5F46A89017A79B8589A0A104C2A0F5E4F4441.1DC4F6BECA9C4095AAC42DDC513C14F807D3CA3%26key%3Dck1&amp;amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2Fvideo.google.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dblogger%26contentid%3D27428b9f26535026%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw320%26sigh%3Dog28E_MXK13mIkA5QWp2pTcUdlM&amp;amp;messagesUrl=video.google.com%2FFlashUiStrings.xlb%3Fframe%3Dflashstrings%26hl%3Den&amp;amp;nogvlm=1"&gt;
&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;
&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.blogger.com/img/videoplayer.swf?videoUrl=http%3A%2F%2Fv15.nonxt5.googlevideo.com%2Fvideoplayback%3Fid%3D27428b9f26535026%26itag%3D5%26begin%3D0%26len%3D86400000%26app%3Dblogger%26et%3Dplay%26el%3DEMBEDDED%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1271508943%26sparams%3Did%252Citag%252Cip%252Cipbits%252Cexpire%26signature%3D43E5F46A89017A79B8589A0A104C2A0F5E4F4441.1DC4F6BECA9C4095AAC42DDC513C14F807D3CA3%26key%3Dck1&amp;amp;thumbnailUrl=http%3A%2F%2Fvideo.google.com%2FThumbnailServer2%3Fapp%3Dblogger%26contentid%3D27428b9f26535026%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw320%26sigh%3Dog28E_MXK13mIkA5QWp2pTcUdlM&amp;amp;messagesUrl=video.google.com%2FFlashUiStrings.xlb%3Fframe%3Dflashstrings%26hl%3Den&amp;amp;nogvlm=1" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-457793859738241877?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/457793859738241877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=457793859738241877&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/457793859738241877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/457793859738241877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2010/03/formatura-logo-mais.html' title='Formatura, logo mais!'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-2032884635147618706</id><published>2010-02-19T01:11:00.005+09:00</published><updated>2010-02-19T01:33:20.825+09:00</updated><title type='text'>De volta, e vivo</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Estou de volta! Ao Brasil ainda não, mas pelo menos ao blog. Andei afastado porque estava terminando a tese de doutorado. No Japão, cronograma é muito importante. Diferentemente do Brasil, onde os cursos de pós podem terminar em qualquer momento, por aqui os cursos podem ser concluídos apenas em duas datas no ano, e a decisão deve ser feita com mais de 6 meses de antecedência.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como já havia mudado o tema da pesquisa duas vezes e estendido o doutorado por 6 meses, dessa vez estava na hora de me formar. Tive que recuperar o tempo perdido e, em menos de um ano, achar uma linha que ligasse tudo que eu já havia feito para “parir” uma tese. Foi uma correria. Dias e noites gastos no laboratório, experimentos, escrita de artigos e da tese. Enfim, como sempre, tudo deu certo, e minha defesa foi no fim de Janeiro. Agora estou resolvendo detalhes para minha formatura que será no fim de Março. Com mais tempo, posso voltar a escrever aqui, já que tanta gente perguntou por atualizações.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não vou contar o que aconteceu em ordem cronológica; vou começar contando da viagem mais recente e aos poucos contando outras histórias que aconteceram antes mas ainda não escrevi a respeito. Primeiro, claro, vou contar sobre a viagem que fiz com o vale que ganhei no concurso do video, em que tantos de vocês me ajudaram.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Usei o voucher que ganhei de cerca de 400 dólares para visitar as duas cidades do Japão que, junto com Tokyo (東京), considero os pontos essenciais de se conhecer no Japão: Kyoto (京都) e Hiroshima (広島). Reservei um pacote de 3 dias que incluia passagem de trem bala (shinkansen, 新幹線) e hotel. Como já conhecia as duas cidades, isso foi suficiente. Revisitei alguns dos meus lugares preferidos e aproveitei para conhecer outros novos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quem acompanha esse blog de longa data deve saber que Kyoto foi a cidade onde primeiro morei no Japão, quando fiz um estágio lá no verão de 2003. Já visitei a cidade outras vezes desde que voltei ao Japão (descrito &lt;a href="http://japao.drebes.org/2006/06/regresso-kyoto-parte-1.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://japao.drebes.org/2006/06/regresso-kyoto-parte-2.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://japao.drebes.org/2006/06/regresso-kyoto-parte-3.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) e a principal diferença que notei agora é que, se antes sentia Kyoto como minha “terra natal” por aqui, hoje já me sinto muito mais ligado a Tokyo. Foi estranho, mesmo hoje sabendo muito mais japonês (mas ainda assim pouco) para me virar em Kyoto, me sentia por lá como um turista, coisa que nunca aconteceu antes (e não acontece em Tokyo). Também, foi a primeira vez que visitei Kyoto no inverno. A cidade tem outra cara: não senti, por exemplo, o cheiro forte de doces a base de feijão na Estação de Kyoto (京都駅). Não sei se eles são sazonais ou era eu que estava com o nariz entupido. :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Apesar do inverno, não peguei neve por lá: uma pena já que muitos dos templos e parques de Kyoto ficam muito bonitos cobertos de neve. O que fiz de novo foi visitar dois lugares que nunca tinha ido antes: o jardim do Santuário Heian Jingu (平安神宮神苑) e o templo Nishi Honganji (西本願寺). Este templo passou quase 10 anos em restauração e estava fechado todas as vezes que visitei Kyoto desde 2003. O que mais me impressiona nesse tipo de templo é como a forma de construção (de madeira, com piso de tatami - 畳) torna o ambiente fresco no verão e aquecido no inverno, sempre agradável, sem nenhum tipo de aquecimento ou resfriamento ativo. Ah, se mais da arquitetura contemporânea ainda levasse estes pontos em consideração!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O único ponto negativo da visita foi que, devido a curta duração, não tive tempo de revisitar meus amigos japoneses que lá moram. Quero ver se ainda encontro tempo para mais uma visita em breve.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/S31m175zSYI/AAAAAAAAhqc/4SP6gY91fw0/s1600-h/DSC_0400.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/S31m175zSYI/AAAAAAAAhqc/4SP6gY91fw0/s320/DSC_0400.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439617001732655490" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Já Hiroshima fazia mais tempo que não visitava. Estive lá apenas uma vez, em 2003. A visita foi marcante e considero uma cidade que todo ser humano deveria ter a chance de visitar, algum dia, pelas suas principais atrações: o Parque Memorial da Paz (平和記念公園) e o Museu (平和記念資料館). 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Hiroshima é hoje uma cidade alegre, com poucos vestígios do passado exceto pela área do Parque, construído sobre a região devastada pela Bomba e que preserva um dos poucos prédios que resistiram a ela. O que mais gosto do museu é que, além do detalhismo, conta os acontecimentos de maneira imparcial e nada maniqueísta. Por exemplo, na entrada do Museu, onde é mostrado o ambiente pré-guerra no Japão, se vê claramente como o exército Japonês pressionava o povo para contribuir para sua campanha imperialista, e como os japoneses celebraram a invasão da Manchúria. Do lado Americano, mostra que, com a entrada da União Soviética na guerra e a iminente rendição Japonesa, o uso da Bomba foi provavelmente para justificar o grande investimento Americano colocando os EUA em uma posição hegemônica no pós-guerra. Mas mostra também o auxílio Americano no tratamento das vítimas da radiação. Enfim, se aprende muito lá, se pensa muito no passado e no futuro da humanidade. E toca os visitante profundamente.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/S31nDnyrGoI/AAAAAAAAhqk/cl3qZNhvAcA/s1600-h/DSC_0488.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/S31nDnyrGoI/AAAAAAAAhqk/cl3qZNhvAcA/s320/DSC_0488.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439617236852218498" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Com o resto do curto tempo da minha viagem, o plano era visitar Miyajima (宮島), ilha próxima de Hiroshima onde existe um famoso templo e portal sobre as águas do mar. Mas como já havia estado lá em 2003, também, resolvi seguir a sujestão do meu amigo Marcos (que estuda em Hiroshima) e visitar uma outra cidade ali perto: Iwakuni (岩国). Passei apenas a manhã de domingo lá, visitando a ponte Kintaikyo (錦帯橋) e o quarteirão com antigas casas da época dos samurais (侍). O tempo não ajudou: estava frio e o céu nublado, então após tirar algumas fotos, terminei minha viagem e voltei para Tokyo a bordo do shinkansen.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/S31nP3WGdFI/AAAAAAAAhqs/bGilzjaLFqc/s1600-h/DSC_0493.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/S31nP3WGdFI/AAAAAAAAhqs/bGilzjaLFqc/s320/DSC_0493.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5439617447185773650" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
As demais fotos da viagem estão no &lt;a href="http://picasaweb.google.com/drebes/KyotoHiroshimaEIwakuni"&gt;álbum no Picasa&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-2032884635147618706?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/2032884635147618706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=2032884635147618706&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2032884635147618706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2032884635147618706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2010/02/de-volta-e-vivo.html' title='De volta, e vivo'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/S31m175zSYI/AAAAAAAAhqc/4SP6gY91fw0/s72-c/DSC_0400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-5272061582746723042</id><published>2009-08-04T17:53:00.004+09:00</published><updated>2009-08-04T17:58:44.922+09:00</updated><title type='text'>Favorzinho...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Há 3 anos, &lt;a href="http://japao.drebes.org/2006/07/ns-as-sardinhas.html"&gt;postei aqui&lt;/a&gt; um vídeo do trem lotado que pegava todas as manhãs para ir a aula de japonês. Recentemente, enviei o mesmo para um concurso de vídeos de Tokyo. Ele não tem nada de especial em si, o interessante é o que mostra. E não é que o vídeo foi parar na final do concurso? Agora tem uma votação para escolher o melhor vídeo...
&lt;/p&gt;
&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=6107313068897735447&amp;hl=en&amp;fs=true" style="width:400px;height:326px" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;
&lt;p&gt;
Então, quem quiser me ajudar (o primeiro prêmio é um voucher de ~400 dólares para viajar dentro do Japão, prometo aproveitar bem e escrever a respeito se ganhar!), é só ir na &lt;a href="http://www.tokyotopia.com/tokyo-video-competition.html"&gt;página de votação&lt;/a&gt; e votar no meu vídeo: “Crowded Train in Tokyo”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O site limita a uma votação por endereço IP, ou seja, um voto por computador (se duas pessoas tentarem a partir do mesmo, só irá contar o primeiro voto). Mas nada impede de se votar de casa, do trabalho, etc. :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A votação vai só até o dia 10 (dia 9 no Brasil)! Yoroshiku onegaishimasu (宜しくお願いします).
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-5272061582746723042?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/5272061582746723042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=5272061582746723042&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5272061582746723042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5272061582746723042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2009/08/favorzinho.html' title='Favorzinho...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-4537838134091970827</id><published>2009-05-31T13:53:00.004+09:00</published><updated>2009-06-01T23:03:04.840+09:00</updated><title type='text'>Em busca da sustentabilidade</title><content type='html'>&lt;p&gt;
&lt;em&gt;Já faz um tempo que eu queria escrever um post sobre como é o sistema de lixo aqui no Japão. A Fernanda escreveu um email sobre o assunto para seus amigos, e eu gostei tanto que convidei ela para colocar o texto aqui e compartilhar com vocês. Espero que gostem!&lt;br&gt;&lt;br&gt;-- Roberto Jung Drebes&lt;br&gt;&lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O tema de hoje é algo com que me preocupo já há alguns anos: a consciência ambiental.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Toda vez que acabava a carga das pilhas da calculadora, do dicionário eletrônico, do controle remoto etc. eu lembrava que eu deveria comprar pilhas recarregáveis para substituí-las. Mas pela comodidade de comprar uma cartela de pilhas na loja da esquina por 2 reais, eu acabava me acomodando. Este mês, pus fim a essa inércia: dediquei
parte do meu orçamento mensal a um carregador de pilhas e a um conjunto de pilhas AA e AAA recarregáveis. Não foi barato: paguei cerca de 140 reais no conjunto (embora a conta pudesse ser menor, talvez menos de 100 reais, se eu comprasse pilhas com menor capacidade e um carregador mais lento). Esse custo provavelmente demorará para
ser compensado pela não-necessidade de comprar pilhas, ou talvez, nunca será compensado. Porém, o motivo de eu ter feito essa opção não foi financeiro, e sim ambiental. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
As pilhas jogadas no lixo comum contaminam o solo e os lençóis freáticos, pois muitas delas contém metais pesados e outras subtâncias tóxicas. Mesmo separando para reciclagem, o gasto de material e energia é inevitável. Na embalagem do carregador que eu comprei diz que eu posso carregar as pilhas cerca de 1200 vezes. Imaginem o número de pilhas que eu vou evitar comprar, usar e jogar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Desde adolescente me interessa o assunto de reciclagem do lixo. Em 1992 teve uma campanha de conscientização sobre a reciclagem do lixo em Curitiba ("Lixo que não é lixo não vai pro lixo. Se-pa-re!"), e desde então minha família passou a ter o hábito de separar lixos recicláveis. Quando mudei a Campinas, vi que esse costume não era tão comum. Era estranho jogar casca de banana junto com o potinho de iogurte. Mas ao morar com umas amigas da universidade, decidimos separar o lixo, e minha consciência ficou mais tranquila. Se realmente todo esse material é reciclado, é outra história. Mas fazemos nossa parte.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Aqui no Japão há diferentes regras de separação do lixo, variando com a região onde se mora. Até mesmo dentro de Tóquio, cada distrito tem sua regra. Há lugares onde a separação é bem rígida, mas no distrito onde moro é razoavelmente simples: lixos incineráveis, não-incineráveis, latas, garrafas pet, garrafas de vidro, bandeja de isopor e papel. Além disso, tem os postos de coleta de pilhas e baterias, óleo usado, tecidos e outros lixos específicos. O material reciclável separado é pouco, mas imagino que esse pouco realmente seja reciclado. Com a falta de espaço para despejar o lixo que 120 milhões de pessoas produzem numa área 23 menor que do Brasil, o Japão apela para a combustão do lixo, que eu não acho muito ecológico, pelo gasto de energia e geração de dióxido de carbono, mas que não é muito pior que acumular nos imensos lixões como no Brasil. Aliás, mesmo as grandes cidades do Brasil também já estão tendo problemas com o despejo do lixo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Se reciclar é bom, diminuir o lixo é ainda melhor. Quando eu morava no dormitório da universidade, no meu primeiro ano no Japão, acumulei tanta sacola de plástico de supermercado que, na hora de me mudar, joguei fora uma sacola cheia de sacolas dentro, e ainda levei uma parte delas para a minha nova casa, para diminuir um pouco o peso na consciência. O acúmulo de sacos plásticos se deu principalmente pelo fato de eu receber sacos de lixo no dormitório, o que fazia com que eu não usasse as minhas sacolas para jogar o lixo, além da minha falta de costume de usar sacolas não-descartáveis. Eu ganhei uma sacola de pano nos primeiros meses de Japão, mas mesmo assim às vezes esquecia de levá-la ao supermercado e outras, esquecia de dizer ao caixa para que não colocasse as mercadorias nas sacolas de plástico. Com o tempo, fui
me educando a usar a sacola de pano e desde então tenho diminuído consideravelmente o volume de sacolas na minha casa. Se eu sozinha juntei um volume tão grande de sacolas, penso na quantidade de sacolas poderiam deixar de ser produzidas - e descartadas - se todos usassem sacolas reutilizáveis.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Embora o Japão  se preocupe com a reciclagem, é também um país que gera muito lixo, e um dos principais motivos é o excessivo uso de embalagens (sem entrar no assunto de descarte de eletrônicos). Às vezes compro um pacote de biscoitos querendo "encher a mão" e colocar vários na boca de uma vez, e meu prazer é barrado ao ver que os biscoitos estão embalados um a um. A apresentação é impecável, mas o gasto de material poderia ser reduzido... Além disso, os japoneses tem hábito de comer "obento", ou seja, marmita. Originalmente esses obento eram preparados em casa pela dedicada esposa e mãe, que cozinhava e enfeitava as marmitas para seus maridos e filhos levarem no trabalho e nos passeios da escola. Porém, com o passar dos tempos, a praticidade tomou conta das suas vidas, e os obento passaram a ser vendidos em lojas de conveniência e até em lojas especializadas em obento. E com isso, mais embalagens de plástico, mini-garrafinhas de shoyu, sachês de molho, hashi descartável etc. passaram a ser gerados.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Na onda do ecologicamente correto, juntanto produtos ganhados e comprados, montei meu kit-obento: a marmita propriamente dita (chamo de "obentozeira"); kit-talheres desmontáveis, com garfo, colher e hashi; porta-oniguiri (bolinho de arroz) lindo com cara de porquinho; garrafinha térmica; sacolinha térmica para levar o obento. Para falar a verdade, não diminuo tanto lixo com esse "kit", pois eu nunca tive o costume de comprar obento pronto, já que não é muito saboroso. Eu só diminuí a frequência com que vou ao refeitório da faculdade, o que me fez economizar um pouco de dinheiro e ainda me permitiu fazer comidas do meu gosto. Porém, o uso do porta-oniguiri evitou o uso de filmes plásticos, que inicialmente eu usava para embalá-los, e a garrafa térmica diminuiu a compra de bebidas em garrafas pet.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_bQ1LTWlMWlA/SiIOAt0QFzI/AAAAAAAAMwg/fAB4n0MUtdo/s1600-h/P1020131.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" class="reflect" src="http://3.bp.blogspot.com/_bQ1LTWlMWlA/SiIOAt0QFzI/AAAAAAAAMwg/fAB4n0MUtdo/s320/P1020131.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341847513476372274" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Minha mensagem é, como diz na minha sacolinha reutilizável: Reduza, Reuse, Recicle. Dizer que só um não faz diferença é desculpa para não começar. Um vezes 6 bilhões deve fazer diferença. E o que eu falei é uma parte muito pequena do problema todo. O que mais podemos fazer pelo futuro do nosso planeta?
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-4537838134091970827?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/4537838134091970827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=4537838134091970827&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4537838134091970827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4537838134091970827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2009/05/em-busca-da-sustentabilidade.html' title='Em busca da sustentabilidade'/><author><name>Fernanda</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02109566693232748913</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bQ1LTWlMWlA/SiIOAt0QFzI/AAAAAAAAMwg/fAB4n0MUtdo/s72-c/P1020131.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-1467731152842521424</id><published>2009-04-17T00:05:00.014+09:00</published><updated>2009-04-17T10:14:40.261+09:00</updated><title type='text'>A Brasília do Camboja</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Nossa viagem de ano novo não foi só para a Tailândia. Aproveitamos que já estaríamos praqueles lados e resolvemos também dar um pulo rápido no Camboja, mais especificamente nos templos de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Angkor_Wat"&gt;Angkor&lt;/a&gt; na cidade de Siem Reap.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Antes de vir pra Ásia, nunca tinha ouvido sobre o complexo do Angkor Wat: acho que é reflexo da nossa ignorância ocidental da história da civilização asiática, dessa sensação de que a forma em que a humanidade vive hoje vem da Europa e de que os acontecimentos e realizações de outras culturas são apenas curiosidades históricas. Fiquei sabendo pela primeira vez sobre os templos de Angkor em um &lt;a href="http://www.tobuws.co.jp/en/exhibit/world_1_1.html"&gt;parque de miniaturas&lt;/a&gt; no Japão, onde existem maquetes de vários patrimônios da humanidade, e depois por relatos de amigos que também visitaram o sudeste Asiático. Indo para a Tailândia, ali do lado, fizemos questão de visitá-los.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O Camboja é um país pobre, e ir de Bangkok até Siem Reap de ônibus, dizem, não é muito agradável. É fato: a gente não gosta de ter contato direto com miséria, ainda mais quando não há muito a nosso alcance para acabar com ela, e o caminho por onde o ônibus passa é pouco desenvolvido. Algumas semanas antes, também, ocorreram uns conflitos na fronteira do Camboja com a Tailândia, então resolvemos escolher a alternativa mais cara, um vôo operado pela Bangkok Airways que leva direto a cidade dos templos, sem nem ao menos passar pela capital Phnom Phen. Como a empresa tem monopólio nessa trajeto, o custo do vôo não é dos mais baratos, mas foi completamente válido. Chegamos direto no novo &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Angkor_International_Airport"&gt;aeroporto turístico&lt;/a&gt; em Siem Reap (lembra um pouco o de Porto Seguro), onde já fomos recebidos pelo nosso motorista de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Autorickshaw"&gt;&lt;em&gt;tuk tuk&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; que nos levaria ao hotel.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedKV8blDII/AAAAAAAAV1Q/RP1vrxzXsgE/s1600-h/P1060561.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedKV8blDII/AAAAAAAAV1Q/RP1vrxzXsgE/s320/P1060561.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325306825248410754" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O caminho assustou um pouco. Estava escuro e não conseguíamos ver muito bem como se pareciam as casas e as ruas na penumbra. Parecia que estávamos indo para um lugar bem pobre (no dia seguinte veríamos não ser ruim assim). O hotel era simpático, uma casa grande e arejada mantida por um Sr. australiano, com piscina, bar, etc. e funcionários bastante atenciosos. Antes de dormir, pedimos na recepção do hotel para agendar um motorista para nos levar no dia seguinte ao Angkor Wat, e a moça nos perguntou se gostaríamos de ver o nascer do sol nos templos, programa bastante comum. Já que estávamos descansados, aceitamos nos encontrar as 5 horas da manhã com o motorista do &lt;em&gt;tuk tuk&lt;/em&gt; (o mesmo que nos buscou no aeroporto) para sair em direção aos templos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Dia seguinte, ainda escuro, lá estávamos nós. Chegando no templo principal, muitos outros turistas e uma escuridão total. Fomos andando entre as pedras, seguindo o som das outras pessoas, e a luz das poucas que levavam lanternas. Achamos um lugar bom para fotos, e esperamos amanhecer. Poucos pingos de chuva já indicavam que o céu não estaria aberto, mas fazer o quê, só tínhamos dois dias no Camboja.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedKh1nQ4-I/AAAAAAAAV1Y/OuZ8IUCzbPM/s1600-h/P1060599.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedKh1nQ4-I/AAAAAAAAV1Y/OuZ8IUCzbPM/s320/P1060599.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325307029576803298" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
De fato, o nascer do sol não foi dos mais bonitos. Não foi igual aos &lt;a href="https://www.allposters.com/-sp/Sunrise-Over-Angkor-Wat-Angkor-Cambodia-Posters_i2493041_.htm"&gt;postais&lt;/a&gt; com o nascer por detrás das pedras do templo mas, mesmo assim, foi uma experiência única. Assistir qualquer amanhecer é sempre encantador: é como um entardecer mas com as pessoas, o ambiente, em outro ritmo. Ao clarear, demos as primeiras voltas no templo de Angkor Wat, e resolvemos partir para visitar os outros templos, voltando ali à tarde.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Passamos os dois dias visitando templos. Para quem não sabe muito da história da civilização Khmer (como nós), parece tudo muito igual. São grandiosas construções-cidades esculpidas em pedra, o estilo mudando pouco de uma para a outra (para nossos olhos ignorantes de história). &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedKzvg8vOI/AAAAAAAAV1g/08Qy7pzI_xk/s1600-h/P1060758.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedKzvg8vOI/AAAAAAAAV1g/08Qy7pzI_xk/s200/P1060758.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325307337177349346" /&gt;&lt;/a&gt; Além do Angkor Wat, os destaque são os templos de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ta_Prohm"&gt;Tah Prohm&lt;/a&gt;, com enormes raízes de árvores crescidas sob as ruínas das construções originais (e cenário do filme Tomb Raider), os grandes rostos esculpidos em pedra no &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bayon"&gt;Bayon&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Angkor_Thom"&gt;Angkor Thom&lt;/a&gt;, e os detalhados relevos nas paredes das ruínas do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Banteay_Srei"&gt;Banteay Srei&lt;/a&gt;. Fiquei imaginando o custo e trabalho de construir tudo aquilo. Primeiro, pensei, estranho todo esse investimento em enormes construções não ter sido feito em prédios do governo (são templos religiosos), mas daí lembrei: naquela época - e em várias outras culturas -, religião e governo eram a mesma coisa. O Angkor Wat era a Brasília do Camboja. :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Em todo lugar que íamos, era forte a insistência de crianças para que comprássemos bugigangas. Era chato, mas inevitável em um lugar assim, onde a sobrevivência de muitas famílias depende do turismo. Tínhamos que ignorar completamente os pedidos, senão não conseguiríamos ver tudo em 2 dias, e com o tempo (às vezes muito tempo) elas paravam. Ao visitarmos o &lt;a href="http://www.cambodialandminemuseum.org/"&gt;Museu de Minas Terrestres&lt;/a&gt; (que patrocina o desenvolvimento e educação de algumas crianças da região) lemos um depoimento de uma menina mantida pelo museu em que ela dizia querer aprender inglês para poder vender mais &lt;em&gt;souvenirs&lt;/em&gt;, o que confirma essa cultura. Uma pena: sabendo inglês, uma pessoa assim teria um potencial muito maior, poderia facilmente trabalhar no turismo como guia ganhando muito mais (alias, vimos guias locais falando todo tipo de idioma, do japonês, línguas latinas, inglês, hindi, etc), mas a ignorância não permite que eles reconheçam seu real potencial.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Falando em minas terrestres, o Camboja é um dos países onde seu impacto foi mais devastador, resultado dos anos de guerra civil e do regime do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Khmer_Rouge"&gt;Khmer Rouge&lt;/a&gt;. Liderado por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pol_Pot"&gt;Pol Pot&lt;/a&gt;, esse período é lembrado pela tortura, fome, trabalho forçado, execuções, e proibição e destruição de tudo de origem ocidental. Enfim, destruíram o país. Ao andar entre os templos, sugere-se que os turistas não se afastem das áreas mais populares pois ainda podem haver minas terrestres perdidas em locais remotos. Pelos anos 80 o Vietnã invadiu o Camboja e continuou o conflito, mas isso levou a mudanças e o país finalmente conta com um governo que, se não perfeito, pelo menos é estável e democrático. O povo Cambojano sofreu muito, e vê-los na atualidade dá esperança no desenvolvimento. Pensei no nosso motorista, Heng. Ele aparentava uns 50 anos, mas deveria ser mais jovem. Fiquei imaginando como teria sido sua vida e de sua família naqueles anos, e como ele vivia agora, com os dólares do turismo, e tive certeza que o sorriso constante no seu rosto era reflexo dele, finalmente, saber o real significado de felicidade.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedLE5pC3XI/AAAAAAAAV1o/utCOyJnuzNY/s1600-h/P1060899.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedLE5pC3XI/AAAAAAAAV1o/utCOyJnuzNY/s320/P1060899.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325307631953436018" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Nos templos vimos também muitas crianças cambojanas em excursão escolar. Olhando pra elas, ficava imaginando o que pensavam vendo um passado tão grandioso do seu país, comparado com sua situação atual de pobreza e de pouca relevância internacional. Claro, elas nem tinham idade pra pensar nisso, ainda, mas com certeza é um pensamento que outros cambojanos com um pouco mais de educação devem ter. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas se o Camboja não está mais no seu apogeu, também já saiu dos seus piores anos. O progresso chegou. Siem Reap não impressiona só pelos templos. A cidade também possui muitos hotéis internacionais de 5 estrelas, e um centro cheio de bares e restaurantes agradáveis. Claro, essa região é para os turistas e os preços são todos em dólar (alias, só se usa dólar em Siem Reap. Trocamos uns poucos dólares no aeroporto e tivemos dificuldade em conseguir gastar tudo), e bem mais caros que nos lugares “locais”, mas ainda com preços baratos para padrões internacionais. Jantamos em um restaurante simpático, comemos sorvete numa sorveteria/padaria que tinha até internet wireless! Não imaginava nada disso no Camboja. A lembrança que me deu é daqueles filmes de época, onde europeus e americanos iam para o oriente médio ou norte da África e tinham um tratamento de primeira classe. Nunca me imaginei naquela situação. Tendo-se dinheiro, talvez isso seja possível em qualquer lugar, mas nas nossas viagens estilo &lt;a href="http://www.lonelyplanet.com/"&gt;Lonely Planet&lt;/a&gt;, nunca tínhamos tido a experiência. :)
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedLSwvtPVI/AAAAAAAAV1w/g-fBb_AGf88/s1600-h/P1060846.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedLSwvtPVI/AAAAAAAAV1w/g-fBb_AGf88/s320/P1060846.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325307870083628370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-1467731152842521424?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/1467731152842521424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=1467731152842521424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1467731152842521424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1467731152842521424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2009/04/brasilia-do-camboja.html' title='A Brasília do Camboja'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SedKV8blDII/AAAAAAAAV1Q/RP1vrxzXsgE/s72-c/P1060561.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-1068235035924895245</id><published>2009-03-04T23:44:00.004+09:00</published><updated>2009-03-09T17:23:25.065+09:00</updated><title type='text'>Dessa vez, não era uma pedra.</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Hoje, quando ia para o laboratório, logo após sair da estação próxima de casa, o trem parou. Não foi uma parada brusca, foi parando suave, até que parou completamente, no meio do caminho até a estação seguinte. Não fazia nem um minuto que tinhamos partido, e nem um minuto depois de pararmos, o aviso foi feito no sistema de som: “este trem parou por um acidente com atropelamento”. Tive a mais triste das “experiências típicas” do Japão: fui testemunha de um suicídio nos trilhos do trem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Por incrível que pareça, isso é comum. Seguido, nos trens que circulam dentro de Tóquio, podem ser vistos avisos de que os trens estão atrasados por motivos de “acidentes nos trilhos”, mas nunca havia acontecido de ser justamente no trem em que eu estava. Após o anúncio, alguns passageiros até demonstraram alguma reação, mais de surpresa, quebra de rotina, mas muitos não tiveram reação alguma, continuaram como se fosse o tradicional anúncio de qual é a próxima estação de parada. Entre os que reagiram, a maioria se limitou a pegar o celular para enviar mensagens. E o trem ficou ali parado, por 15 minutos, com as pessoas sentadas esperando. Aos poucos, os passageiros foram telefonando e avisando que chegariam atrasados em seus compromissos devido ao acidente, mas nenhuma pessoa demonstrou curiosidade sobre o ocorrido, tentando ver o que estava acontecendo ou contando mais sobre o acidente no celular. Após os 15 minutos, o funcionário do trem - além do maquinista, os trens costumam ter um outro funcionário no fim do último vagão que é responsável pelos avisos e pela abertura e fechamento das portas - voltou a anunciar sobre o ocorrido, com uma voz bastante nervosa e cometendo erros. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Paramos na próxima estação, pegamos mais alguns passageiros, mas assim que partirmos fomos avisados de que aquele trem sairia de operação na próxima estação, e todos deveriam descer. Lá, todos desembarcamos, a plataforma ficou lotada, e o trem foi movido para um dos trilhos paralelos, onde funcionários observaram a frente do trem (não havia marcas, apenas um pouco de sangue na lateral do pára-choque) e a parte inferior do primeiro vagão. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
As pessoas embaracaram no próximo trem continuando para suas estações de destino, onde chegando muitos pegaram o “&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Delay_certificate"&gt;comprovante de atraso&lt;/a&gt;”, um pequeno formulário que as empresas de trem já tem preparados para distribuir sempre que uma linha de trem atrasa mais que alguns minutos. Estes documentos são usados para justificar porque as pessoas não chegaram a tempo em seus compromissos. A pontualidade do japonês depende em grande parte da pontualidade dos trens: existem &lt;a href="http://grace.hyperdia.com/cgi-english/hyperWeb.cgi"&gt;sites&lt;/a&gt; onde, informando-se qualquer estação de origem e de destino dentro do Japão, o sistema calcula toda a rota e horários que devem ser tomados para se chegar ao destino em qualquer horário definido. Na grande maioria dos casos (isto é, quando não há imprevistos) esses sistemas funcionam muito bem e nos fazem poupar muito tempo. Mas quando algo de diferente acontece, a realidade fica inconsistente com os horários pré-determinados por horas, até que os trens consigam recuperar o atraso.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Eu não sei o que leva tantas pessoas no Japão a se suicidarem, mas eu tenho uma teoria. A socieade japonesa não dá muita liberdade ao indivíduo de dar rumo a sua própria vida. O japonês típico tem uma vida confortável, mas, na minha visão, sem graça. Parece que todo japonês leva a mesma vida: nasce, entra na escola, aprende a conviver com os coleguinhas e ser um “bom japonês”, se mata estudando no colégio para entrar na faculdade, vadia durante os 4 anos de faculdade (e às vezes mais dois no mestrado), encontra um emprego de escritório em uma grande empresa japonesa, se casa, tem filhos, se mata trabalhando na mesma empresa até envelhecer, perdendo contato com a própria família, que passa a considerá-lo um estranho quando ele retorna ao convívio doméstico após se aposentar. É como se a sociedade o colocasse numa esteira lá no início da vida, e sem que a pessoa tenha que tomar nenhuma grande decisão, ela vai passando por ele, sem muito controle sobre ela.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VaCSa_erzCk&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/VaCSa_erzCk&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Só que essa mesma esteira que provê uma vida fácil e confortável, torna um transtorno a vida de qualquer um que queira ter experiências diferentes. Japoneses não gostam de viver por um tempo no exterior pois tem medo de não conseguir reentrar na sociedade após a volta, não gostam de empreender pois tem medo de não conseguirem retornar aos seus empregos caso o empreendimento não de certo. Não saem da esteira porque é ela a forma “certa” de viver, e qualquer um que o faça é visto com estranheza, como um dissidente que tenta quebrar a harmonia do grupo. Ou, ainda que a pessoa não tenha grandes ambições de fazer e ser diferente, ela simplesmente não sabe como agir quando a vida coloca diante dela uma situação em que, pela primeira vez, ela tenha que decidir por si só como agir. É como os horários dos trens: funcionam perfeitamente até alguma coisa saia dos planos. E essa pressão é o que acredito ser a causa de tanta depressão, um sentimento de que a vida é tão miserável e que não vale a pena ser vivida, que termina levando tantas pessoas a achar como única saída se jogar na frente de um trem, não precisar mais dar satisfação a ninguém.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Coincidentemente, após o “transtorno” causado pelo pobre cidadão, chego no laboratório e encontro &lt;a href="http://www.nytimes.com/2009/03/02/opinion/02tamamoto.html?_r=1"&gt;esse ensaio&lt;/a&gt; do New York Times de um japonês comentando sobre a “crise psicológica” que assola o país, e que em alguns pontos vai ao encontro do que escrevi aqui.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-1068235035924895245?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/1068235035924895245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=1068235035924895245&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1068235035924895245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1068235035924895245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2009/03/dessa-vez-nao-era-uma-pedra.html' title='Dessa vez, não era uma pedra.'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-3952780509083060086</id><published>2009-02-28T02:17:00.020+09:00</published><updated>2009-03-02T12:37:48.710+09:00</updated><title type='text'>Onde todos os gatos são siameses</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Apesar de não comemorarem o Natal, os japoneses fazem um pequeno recesso na virada de ano, não tão longo quanto no Brasil mas que mesmo assim oportuniza de se viajar um pouco mais longe. Um dos destinos que queríamos conhecer há algum tempo era a Tailândia, mas lendo a respeito do país descobrimos que o melhor clima por lá  é no final do ano, então decidimos ainda em outubro por passar o ano novo lá.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Compramos a passagem ainda antes das confusões políticas e tomada do aeroporto, o que nos deixou um pouco apreensivos de que a viagem poderia não sair. Mas nas nossas leituras sobre o país também ficamos sabendo que golpes de estados são até comuns por lá, não envolvem os confrontos armados e confusões que esperamos (principalmente nós, brasileiros) desses eventos. São processos bem mais pacíficos e com bastante apoio popular. Assim imaginamos que as coisas logo se acalmariam.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E assim foi. Algumas semanas antes da data programada a situação se acalmou, permitindo nossa viagem, que acabou acontecendo na véspera de Natal, 24 de dezembro. No Japão, tirando a decoração do comércio, não existe “clima natalino”, então não foi tão estranho passar a noite de Natal dentro do avião, até porque estávamos empolgados com a viagem. Havia poucos ocidentais no nosso vôo, e a única referência natalina, apesar do avião ser da Northwest, empresa americana, era um dos comissários com um gorrinho de Papai Noel, que parecia ser indiano. Ainda com a questão do fuso, não tinhamos nem mesmo hora exata para “celebrar” o Natal.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Chegamos em Bangkok (ou Krung Thep, กรุงเทพฯ, o nome em tailandês) passada a meia-noite, e o ônibus para a região do hotel não operava mais, assim tivemos que usar um táxi. Já sabíamos onde ir para pegar os taxis normais, e o esquema de se pedir o destino em um guichê que escrevia o endereço no alfabeto local para os taxistas, que raramente falam inglês, mas mesmo assim a comunicação foi difícil, pois não entendiamos nada que o motorista falava. Mas deu tudo certo, chegamos no hotel sãos e salvos. 
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/Sagg0R6y__I/AAAAAAAAVKw/NRg8PbCyXJ8/s1600-h/P1070245.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/Sagg0R6y__I/AAAAAAAAVKw/NRg8PbCyXJ8/s320/P1070245.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307528243391430642" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Bangkok é a típica cidade grande de país em desenvolvimento: segundo meu amigo Rômulo, lembra o Rio de Janeiro. Não sei, o que posso dizer é que é bastante poluída, barulhenta e com muito tráfego. O que mais chama a atenção é a grande quantidade de templos budistas (religião oficial da Tailândia). É como uma versão budista das cidades da Bahia, com as igrejas dando lugar aos templos. Mas se engana quem acha que budismo é tudo igual: os templos da Tailândia não tem nada a ver com os do Japão. A arquitetura, os temas, visual, todos muito diferentes. Muitas &lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stupa"&gt;stupas&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, muito dourado, muito brilho. Parece um budismo “barroco”, completamente oposto ao budismo Zen, minimalista, do Japão. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SaghGANNxKI/AAAAAAAAVK4/8RGh-ENOx2o/s1600-h/P1070247.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SaghGANNxKI/AAAAAAAAVK4/8RGh-ENOx2o/s200/P1070247.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307528547874489506" /&gt;&lt;/a&gt; As pessoas na Tailândia são muito religiosas. Em frente de várias lojas se encontram pequenos altares com velas e oferendas. Na Tailândia, existe uma &lt;a href="http://flickr.com/photos/uninvolvedobserver/146916849/"&gt;Fanta sabor Morango&lt;/a&gt; que eu achei muito boa. E seguido via as garrafinhas dessa Fanta, até com o canudinho, nos altares. Eu brincava que ia ali tomar a Fanta dando sopa e já voltava, mas não cheguei a fazer isso de fato (as Fantas não estavam geladas, hehe).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Outra parte da “crença incondicional” dos tailandeses é relativa ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bhumibol_Adulyadej"&gt;Rei&lt;/a&gt;. Ele é absurdamente popular. Milhares de fotos dele e da Rainha podem ser vistas em Bangkok, em prédios públicos, cartazes, postes, em qualquer lugar por onde as pessoas passem. O desrespeito ao Rei é crime, e isso teria sido, dizem, um dos motivos dos golpes de 2006 e 2008, onde os primeiros ministros estariam tentando ganhar mais poder e diminuir a importância do Rei. A cor oficial do Rei é a amarela, que colore muitos dos monumentos na Tailândia, e camisas amarelas são bastante populares como forma de homenagem a ele. É por isso que os ocupantes do aeroporto em dezembro passado &lt;a href="http://www.wsws.org/articles/2008/dec2008/thai-d01.shtml"&gt;usavam camisetas dessa cor&lt;/a&gt;. 
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SagghA_aXHI/AAAAAAAAVKo/6K7YC6L0Huo/s1600-h/P1060530.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SagghA_aXHI/AAAAAAAAVKo/6K7YC6L0Huo/s320/P1060530.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307527912429870194" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Não sei o motivo de tanta popularidade do Rei, afinal, ele faz parte do poder, o que deveria automaticamente gerar certa desconfiança. Uma possível explicação é que a Tailândia é o único país do sudeste asiático a nunca ter sido dominado por uma nação européia. Talvez isso dê um senso de orgulho nacional e veneração aos seus governantes. O que sei é que, por essa veneração sem questionamento, visitar o &lt;a href="http://www.thailandmuseum.com/thaimuseum_eng/bangkok/main.htm"&gt;Museu Nacional de Bangkok&lt;/a&gt; é bastante frustrante, pra quem tem interesse em história. O que se aprende são apenas os lados positivos de cada rei, e parece que ninguém mais além deles fez nada de importante pelo desenvolvimento da nação. Não se ouve sobre as intrigas, disputas de poder etc, que a gente sabe que caracterizam a história de tantos países e não teria porque na Tailândia ser diferente.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Uma coisa que cansa em Bangkok é a constante “tiração de vantagem” em cima do turista. O que agrava o problema é que na Tailândia existe uma cultura de que perder a paciência é errado, e quem o faz automaticamente “perde” uma discussão ou disputa. Só que essa regra deve ter sido criada para os tailandeses, que provavelmente se comportam bem melhor entre seus conterrâneos. Após algumas tentativas desistimos de pegar taxis em Bangkok, pois nenhum motorista aceitava fazer a corrida pelo taxímetro. Em vez de ficarmos discutindo, desistimos e compramos um mapa das linhas de ônibus. Assim, economizamos em dinheiro e estresse.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Além de Bangkok, viajamos para as ilhas Phi Phi (หมู่เกาะพีพี), ao sul da Tailândia, onde passamos a virada de ano. Conhecia o nome por ser o mesmo de um restaurante tailandês de Porto Alegre, mas a fama das ilhas vem de ter sido &lt;a href="http://www.imdb.com/media/rm1317312768/tt0163978"&gt;cenário do filme “A Praia”&lt;/a&gt; e pela destruição causada pela &lt;a href="http://www.hobotraveler.com/169Tsunamikohphiphi_05.shtml"&gt;tsunami de 2004&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SaghfRUrXzI/AAAAAAAAVLA/wTqyLnr9VHg/s1600-h/P1070120.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" class="reflect" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SaghfRUrXzI/AAAAAAAAVLA/wTqyLnr9VHg/s320/P1070120.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307528981965922098" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Culturalmente, Phi Phi tem muito pouco de Tailândia. Mesmo os tailandeses que estão lá, em geral estão a trabalho, e todos falam inglês, idioma “oficial” da ilha. Mal se vê as placas no alfabeto tailandês que complicam tanto a leitura em Bangkok. Os europeus branquelas (e alguns &lt;a href="http://japao.drebes.org/"&gt;brasileiros também&lt;/a&gt;) refletem à luz do sol sobre a areia. Muitos brasileiros, aliás. Nunca havia visto tantos em nossas viagens pela Ásia. O turismo é “turbinado”, nada de “retiro paradisíaco” que se possa esperar. O desenvolvimento da ilha, mesmo após a tsunami e reconstrução, se dá de forma desenfreada, e no pequeno espaço da ilha existe tudo que o turista pode precisar (e até o que não precisa). 
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/Saghupfaq6I/AAAAAAAAVLI/I1PnaaGpmdE/s1600-h/P1070189.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/Saghupfaq6I/AAAAAAAAVLI/I1PnaaGpmdE/s320/P1070189.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307529246151453602" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O ambiente na ilha lembra muito Santa Catarina. As praias, também, tirando os destaques, não são muito diferentes das praias mais bonitas do Brasil. O que muda bastante é na qualidade de serviço (melhor), na segurança, mas também nos preços (mais caros que em Bangkok, mas talvez ainda mais baratos que no Brasil). A viagem foi ótima, descansamos, recarregamos as energias para a vida em Tokyo e fugimos do frio por alguns dias, mas fiquei bastante curioso sobre o que faz tantos brasileiros gastarem tanto, viajarem meio mundo, para ter experiências de praia tão parecidas com as do Brasil.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/Sagh7XqbGgI/AAAAAAAAVLQ/fRgOhdVySmk/s1600-h/P1070209.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" class="reflect" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/Sagh7XqbGgI/AAAAAAAAVLQ/fRgOhdVySmk/s320/P1070209.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307529464704080386" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Ah, e uma curiosidade: Sião é o antigo nome de Tailândia, e todos os gatos de rua que vimos em Bangkok eram de fato de raça siamesa! (Diferentemente desse aí de cima, que é apenas um “gato escaldado” que “tem medo de tsunami”.)
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-3952780509083060086?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/3952780509083060086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=3952780509083060086&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3952780509083060086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3952780509083060086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2009/02/onde-todos-os-gatos-sao-siameses.html' title='Onde todos os gatos são siameses'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/Sagg0R6y__I/AAAAAAAAVKw/NRg8PbCyXJ8/s72-c/P1070245.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-7965179444600922406</id><published>2009-02-20T14:05:00.001+09:00</published><updated>2009-02-20T14:07:49.581+09:00</updated><title type='text'>Primeira vez no Japão</title><content type='html'>&lt;p&gt;O &lt;a href="http://arturcarpes.blogspot.com/"&gt;Artur&lt;/a&gt; cresceu comigo em Porto Alegre e recentemente esteve em Tokyo. Ele escreveu no blog dele as &lt;a href="http://arturcarpes.blogspot.com/2009/02/impressoes-do-japao.html"&gt;impressões que teve daqui&lt;/a&gt;. Depois de quase 3 anos no Japão, acabo esquecendo o que senti quando vim pela primeira vez pra cá, sem nenhuma relação ou interesse especial por esse país. As impressões do Artur lembram bastante o que senti, e pela forma clara e interessante em que se expressa, recomendo.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-7965179444600922406?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/7965179444600922406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=7965179444600922406&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7965179444600922406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7965179444600922406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2009/02/primeira-vez-no-japao.html' title='Primeira vez no Japão'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-7293164251854943154</id><published>2009-01-19T17:36:00.010+09:00</published><updated>2009-01-19T22:09:44.240+09:00</updated><title type='text'>Made in Taiwan</title><content type='html'>&lt;p&gt;Na verdade, não, é um post japonês, mas sobre a viagem pra Taiwan (台灣) que fiz há cerca de um mês e fiquei devendo. Espero que ainda não tenha esquecido muitas das impressões e consiga passar um pouco do que senti por lá. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Estive na capital, Taipei (台北), por 4 dias, participando de uma conferência pequena. Foi suficiente para ter uma primeira impressão e levantar algumas comparações com a China continental, que queria fazer desde que &lt;a href="http://japao.drebes.org/2007/05/negcio-da-china.html"&gt;estivemos por lá em 2007&lt;/a&gt;. Minha principal curiosidade era tentar identificar se haviam diferenças significativas na forma de se comportar do povo chinês e taiwanês, e se isso era resultado do desenvolvimento sob as duas formas diferentes de governo. Que existiriam diferenças era óbvio: mesmo na China se vê muito contraste de região para região. Mas mesmo assim existe um “espírito chinês” que permeia toda a China, que eu queria procurar em Taiwan.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pra começar a se entender Taiwan é preciso saber pelo menos o básico sobre sua história. Desde tempos remotos a ilha já era ocupada por povos nativos, e quando os exploradores europeus avistaram a ilha não tiveram interesse em colonizá-la. Os portugueses a chamaram de “Ilha Formosa”, um dos nomes usados até hoje. A China Imperial também não fez muita questão de assumir o território, sendo os japoneses quem fizeram a primeira ocupação moderna da ilha, no final do século XIX. Na época, o Japão estava na sua fase expansionista, em busca de novos territórios na Ásia e recursos naturais. Não surprende o Japão ter se interessado em Taiwan que, mesmo não sendo tão rica em recursos, tinha um ambiente muito parecido com o Japão (ilha montanhosa, cheia de florestas e rios de águas cristalinas) e, claro, fica no meio do caminho para o sudeste asiático. Os japoneses aproveitaram o que puderam de Taiwan. Muitas das florestas da ilha foram derrubadas para se usar sua madeira na construção de templos no Japão. Até mesmo o famoso e enorme torii (鳥居) do Santuário Meiji (明治神宮) em Tokyo, foi construído com essa madeira. Mas os japoneses também tiveram muita importância no desenvolvimento do território, trazendo sua tecnologia e industrialização para a construção de infra-estrutura e rede de ensino.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Com o fim da 2ª guerra, em 1945, Taiwan foi devolvida à China, agora não mais Império mas dominada pelos burgueses e intelectuais, que destronaram “o último imperador” e estabeleceram a República. Alguns anos depois, em 49, vem a revolução comunista, e Mao e companhia, cansados das injustiças dos republicanos, os colocam pra correr. Deixando a China continental às pressas, eles se instalam em Taiwan, levando consigo, é claro, todos os tesouros históricos da China, que hoje estão em exibição no enorme &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/National_Palace_Museum"&gt;Museu Nacional do Palácio&lt;/a&gt;, em Taipei.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ-IAL9JAI/AAAAAAAAUEg/fXgMGf0Yh2s/s1600-h/P1060120.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ-IAL9JAI/AAAAAAAAUEg/fXgMGf0Yh2s/s320/P1060120.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292923769277195266" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
E é por isso que o governo de Taiwan, que descende desses políticos que fugiram da China, se considera o verdadeiro governo chinês, no exílio, e oficialmente chama Taiwan de República da China, em contraste com a República Popular da China estabelecida pelos comunistas na China continental. Seu plano final seria retomar o poder no continente, no dia que o regime comunista terminar. E é por isso que a China, por outro lado, não considera Taiwan como um país independente, apenas como uma “província rebelde”.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Entendendo isso logo se vê que tentar justificar as diferenças entre chineses e taiwaneses somente pelo sistema político é simplificar demais. Primeiro, porque muito da cultura, hábitos e forma de vida dos habitantes da ilha foi fortemente influenciada pela longa ocupação japonesa. Segundo, porque os chineses que tomaram a ilha não eram da classe camponesa, mas sim a elite cultural da República da China. E observando as pessoas, isso é evidente.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ9-G5SboI/AAAAAAAAUEY/y0zk_G7-n94/s1600-h/P1060372.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ9-G5SboI/AAAAAAAAUEY/y0zk_G7-n94/s320/P1060372.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292923599279255170" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Andando pelas ruas de Taipei, em nenhum momento lembrei das ruas de Pequim (北京) ou Shanghai (上海), cidades de mesmo porte na China. E não me refiro só em termos de edificações, mas principalmente das pessoas. A forma de se comportar, vestir, me fazia pensar estar no Japão, e tinha que me controlar para não tentar falar com as pessoas em japonês. As pessoas pareciam mais controladas, introspectivas, preocupadas com a aparência, como é comum no Japão. Me senti seguro, em nenhum momento desconfiado, diferente de como me senti na China continental. E, claro, a influência japonesa se completa na grande quantidade de empresas japonesas operando na ilha, o que faz com que às vezes se esqueça de que não se está no Japão.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXR7ffQaN0I/AAAAAAAAUFA/nw3lhyQ4EmQ/s1600-h/P1060261.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXR7ffQaN0I/AAAAAAAAUFA/nw3lhyQ4EmQ/s320/P1060261.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292991242963662658" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Passeei por Taipei, visitei o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taipei_101"&gt;Taipei 101&lt;/a&gt; - maior prédio do mundo em operação, não só construído mas também projetado em Taiwan, o que demonstra seu desenvolvimento humano -, e o Museu Nacional do Palácio, usei o metrô limpo, bonito e eficiente da cidade. Até peguei o trem bala que, em cerca de 1 hora e meia, praticamente atravessa de norte a sul a ilha e leva até o &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lotus_Lake"&gt;Lago Lótus&lt;/a&gt;, lugar turístico onde diversos templos criam um cenário bastante exótico (pra mim) e bonito. Depois de tudo isso, já tinha sentido que Taiwan era muito diferente da China. Mas ainda restava uma dúvida: Taiwan é um país, afinal? Sabia as respostas oficiais, tanto da China quanto do governo taiwanes, mas o que pensavam os taiwaneses?
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ9nstsoXI/AAAAAAAAUEQ/CZfeJmljbok/s1600-h/P1060305.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ9nstsoXI/AAAAAAAAUEQ/CZfeJmljbok/s320/P1060305.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292923214294196594" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Por sorte, dividi a mesa do jantar da conferência com os alunos que estavam trabalhando na conferência, e por terem praticamente a minha idade e mesmo background (estudantes), o clima ficou logo amigável e descontraído. Falamos sobre universidades, pesquisa, países, e finalmente lancei a pergunta: “voces consideram Taiwan um país?” A primeira resposta foi a oficial, histórica, de que Taiwan era o governo da República da China no exílio etc, então reformulei a pergunta: “sim, mas para voces, pessoalmente, a impressão é de que Taiwan é um país? Voces se sentem chineses?” e os rostos passaram a demonstrar mais dúvida e certa discordância. A impressão geral que tive é que a resposta não é unânime, mas que o pessoal mais novo, e que portanto não cresceu na esperança de que um dia voltariam a ser chineses, se sentem antes de tudo taiwaneses, mesmo que não neguem sua origem chinesa. E tentando me colocar no lugar deles, imaginei que seja parecido com brasileiros que, descendendo de europeus, como eu, sabem suas origens e dão o devido valor a elas, mas não conseguem se ver como europeus, antes de brasileiros. 
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ9WTEORmI/AAAAAAAAUEI/-R3SsuAVQI0/s1600-h/P1060333.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 180px;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ9WTEORmI/AAAAAAAAUEI/-R3SsuAVQI0/s320/P1060333.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292922915351578210" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Taiwan tem todas as obras e infraestrutura de país desenvolvido, mas isso não é a única coisa que indica o desenvolvimento de um país. Também é preciso se considerar o desenvolvimento de seu povo, e isso não é indicado só por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Índice_de_Desenvolvimento_Humano"&gt;um número&lt;/a&gt;. A impressão que tive do povo taiwanês foi das melhores: um povo educado, ensinado e que, cada vez mais, tem noção de seu papel &lt;em&gt;no seu país&lt;/em&gt; e no mundo.
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="http://picasaweb.google.com/drebes/Taiwan"&gt;Fotos de Taiwan&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-7293164251854943154?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/7293164251854943154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=7293164251854943154&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7293164251854943154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7293164251854943154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2009/01/made-in-taiwan.html' title='Made in Taiwan'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SXQ-IAL9JAI/AAAAAAAAUEg/fXgMGf0Yh2s/s72-c/P1060120.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-9074289065547499313</id><published>2008-12-19T16:44:00.006+09:00</published><updated>2008-12-19T19:22:55.055+09:00</updated><title type='text'>Dobraduras do George Soros</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Acabei de voltar de Taiwan (台湾), estive lá por 4 dias e achei o país bem agradável, mas deixo pra escrever minhas impressões em um próximo post. O que eu vou contar hoje é uma situação que presenciei no trem de Tokyo até o aeroporto de Narita, uma história do cotidiano mas que ilustra algumas características do povo japonês.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O aeroporto de Narita (成田空港) fica a cerca de uma hora de trem ao leste de Tokyo. Tem mais de uma linha que vai pra lá. Em geral, costumo pegar a mais barata, que pra mim oferece o melhor custo benefício. É uma linha comum, logo, tem muitos passageiros que não estão indo para o aeroporto, mas apenas indo para o leste de Tokyo para visitar alguém, voltar pra casa etc. Indo para Taiwan, peguei o trem na estação inicial. Em seguida sentou na minha frente uma senhora já de idade avançada. Fiquei observando ela, achei seu rosto familiar mas não conseguia associar a ninguém conhecido.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Depois de alguns minutos, notei que ela estava fazendo origami (折り紙, lit. dobradura de papel). Não reconheci na hora qual a figura que ela estava fazendo, o que reparei é que não era um origami “amador”, simples. Inclusive ela utilizava papel especial para origami (um lado vermelho, o outro prateado). Continuei observando a senhora e suas dobraduras e vi que ela tinha bastante destreza, além, claro, de boa memória para lembrar toda a seqüência de passos.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SUtRNXFigII/AAAAAAAARYg/YnunAKpDHcI/s1600-h/origami.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SUtRNXFigII/AAAAAAAARYg/YnunAKpDHcI/s320/origami.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281404277999435906" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Achei aquilo interessante. É um ótimo passatempo para as viagens de trem, pensei, muito melhor do que os videogames que os jovens costumam utilizar. Também, deve ser uma boa forma de exercitar a mente e evitar o Alzheimer, já que exige bastante concentração e memória para lembrar de todos os passos da dobradura. Imagino que seja tão eficiente quanto fazer palavras cruzadas, com o benefício de ainda exercitar a coordenação motora.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
“Ah, claro!”, pensei, ao me dar conta de quem ela parecia. Ela era a cara do George Soros! Não acho que seja uma ofensa, porque é o &lt;a href="http://images.google.com/images?hl=en&amp;q=george%20soros&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;tab=wi"&gt;George Soros que tem cara de velhinha&lt;/a&gt;! Continuei a observando e vi que ela fazia uma figura atrás da outra, sem parar. Em poucos minutos ela fez umas 3 ou 4. As folhas de papel tinham uns 20x20 cm, e cada figura ficava do tamanho de uma xícara de cafézinho. Ao terminar cada uma, ela as colocava de volta na bolsa e puxava outra folhina para começar a próxima. As folhas já estavam dobradas ao meio, o primeiro passo comum de todas as figuras que ela montava. Imagino que ela, em casa, já antecipasse esse passo para agilizar o processo no trem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mais tarde, outra senhora, sentada do lado da “origamista”, fez algum comentário sobre as dobraduras, e as duas começaram uma interessante conversa espontânea que raramente se vê nos trens do Japão, exceto eventualmente por idosos como elas. Falaram da vida, dos origamis, da família, da idade etc. A senhora das dobraduras contou que tinha 80 anos, ao que a outra respondeu, meio que sussurrando “Eu tenho 83...”. “Ah, então é minha irmã mais velha”, a primeira respondeu, e as duas começaram a rir. A “irmã mais nova” comentou que gostava de fazer dobraduras nas viagens de trem para matar o tempo, e que era bom exercício pra memória e para as mãos. Comentou que sabia fazer vários tipos, “todos completamente diferentes” disse ela com certo orgulho. Abriu a bolsa e começou a mostrar as figuras que já havia feito, as oferecendo todas para a “irmã mais velha” que, como todo japonês, as aceitou, claro. Fiquei imaginando como deveria ser a casa da “irmã mais nova”, cheia de origamis. Pelo menos, parecia, ela não era muito apegada as suas “obras” e facilmente as dava a estranhos. Alguns minutos antes, tinha visto, ela havia oferecido outras dobraduras a uma outra senhora que também a elogiou.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A irmã mais velha guardou as 6 dobraduras que havia ganhado, “todas completamente diferentes”, e ficou mexendo na sacola, como que acomodando as coisas ou procurando algo. Aí eu logo previ: “ela vai dar alguma coisa em troca para a outra”. Isso é quase “lei” no Japão, ainda mais considerando gente daquela geração. E, tiro e queda, ela puxa uma caixinha de biscoitos e a oferece para a senhora dos origamis, em retribuição pelas dobraduras.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
É engraçado que até a língua japonesa reflete um pouco essa retribuição material por qualquer ação que recebemos de outras pessoas. Em japonês, o verbo para dar, presentear algo, a mim (ou alguém do meu grupo, família) é &lt;em&gt;kureru&lt;/em&gt; (呉れる). E se alguém faz alguma coisa para mim ou meu grupo, o mesmo verbo é usado. Então, de certa forma, quando um japonês recebe uma ação, um favor ou gentileza de alguém, ele se sente obrigado a retribuí-lo como o faria se tivesse recebido algo material.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A história acaba chegando na estação da cidade de Narita (成田, uma antes do aeroporto), onde as duas “irmãs” desembarcaram. Mas gostei de presenciá-la pois ela ilustra estes pequenos aspectos da cultura japonesa e estas regras não escritas. Primeiro, tem a questão dos idosos, indo a qualquer lugar, continuando seus hábitos para manter uma vida ativa. Segundo, tem a questão da (rara) interação entre estranhos, um pouco mais comum entre pessoas daquela geração. E finalmente, a obrigatória retribuição, de ter que responder a toda e qualquer gentileza recebida. 
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-9074289065547499313?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/9074289065547499313/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=9074289065547499313&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/9074289065547499313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/9074289065547499313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/12/dobraduras-do-george-soros.html' title='Dobraduras do George Soros'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SUtRNXFigII/AAAAAAAARYg/YnunAKpDHcI/s72-c/origami.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-4826016447356906151</id><published>2008-11-26T12:01:00.007+09:00</published><updated>2008-12-19T19:23:48.526+09:00</updated><title type='text'>Udon, comida para a alma</title><content type='html'>&lt;p&gt;O meu prato preferido da culinária japonesa é o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Udon_(macarr%C3%A3o)"&gt;udon&lt;/a&gt; (うどん), um macarrão grosso servido num caldo coberto com algum acompanhamento. Na primeira vez que vim para o Japão, quando tive o choque inicial com a alimentação, já que todo dia tinha que comer no refeitório da empresa onde fiz o estágio, foi o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; que agradou meu gosto e recuperou a minha tranqüilidade. Nessa época, comia &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; quase todo dia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O meu preferido é o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ebiten udon&lt;/span&gt; (海老天うどん), onde o que vem em cima é um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;tempura&lt;/span&gt; de camarão. Outro que gosto é o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;niku udon&lt;/span&gt; (肉うどん), o mesmo &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; coberto com fatias finas de carne cozida, às vezes de gado, às vezes de porco.  “Preparar” um &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; no Japão é fácil, já que o supermercado vende todos os ingredientes pré-prontos. Além do macarrão, que é só colocar na água fervente por 3 minutos, eles vendem os &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;tempuras&lt;/span&gt; já fritos, o caldo etc. Na verdade a única coisa que se tem que fazer é colocar tudo no prato. Aqui está o meu &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ebiten udon&lt;/span&gt;:&lt;/p&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SSzAEulm7iI/AAAAAAAAQgk/5bXY6iJ8iV4/s1600-h/P1050890.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" class="reflect" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SSzAEulm7iI/AAAAAAAAQgk/5bXY6iJ8iV4/s320/P1050890.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272800451201789474" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt;A única diferença do meu pro &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; verdadeiro é que em vez de cebolinha, eu coloco &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;nori&lt;/span&gt;, a mesma alga usada no &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;sushi&lt;/span&gt;. Pra quem quiser ver &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udons&lt;/span&gt; de verdade, pode olhar as fotos &lt;a href="http://shop.gnavi.co.jp/udon/free14.html"&gt;dessa página&lt;/a&gt;. Além de gostoso, o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; é muito barato, tendo cadeias de restaurantes que vendem o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; básico (sem os acompanhamentos) &lt;a href="http://www.hanamaruudon.com/menu/index.html"&gt;a partir de 100 ienes&lt;/a&gt; (cerca de 2 reais!).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No Japão, o lugar famoso para se comer &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; é a província de Kagawa (香川県), na ilha de Shikoku (四国). Estivemos lá esse ano e obviamente provamos os &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udons&lt;/span&gt; locais. Honestamente, são bons, mas não tão diferentes dos que encontramos aqui em Tokyo. De repente não temos o gosto tão requintado para notar a diferença. O melhor &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon&lt;/span&gt; que eu já comi foi no inverno passado, em uma estação da mesma linha que passa aqui perto de casa. De repente volto lá esse ano.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 2006 saiu &lt;a href="http://lunapark6.com/udon.html"&gt;um filme&lt;/a&gt; chamado UDON e rodado em Kagawa, onde o prato, considerado “comida para a alma”, é o pano de fundo pra história da relação de um pai, fazedor de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udon &lt;/span&gt;e seu filho, que não tem planos de continuar o negócio do pai. O filme é bom e tem lances engraçados, mas o mais legal são as diversas cenas do preparo e consumo de muitos tipos de &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;udons&lt;/span&gt;.
&lt;/p&gt;

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bzEvbrPqY6k&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bzEvbrPqY6k&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;

&lt;p&gt;Mas o &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;ebi udon&lt;/span&gt; que um dia eu quero fazer é &lt;a href="http://cookpad.com/recipe/291231"&gt;esse&lt;/a&gt;. :)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-4826016447356906151?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/4826016447356906151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=4826016447356906151&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4826016447356906151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4826016447356906151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/11/udon-comida-para-alma.html' title='Udon, comida para a alma'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SSzAEulm7iI/AAAAAAAAQgk/5bXY6iJ8iV4/s72-c/P1050890.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-6604634804813611892</id><published>2008-10-16T17:46:00.011+09:00</published><updated>2008-10-16T21:53:17.864+09:00</updated><title type='text'>A escrita japonesa</title><content type='html'>&lt;p&gt;Uma das coisas que mais apavora os ocidentais que vem pra Ásia é a questão da escrita: “Mas e se eu não conseguir entender as placas?!”, “Por que eles não usam letras como todo mundo “civilizado”?!”. Hoje vou escrever um pouco sobre como é a escrita em japonês, como ela se relaciona com o chinês, e ainda alguns comentários, coisas que não são explicitamente ensinadas nas aulas de japonês (pelo menos não nos níveis básicos) mas observei durante meus mais de dois anos aqui. Notem que eu não sei japonês o suficiente pra garantir que o que escrevo aqui está certo, e peço aos amigos que sabem mais que me corrijam nos comentários. Ah, e importante! Para ler esse &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; é necessário ter instaladas as fontes asiáticas. No Windows elas são uma opção de instalação, no Mac elas vem instaladas por padrão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A primeira coisa que deve ser levada em consideração é que o japonês é escrito em 3 alfabetos distintos (4 considerando o uso de caracteres ocidentais, que vou ignorar aqui):&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;

&lt;li&gt;&lt;i&gt;Kanji&lt;/i&gt; (漢字) são os ideogramas de origem chinesa, que podem ter várias formas diferentes de leituras e representam (de forma geral, mas nem sempre) idéias. Os ideogramas japoneses não são exatamente os mesmos usados na China, mas quase todos tem origem chinesa. Alguns ideogramas japoneses são iguais aos ideogramas tradicionais chineses, outros são iguais aos ideogramas simplificados, e alguns (a minoria) são tipicamente japoneses.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;&lt;i&gt;Hiragana&lt;/i&gt; (ひらがな), é um alfabeto fonético (cada símbolo tem apenas uma leitura, que não expressa significado) e é utilizado principalmente para partículas, terminações e flexões verbais. Visualmente é fácil indentificá-los pela sua forma simples (se comparado aos &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt;) e linhas curvas.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;&lt;i&gt;Katakana&lt;/i&gt; (カタカナ) é outro alfabeto fonético, usado para palavras estrangeiras e onomatopéias (como o som de animais, etc). Também é composto de caracteres simples, mas tem traços mais grosseiros. &lt;i&gt;Katakana&lt;/i&gt; também é usado como recurso tipográfico para dar ênfase, como o uso de &lt;b&gt;negrito&lt;/b&gt; em textos ocidentais.&lt;/li&gt;

&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Um exemplo de parágrafo em japonês pode ser visto abaixo. Para quem sabe japonês, é óbvio identificar cada alfabeto, mas aqui uso cores diferentes pra auxiliar na identificação de cada um (&lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; em preto, &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt; em azul e &lt;i&gt;katakana&lt;/i&gt; em verde):&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: #008000"&gt;ホンダ&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0000ff"&gt;は&lt;/span&gt;16&lt;/span&gt;日、&lt;span style="color: #008000"&gt;ミニバン&lt;/span&gt;「&lt;span style="color: #008000"&gt;オデッセイ&lt;/span&gt;」&lt;span style="color: #0000ff"&gt;を&lt;/span&gt;全面改良&lt;span style="color: #0000ff"&gt;し&lt;/span&gt;、17&lt;/span&gt;日&lt;span style="color: #0000ff"&gt;に&lt;/span&gt;発売&lt;span style="color: #0000ff"&gt;すると&lt;/span&gt;発表&lt;span style="color: #0000ff"&gt;した&lt;/span&gt;。&lt;span style="color: #008000"&gt;エンジン&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0000ff"&gt;の&lt;/span&gt;改良&lt;span style="color: #0000ff"&gt;によって&lt;/span&gt;馬力&lt;span style="color: #0000ff"&gt;を&lt;/span&gt;高&lt;span style="color: #0000ff"&gt;めながら&lt;/span&gt;燃費性能&lt;span style="color: #0000ff"&gt;を&lt;/span&gt;向上&lt;span style="color: #0000ff"&gt;した&lt;/span&gt;。&lt;span style="color: #008000"&gt;オデッセイ&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #0000ff"&gt;はこれが&lt;/span&gt;４代目。30&lt;/span&gt;―40&lt;/span&gt;代&lt;span style="color: #0000ff"&gt;を&lt;/span&gt;中心&lt;span style="color: #0000ff"&gt;に&lt;/span&gt;国内&lt;span style="color: #0000ff"&gt;で&lt;/span&gt;月4000&lt;/span&gt;台&lt;span style="color: #0000ff"&gt;の&lt;/span&gt;販売&lt;span style="color: #0000ff"&gt;を&lt;/span&gt;目指&lt;span style="color: #0000ff"&gt;す&lt;/span&gt;。&lt;/blockquote&gt;

&lt;p&gt;O texto é sobre o lançamento de uma nova minivan (ミニバン) chamada Odyssey (オデッセイ). Não consigo ler tudo, pois tem vários &lt;i&gt;kanjis&lt;/i&gt; que não sei a leitura. Mas uma coisa legal dos ideogramas é que mesmo sem saber a leitura dá pra saber o significado. Por exemplo, a palavra 馬力 é formada pelos ideogramas de “cavalo” (馬) e “força” (力), logo, “cavalos de força”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quem for mais atento vai notar que não tem espaço entre as palavras. A quebra não é explícita, ela acontece quando se muda de alfabeto (por exemplo, com uma partícula), mas nem sempre (quando é apenas uma flexão verbal), ou quando os ideogramas combinados representam mais de uma palavra distinta. Pros japoneses isso não é uma questão tão importante, pois eles não estão acostumados com a idéia de palavras separadas. Mas para computadores tentando indexar textos por palavras, isso é uma questão a ser considerada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Muita gente se assusta com a quantidade de &lt;i&gt;kanjis&lt;/i&gt;: crianças em idade escolar devem saber 1006 ideogramas básicos antes da sexta série, e cerca de 2000 são necessários pra se ler um jornal. Mas o número total para uma pessoa culta pode chegar a 10 mil. O que as pessoas em geral não sabem é que esses milhares de ideogramas não são independentes, sendo a maioria combinações de outros &lt;i&gt;kanjis&lt;/i&gt; e radicais. Por exemplo:&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ideograma com o sentido de “mulher” é 女. E o ideograma com sentido de “criança” é 子. Já o ideograma usado para “gostar” é 好. Faz sentido. Ou ainda, o &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; para “estudo” é 学, que também inclui o de “criança” (imagine uma fumacinha saindo da cabeça da criança de tanto estudar).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outro exemplo: o ideograma para “árvore” é 木. O caractere de “bosque” é  林 e o de “floresta”, 森.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Partindo dos &lt;i&gt;kanjis&lt;/i&gt; individuais se formam as palavras. “Universidade” é 大学, os ideogramas de “grande” e “estudo”. Logo, mesmo sem se saber a leitura dá pra adivinhar o significado, considerando que 小学, “pequeno estudo”, é escola básica e 中学, “médio estudo”, é escola secundária. Um dia, logo após sair de uma aula onde aprendi sobre o &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; 量 (quantidade), vi no trem um guri lendo um livro escrito 量子 na capa. Hmm, sabia que 分子, o &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; de “parte” combinado com o de “criança”, significava “molécula”. Supus que o livro fosse sobre Física Quântica. Procurei no dicionário, e era isso mesmo! É assim que a gente vai aprendendo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Até agora evitei falar nas leituras, porque essa é uma das partes mais chatas de aprender os ideogramas. O fato é que quando os &lt;i&gt;kanjis&lt;/i&gt; foram trazidos da China, o Japão já tinha sua língua própria que não tinha praticamente nada a ver com o chinês, e por isso os &lt;i&gt;kanjis&lt;/i&gt; não eram por si só apropriados pra se escrever qualquer coisa em japonês. Inicialmente, o que se fazia era escrever tudo em chinês mesmo. Os únicos “letrados” eram pessoas que já sabiam chinês, e faziam a tradução “em tempo real” ao ler e escrever.  Era como se eu escutasse, em português, alguém dizer “Olá, qual é seu nome?” e escrevesse no papel “&lt;i&gt;Hello, what’s your name?&lt;/i&gt;” e quando me pedissem para ler o que estava escrito eu dissesse “Olá, qual é seu nome?”. Com a diferença que o chinês e o japonês são línguas muito mais diferentes que o inglês do português.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt; Para adaptar o &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; ao japonês, o que se fez primeiro foi associar os sentidos às palavras já existentes em japonês. Por exemplo, a palavra “pedra” é “ishi” em japonês. Em chinês, havia um ideograma para pedra, que virou o ideograma para pedra também em japonês: 石. À palavra “óleo”, “abura” em japonês, foi atribuído o caractere chinês 油 de mesmo sentido. Ao ver os caracteres isolados, os japoneses irão lê-los como “ishi” e “abura”. Mas quando os ideogramas são combinados, geralmente são usadas leituras mais parecidas com a do chinês original. A palavra 石油 é lida “sekiyu”, e significa “petróleo”, como na palavra de origem latina.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O interessante é que se pensarmos o papel do chinês na língua japonesa, ele é parecido com o do grego na nossa língua. Se vemos uma palavra como “democracia”, sabemos que é o “governo” (&lt;i&gt;kratos&lt;/i&gt;) pelo “povo” (&lt;i&gt;demos&lt;/i&gt;). Sabemos que muitas das palavras com “demo” se referem ao “povo” (“demográfico” etc), mesmo que “demo” sozinho nunca usemos com esse sentido. “Petróleo”, em japonês vem do chinês assim como “democracia” para nós, vem do grego.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em alguns casos, idéias diferentes mas relacionadas foram associadas ao mesmo ideograma. Por exemplo, 月 é o ideograma para lua (&lt;i&gt;tsuki&lt;/i&gt;) e também para mês (&lt;i&gt;getsu&lt;/i&gt;). A palavra segunda-feira é 月曜日 (&lt;i&gt;getsu-youbi&lt;/i&gt;), similar ao inglês &lt;i&gt;Mo(o)nday&lt;/i&gt;. E domingo é 日曜日 (&lt;i&gt;nichi-youbi&lt;/i&gt;), que como no inglês é o dia do Sol (&lt;i&gt;Sunday&lt;/i&gt;), mas aqui o primeiro ideograma é lido &lt;i&gt;nichi&lt;/i&gt; e o último &lt;i&gt;bi&lt;/i&gt; (variação de &lt;i&gt;hi&lt;/i&gt;). O mesmo ideograma de “Sol”, lido como &lt;i&gt;ni&lt;/i&gt;, é &lt;a href="http://japao.drebes.org/2007/09/no-topo-do-japo.html"&gt;usado na palavra &lt;i&gt;Nihon&lt;/i&gt;&lt;/a&gt; (日本), o nome do país que literalmente significa a “origem do Sol”.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas de volta à leitura. Os intelectuais que sabiam chinês escreviam em ideogramas. As mulheres, que não tinham acesso à mesma educação, começaram a simplificar alguns ideogramas e usar esse alfabeto simplificado foneticamente, o que resultou no &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt;. Dizem que as curvas do &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt; são reflexo dessa origem feminina, uma forma mais suave de escrita (literalmente, &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt; significa “alfabeto suave”).&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com a reforma da escrita japonesa e a aproximação da escrita à língua falada (ao invés de simplesmente escrever tudo em chinês) o &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt; ganhou importância representando as sutilezas da língua que o &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; simplesmente não conseguia representar, como flexões verbais. Por exemplo, o verbo “entender”, é &lt;i&gt;wakaru&lt;/i&gt; no presente, e &lt;i&gt;wakatta&lt;/i&gt; no passado. São escritos em japonês como 分かる e 分かった, onde o primeiro caractere é o ideograma de “entender” e o restante é a flexão &lt;i&gt;karu&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;katta&lt;/i&gt; em &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt;. Agora, porque o ideograma de “entender” é o mesmo de “parte”, eu não entendo. :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não satisfeitos com dois alfabetos, os japoneses resolveram simplificar ainda mais o &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt; criando o &lt;i&gt;katakana&lt;/i&gt;. Outra forma fonética de escrita, é um alfabeto onde os caracteres são bastante parecidos com os do &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt;, mas tem os traços mais grosseiros. Por exemplo, compare a expressão &lt;i&gt;kana&lt;/i&gt; em &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;katakana&lt;/i&gt;: かな e カナ (ou ainda, em &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt;: 仮名). Os caracteres com o som de &lt;i&gt;ka&lt;/i&gt; (か em &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt;, カ em &lt;i&gt;katakana&lt;/i&gt;) descendem do ideograma 加, enquanto os caracteres com o som de &lt;i&gt;na&lt;/i&gt; (な em &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt;, ナ em &lt;i&gt;katakana&lt;/i&gt;) descendem do ideograma 奈.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por fim, quero fazer um comentário rápido sobre a “moda” no ocidente de se escreverem nomes em japonês. Primeiro, nomes ocidentais são sempre escritos em &lt;i&gt;katakana&lt;/i&gt;, que é apenas uma forma fonética de se escrever o nome&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;. Tem gente que aparece com um monte de ideogramas tatuados no corpo e diz que aquilo é seu nome em japonês. Não é. O único caso em que um estrangeiro recebe um nome em &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; é se ele se naturaliza japonês, o que é bastante raro. Nesse caso, ele deve escolher um nome em ideogramas para usar em seus documentos oficiais. Um exemplo é o jogador de futebol brasileiro Alessandro Santos, naturalizado japonês que utiliza o nome 三都主. O nome pode ser lido como &lt;i&gt;santosu&lt;/i&gt;, mas não tem significado real (seria algo como o “chefe das 3 capitais”). Outra forma de escolha dos ideogramas é pelo significado, por exemplo, considerando o significado da palavra “santo”, ele poderia ter escolhido o ideograma 聖人, que significa “santo” mas é lido &lt;i&gt;seijin&lt;/i&gt;, se bem que nesse caso um nome assim não cairia bem considerando a humildade tão valorizada no Japão.&lt;/p&gt;

&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; O romance mais tradicional do Japão, “A lenda de Genji”, que celebra 1000 anos este ano e é considerado o mais antigo do mundo, foi escrito por uma mulher exclusivamente em &lt;i&gt;hiragana&lt;/i&gt;.&lt;/small&gt;&lt;br/&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; Diferente do chinês, que não usa alfabetos fonéticos e portanto também usa ideogramas para palavras estrangeiras. McDonald’s no Japão é マクドナルド, na China, 麦当劳. Uma guria chinesa me contou que muitos chineses acham que a Pepsi Cola é chinesa por causa disso. Se bem que muitos gaúchos já acharam que “a Pepsi é gaúcha”. ;)&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-6604634804813611892?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/6604634804813611892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=6604634804813611892&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6604634804813611892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6604634804813611892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/10/escrita-japonesa.html' title='A escrita japonesa'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-1816731213884723729</id><published>2008-09-16T21:18:00.004+09:00</published><updated>2008-09-16T21:26:17.292+09:00</updated><title type='text'>Janta do dia-a-dia</title><content type='html'>&lt;p&gt;
&lt;em&gt;Don&lt;/em&gt; (丼) significa tigela de arroz. Com certeza é um dos pratos típicos da culinária japonesa, tem até um &lt;em&gt;kanji&lt;/em&gt; próprio só pra ele. Existem vários tipos de &lt;em&gt;don&lt;/em&gt;, dependendo do acompanhamento que vem sobre o arroz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Um dos meus preferidos é o &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.the-don.co.jp/menu/kaisen/index.html"&gt;maguro&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.maguro-ichiba.co.jp/menu.html"&gt;don&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; (まぐろ丼) onde o acompanhamento é &lt;em&gt;sashimi&lt;/em&gt; de atum. Gosto porque é praticamente um sushi gigante, mas tem mais “sustância" e é absurdamente fácil de fazer. Num potinho se mistura &lt;em&gt;shoyu&lt;/em&gt; com &lt;em&gt;wasabi&lt;/em&gt;, e se despeja essa mistura por cima. Essa foi minha janta de hoje:
&lt;/p&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SM-lNTQVJcI/AAAAAAAAP88/nXaARttc0JE/s1600-h/P1050727.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SM-lNTQVJcI/AAAAAAAAP88/nXaARttc0JE/s320/P1050727.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246593738835568066" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-1816731213884723729?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/1816731213884723729/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=1816731213884723729&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1816731213884723729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1816731213884723729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/09/janta-do-dia-dia.html' title='Janta do dia-a-dia'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SM-lNTQVJcI/AAAAAAAAP88/nXaARttc0JE/s72-c/P1050727.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-3242921851352686167</id><published>2008-09-10T13:05:00.003+09:00</published><updated>2008-09-10T13:17:21.022+09:00</updated><title type='text'>Passeando pela vizinhança...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Esqueci de contar...&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando estava em Boston, o Google iniciou o serviço StreetView em Tokyo. Pra quem não conheçe, é uma recurso do &lt;a href="http://maps.google.com.br/"&gt;Google Maps&lt;/a&gt; que permite se “passear” pelas ruas, vendo fotos em 360 graus capturadas no local. Aí embaixo está meu prédio. Pela neve na rua, eu acho que as fotos foram tiradas no final de janeiro (pouco depois &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2008/01/neve.html"&gt;desse post&lt;/a&gt;), logo antes de eu ir ao Brasil. Arrastando o mouse sobre a foto é possível olhar nas outras direções, e clicando nas setas sobre a rua é possível “mover-se” para a direção da seta.&lt;/p&gt;

&lt;iframe width="425" height="240" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/sv?cbp=1,84.86863161735903,,0,-12.603150444985207&amp;amp;cbll=35.659529,139.569458&amp;amp;panoid=K5N6BGDFTFs_ubJMnJc9uA&amp;amp;v=1&amp;amp;hl=en&amp;amp;gl="&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;amp;q=%E8%AA%BF%E5%B8%83%E5%B8%82&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;om=1&amp;amp;layer=c&amp;amp;cbll=35.659529,139.569458&amp;amp;panoid=K5N6BGDFTFs_ubJMnJc9uA&amp;amp;cbp=1,84.86863161735903,,0,-12.603150444985207&amp;amp;ll=35.668245,139.548512&amp;amp;spn=0.004672,0.009656&amp;amp;z=14&amp;amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left"&gt;View Larger Map&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;

&lt;p&gt;Ah, e pra quem não respondeu, a &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2008/09/j-que-ningum-comentou-o-ltimo-post.html"&gt;pesquisa&lt;/a&gt; ainda está aberta.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-3242921851352686167?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/3242921851352686167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=3242921851352686167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3242921851352686167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3242921851352686167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/09/passeando-pela-vizinhana.html' title='Passeando pela vizinhança...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-4909520571237636912</id><published>2008-09-08T01:13:00.003+09:00</published><updated>2008-09-08T01:17:30.394+09:00</updated><title type='text'>O ovo do Godzilla</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Aqui no Japão é muito comum presentear produtos “consumíveis”, principalmente quando se visita alguém. No início achava esse hábito meio estranho: quando a gente dá um presente, espera que a pessoa o guarde, se lembrando da gente, não? Mas aqui, principalmente pela questão de espaço, é muito comum se dar comidas, frutas, até produtos do dia a dia, como presente. Existe até uma época do ano em que os supermercados preparam caixas cheias de produtos comuns, como óleo, sabão em pó, macarrão, etc, para se presentear. É como aquelas cestas de produtos importados que se vende no Brasil, com a diferença que os produtos são os mais ordinários! 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Tem uma conseqüência muito boa desse hábito: se a gente ganha um produto bom, consome com prazer, lembrando da pessoa. Se é um produto que não agrada, a gente acha alguém e passa adiante! E na próxima vez que a pessoa vem visitar, tudo bem, o produto já foi consumido (seja pela gente ou por terceiros), não se espera que o produto ainda exista. Não precisa se dar explicação.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Frutas já são naturalmente produtos caros no Japão, mesmo no supermercado, e além disso existem “fruteiras de luxo” que comercializam as frutas mais perfeitas imagináveis, presentes bastante populares. Essas lojas, em geral, ficam em lugares chiques, com aluguéis que só podem ser pagos com os salgados preços das frutas que elas vendem. Esses dias passando em frente a &lt;a href="http://shop.gnavi.co.jp/snfruits/"&gt;uma dessas lojas&lt;/a&gt;, tirei as seguintes fotos de melancias.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SMP93jhFtGI/AAAAAAAAPl0/T33UvPggaNo/s1600-h/P1050666.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SMP93jhFtGI/AAAAAAAAPl0/T33UvPggaNo/s320/P1050666.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243313522058048610" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
A primeira foto mostra a famosa “melancia quadrada” japonesa. Ela é criada dentro de um recibiente de vidro, que dá forma a melancia, quebrado quando a fruta está pronta pra ser comercializada. O preço dessa melancia é 13 000 ienes, cerca de 210 reais. Na foto tem também a novidade, a melancia piramidal, além de outros tipos, como a melancia amarela, e demais frutas.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SMP-CrbAIQI/AAAAAAAAPl8/-hwxT5PZRxk/s1600-h/P1050665.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://4.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SMP-CrbAIQI/AAAAAAAAPl8/-hwxT5PZRxk/s320/P1050665.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243313713158562050" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
A segunda mostra outra novidade: &lt;em&gt;Gojira no tamago&lt;/em&gt; (ゴジラのたまご). &lt;em&gt;Gojira&lt;/em&gt; é “Godzilla” e &lt;em&gt;tamago&lt;/em&gt;, “ovo”. Portanto, “ovo do Godzilla”. Sim, é a mesma melancia que no Brasil custa uns 5 reais. Só que aqui, por ser o “ovo do Godzilla” ela sai pelo precinho camarada de   13500 ienes (220 reais).
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-4909520571237636912?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/4909520571237636912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=4909520571237636912&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4909520571237636912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4909520571237636912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/09/o-ovo-do-godzilla.html' title='O ovo do Godzilla'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SMP93jhFtGI/AAAAAAAAPl0/T33UvPggaNo/s72-c/P1050666.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-4870150801637671185</id><published>2008-09-02T12:28:00.003+09:00</published><updated>2008-09-02T12:31:14.780+09:00</updated><title type='text'>Já que ninguém comentou o último post...</title><content type='html'>&lt;br/&gt;
&lt;iframe src="http://spreadsheets.google.com/embeddedform?key=pp0PhYJuhfdENkpSHdZ9JJA" width="480" height="1546" frameborder="0" marginheight="0" marginwidth="0"&gt;Loading...&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-4870150801637671185?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/4870150801637671185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=4870150801637671185&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4870150801637671185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4870150801637671185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/09/j-que-ningum-comentou-o-ltimo-post.html' title='Já que ninguém comentou o último post...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-2382290024472062972</id><published>2008-08-26T23:55:00.018+09:00</published><updated>2008-08-27T13:45:44.605+09:00</updated><title type='text'>STeLA Forum 2008</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Ok, continuando o assunto do post anterior... Fui a Boston (na verdade, Cambridge) no início do mês pra participar do segundo fórum de uma organização chamada &lt;a href="http://web.mit.edu/stela-mit/about.html"&gt;STeLA&lt;/a&gt; (Science &amp;amp; Technology Leadership Association). Provavelmente ninguém aqui ouviu falar dessa organização. Ela está recém no seu terceiro ano e foi fundada nos EUA por um grupo de japoneses que estudava por lá. O primeiro fórum foi no ano passado aqui em Tokyo, mas desse eu não participei. Só fiquei sabendo sobre o segundo fórum esse ano, e lendo sobre a organização logo me interessei em participar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O objetivo “oficial” da STeLA é desenvolver lideranças nas áreas de ciência e tecnologia (C&amp;amp;T). A minha interpretação mais prática dessa idéia meio abstrata é que a STeLA tenta criar um grupo de estudantes, de vários países, ligados a C&amp;amp;T capazes de auxiliar nas decisões que afetem as políticas públicas. Chamo o objetivo de “oficial” (com áspas) porque, como a organização é ainda bastante jovem, seus fundamentos não são rígidos e a organização vai se modificar e adaptar de acordo com seus membros.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Existem &lt;a href="http://www.aiesec.org/"&gt;outras&lt;/a&gt; organizações de estudantes que tentam preparar jovens para assumirem papéis de liderança e terem um impacto positivo na sociedade, mas achei o diferencial da STeLA, de focar em C&amp;amp;T, bastante interessante, por considerar dois fatores: (i) ciência e tecnologia são imprescindíveis pra se lidar com os problemas atuais da sociedade; e (ii) existe um distanciamento muito grande entre os cientistas e engenheiros e os políticos.
As pessoas da área de C&amp;amp;T tem certo receio de se envolver com política, e políticos raramente tem conhecimento suficiente em C&amp;amp;T para que possam tomar as decisões mais apropriadas levando-as em consideração. Há, inclusive, um certo desdém mútuo entre os dois grupos.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQZ_kRJV4I/AAAAAAAANCE/7ySXsVkgqC0/s1600-h/P1050480.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQZ_kRJV4I/AAAAAAAANCE/7ySXsVkgqC0/s320/P1050480.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238840846396774274" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Participaram do fórum cerca de 50 pessoas, sendo um terço de universidades americanas (principalmente &lt;a href="http://www.mit.edu/"&gt;MIT&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.harvard.edu/"&gt;Harvard&lt;/a&gt;), outro do Japão (&lt;a href="http://www.u-tokyo.ac.jp/"&gt;Universidade de Tokyo&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.titech.ac.jp/"&gt;Instituto Tecnológico de Tokyo&lt;/a&gt;) e ainda na China (&lt;a href="http://www.pku.edu.cn/"&gt;Universidade de Pequim&lt;/a&gt; e de &lt;a href="http://www.tsinghua.edu.cn/"&gt;Tsinghua&lt;/a&gt;). O fórum era baseado em três componentes: os workshops sobre liderança, as atividades temáticas e o projeto final em grupo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Nos workshops sobre liderança, realizamos atividades relacionadas ao modelo de liderança distribuído empregado na Sloan School of Management do MIT. &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQa3z_YG1I/AAAAAAAANCU/d7Nc8tSHFK8/s1600-h/P1050488.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQa3z_YG1I/AAAAAAAANCU/d7Nc8tSHFK8/s200/P1050488.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238841812689886034" /&gt;&lt;/a&gt; Um ponto interessante é que existe um projeto de pesquisa do MIT, parceiro da STeLA, que investiga as interações dentro de um grupo de negociações. Por esse motivo, durante as atividades, usávamos um sensor pendurado no pescoço, que gravava com quem e como estávamos interagindo. Após as sessões, podíamos observar como tinha sido a interação dentro do grupo e trabalhar para que a comunicação e interação fosse melhorada. Infelizmente nossos sensores não funcionaram muito bem, então o &lt;em&gt;feedback&lt;/em&gt; não foi muito útil. Ainda na parte de liderança, tivemos também duas &lt;em&gt;keynote speeches&lt;/em&gt; de dois prêmios Nobel em medicina: Phil Sharp (1993) e Susumu Tonegawa (1987). Estas apresentações foram completamente diferentes do que se esperaria de um “prêmio Nobel”: foram muito mais um bate papo informal sobre suas carreiras científicas.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQaQ0FZcvI/AAAAAAAANCM/y-RpaQqj_uU/s1600-h/P1050427.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://3.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQaQ0FZcvI/AAAAAAAANCM/y-RpaQqj_uU/s320/P1050427.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238841142700241650" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Quanto a parte das sessões temáticas do fórum, o assunto desse ano foram os problemas de saúde pública global (daí a escolha dos &lt;em&gt;keynote speakers&lt;/em&gt;). Nessa parte também tivemos apresentações e leituras sobre o assunto, participamos de um painel com professores ligados à área, e fizemos uma visita ao laboratório de pesquisa da &lt;a href="http://www.mrlboston.com/aboutus/"&gt;Merck&lt;/a&gt; em Boston, onde se pesquisam medicamentos contra o câncer e o mal de Alzheimer. Obviamente, essa não é a minha área, nem de muitos dos estudantes que participaram do fórum. Mas a idéia da STeLA é que o tema seja apenas um cenário onde se possam aplicar as habilidades desenvolvidas, além de criar consciência sobre o assunto. E essas habilidades seriam desenvolvidas na terceira parte do fórum, o projeto final.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Para desenvolvermos o projeto fomos divididos em grupos de 5. No meu, além de mim, havia um japonês que estuda química em Princeton, um americano que faz pós em mecânica no MIT, uma coreana que estuda fisiologia na Universidade de Tokyo e uma chinesa que estuda biologia na Universidade de Pequim. Nosso grupo era bastante heterogêneo, e era interessante (e desafiador, às vezes) trabalhar em grupo com pessoas de &lt;em&gt;backgrounds&lt;/em&gt; culturais e acadêmicos tão diferentes. Foi interessante ver cada membro assumindo naturalmente papéis diferentes dentro do grupo. Isso era parte dos objetivos do fórum.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQbTx2wpTI/AAAAAAAANCc/4YbtBJlXbVM/s1600-h/P1050458.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQbTx2wpTI/AAAAAAAANCc/4YbtBJlXbVM/s320/P1050458.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238842293153211698" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O projeto final era a criação de um video de 30 segundos que abordasse um dos problemas de saúde pública discutidos no fórum. Escolhemos fazer nosso vídeo sobre &lt;a href="http://www.who.int/neglected_diseases/en/"&gt;doenças tropicais negligenciadas&lt;/a&gt;. Essas doenças atingem cerca de 1 bilhão de pessoas, principalmente em países pobres, e não possuem tratamento adequado, pois como não atingem os países ricos, não são de interesse da indústria farmacêutica. Como a maioria de nós não era da área das ciências biológicas, não tinhamos conhecimento prévio do problema. Nosso vídeo, portanto, não tenta encontrar soluções concretas, mas apenas alertar mais pessoas sobre sua existência, como primeiro passo. Apesar de não termos ganho nenhum dos prêmios do fórum, todos no grupo ficamos com muito orgulho do nosso “filho”:
&lt;/p&gt;
&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=1919335059132116940&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=true" style="width:400px;height:326px" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;
&lt;p&gt;
No final do fórum, começamos a discutir sobre o próximo: se vai acontecer, e onde. Os participantes da China mostraram bastante interesse em hospedar o fórum (o primeiro foi no Japão, e essa edição nos EUA foi a segunda). Apesar de terem certo suporte das universidades, a maior dúvida foi quanto ao pessoal para organizar o evento, já que não sabemos ao certo quantos estudantes estão envolvidos com a STeLA na China. Também, a questão da comunicação pode ser complicada, pois precisaríamos de videoconferência confiável entre o Japão/EUA e a China. Por esses motivos, resolvemos dar mais algumas semanas ao time da China para que verifiquem a disponibilidade de pessoal e de outros recursos e mandem uma proposta. Caso a China não consiga organizar para 2009, o Japão deve hospedar o fórum novamente em 2009 e a China só em 2010. Como estarei envolvido com o final do meu doutorado (assim espero) ano que vem, não devo participar do próximo fórum se ele for na China, mas se for por aqui ainda devo me envolver.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Sobre Boston, em si, o que posso dizer é que a cidade é muito menor do que eu imaginava, em um dia se consegue dar uma boa volta a pé pela cidade.  O que é marcante, além das atrações ligadas a história dos EUA e a arquitetura própria, é o grande número de universidades (e conseqüentemente, de gente jovem). O Jeff, americano do meu grupo, perguntou o que mais chamava atenção em Boston, vindo do Japão, e começou a dar risada quando respondi que era a quantidade de asiáticos! Mas é verdade... Ouvi uma estatística de que 60% dos estudantes do MIT são da Ásia, e que MIT na verdade quer dizer “Made In Taiwan”. :)
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQblM5X9SI/AAAAAAAANCk/pNYtuBfYLao/s1600-h/P1050567.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQblM5X9SI/AAAAAAAANCk/pNYtuBfYLao/s320/P1050567.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238842592469710114" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
E sobre o MIT, o que dizer? Bom, muita da tecnologia que a gente usa vem diretamente de lá, muita da história da computação (e da cultura ligada a ela) se passa por lá. Então pra quem é da área, o lugar acaba se tornando meio “mítico”, a gente imagina existir em outro plano. Mas chegando lá, a gente vê que eles tem uma ótima infraestrutura, com certeza pesquisa no estado da arte e grandes recursos humanos, mas é apenas mais uma (ótima) universidade. É bom visitar lugares assim pra nos dar perspectiva. Foi muito legal poder visitar o MIT com os “nativos”, andar livremente pelos prédios, ficar hospedados nos dormitórios, pra desmanchar essa falsa imagem.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQbymG0heI/AAAAAAAANCs/KT6ADsfsKLc/s1600-h/P1050472.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://1.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQbymG0heI/AAAAAAAANCs/KT6ADsfsKLc/s320/P1050472.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238842822575293922" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Tem gente que não entende porque eu me envolvo nesse tipo de atividade, que a princípio não tem nada a ver com a minha área... Claro, eu tenho minha “área” oficial, mas me interesso por várias coisas, de tudo um pouco. E se é uma oportunidade de conhecer e trabalhar com gente diferente, de ver outras perspectivas, sempre resulta em algo positivo. No fórum, trabalhei com algumas das pessoas mais inteligentes que já conheci. Por mais que me vire bem no inglês, nunca tinha visto como é difícil e cansativo pra mim entrar em discussões mais profundas no idioma, por um período mais prolongado. E observar como a gente se comporta trabalhando com pessoas de culturas tão diferentes não é uma oportunidade que aparece todo dia. Foi muito bom ter passado esses dias por lá, cansativos mas produtivos, e espero que eu (e os outros) ainda possa(m) participar de muitas outras atividades como essa.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-2382290024472062972?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/2382290024472062972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=2382290024472062972&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2382290024472062972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2382290024472062972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/08/stela-forum-2008.html' title='STeLA Forum 2008'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-Kw-z2DWA3I/SLQZ_kRJV4I/AAAAAAAANCE/7ySXsVkgqC0/s72-c/P1050480.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-3144560441780924924</id><published>2008-08-14T12:08:00.003+09:00</published><updated>2008-08-14T12:13:49.530+09:00</updated><title type='text'>Uma breve escala no Alaska</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Voltei ontem de Boston, em seguida escrevo contando o que fui fazer lá. Mas o curioso foi o acontecido no vôo entre Detroit e Tokyo. Após algumas horas de vôo, o comandante faz um anúncio inesperado: “Pousaremos em cerca de 30 minutos no aeroporto de Anchorage, Alaska, para um reabastecimento. Assim que estivermos no solo volto a entrar em contato com mais detalhes”.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Achei estranho, essa era a sétima vez que cruzo o Pacífico e nunca foi necessário pouso de reabastecimento. Aí lembrei que umas horas antes, durante a “noite”&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; vi dois caras acompanhando os comissários em direção a frente do avião. Na hora pensei que alguém (possivelmente um familiar dos dois) tivesse passado mal.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pousamos, vimos as montanhas cobertas de neve ao redor do aeroporto, que não tinha muito movimento de passageiros mas vários cargueiros vindo da China e Coréia. Assim que a porta do avião abriu, 6 policiais entraram no avião e levaram um sujeito para fora. O comandante, então, fez um novo anúncio. O sujeito, após tomar algumas bebidas, pediu mais, e os comissários, notando o estado já alterado dele, negaram. Ele começou a xingar todo mundo, até o comandante foi falar com ele que, alterado, queria briga a qualquer custo. Os dois que antes tinham ido para a frente do avião eram uns caras grandões, provavelmente foram lá para ajudar a controlar o alterado. Solução do comandante: pousar no Alaska antes de cruzar o Pacífico e mandar prendê-lo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Agora imagina o quanto se gasta de combustível para se fazer uma decolagem extra de um Boeing 747 lotado. Mais, considera que, como ainda faltava muito da viagem, o avião estava cheio de combustível e não podia pousar, e portanto teve que despejar grande parte do combustível para ficar com o peso compatível. Tudo por causa de um mala que exagerou no trago. Além de ficar preso no Alaska por uns dias, o cara vai ter que pagar uma senhora multa e um ticket de volta. Ah, e a mala dele também veio pra Tokyo. Hehehe.
&lt;/p&gt;

&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; Quando se cruza o Pacífico durante o dia, as empresas aéreas costumam pedir para que todos fechem as janelas do avião a certa altura do vôo e diminuem os serviços de bordo. Isso dá a impressão de que uma noite está passando, e ajuda na regulagem do novo fuso horário.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-3144560441780924924?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/3144560441780924924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=3144560441780924924&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3144560441780924924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3144560441780924924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/08/uma-breve-escala-no-alaska.html' title='Uma breve escala no Alaska'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-8126127478710662039</id><published>2008-05-23T23:25:00.003+09:00</published><updated>2008-05-23T23:39:40.746+09:00</updated><title type='text'>Certificado de alienado</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Os estrangeiros que moram no Japão precisam se registrar na prefeitura, fornecendo nome, endereço, motivo de permanência no Japão e outros dados burocráticos, e com isso recebem um &amp;ldquo;documento de identidade&amp;rdquo; japonês. O documento se chama &lt;em&gt;gaikokujin torokusho&lt;/em&gt; (外国人登録書), mas em inglês é comumente chamado de &lt;em&gt;alien registration&lt;/em&gt;. Obviamente, pelo trocadilho em inglês, daí saem brincadeiras de como os japoneses vêem os estrangeiros, mas se não somos alienígenas como nosso certificado diz, acabamos sendo ao menos todos um pouco alienados, por questões da língua.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Desde o início desse mês vi diversos cartazes nas estações da linha de trem que uso avisando que no fim de semana passado, dias 17 e 18 de maio, os trens que ligam a estação de Tsutsujigaoka (つつじヶ丘), onde moro, a Chofu (調布) - pro lado contrário de onde costumo ir - não estariam operando. Achei estranho, porque os trens no Japão funcionam &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;pontualmente&lt;/em&gt;, mas achei que se tratava de alguma obra de melhoramento da linha ou do trânsito, até porque os cartazes diziam também que uma das estradas que chegam em Tokyo também estaria parada. E como essa interrupção não me atingiria, pois costumo ir para o outro lado da linha, nem fiz questão de me informar melhor sobre o que estaria acontecendo. Entendi o suficiente: não haveria trem para aqueles lados nesses dias.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O fim de semana chegou e saí de casa, fui para o outro lado da cidade. O fim de semana terminou e não notei nada de diferente. Agora a pouco descobri porque o tráfico foi interrompido:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FECPeRI-bUE&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/FECPeRI-bUE&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pois é, tinha uma &lt;a href="http://www.yomiuri.co.jp/dy/national/20080503TDY02309.htm"&gt;bomba da Segunda Guerra enterrada&lt;/a&gt; a duas estações aqui de casa, que precisava ser desativada. E eu só fiquei sabendo por &amp;ldquo;acidente&amp;rdquo;. Tokyo sofreu o chamado &lt;em&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Carpet_bombing"&gt;carpet bombing&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; durante a guerra e praticamente tudo foi destruído. Existem poucos bairros que preservam os prédios originais de antes da guerra, e como tudo é novo, raramente se lembra dos acontecimentos. Mas as evidências continuam enterradas por aí. 
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-8126127478710662039?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/8126127478710662039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=8126127478710662039&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8126127478710662039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8126127478710662039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/05/certificado-de-alienado.html' title='Certificado de alienado'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-5991281119410542844</id><published>2008-02-07T19:48:00.000+09:00</published><updated>2008-02-07T20:07:42.088+09:00</updated><title type='text'>De porta à porta...</title><content type='html'>&lt;p&gt;18 800 km, 40 horas e meia. Uma longa viagem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, bem melhor que os 52 dias do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kasato_Maru"&gt;Kasato Maru&lt;/a&gt; (笠戸丸).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-5991281119410542844?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/5991281119410542844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=5991281119410542844&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5991281119410542844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5991281119410542844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/02/de-porta-porta.html' title='De porta à porta...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-3217128372149679742</id><published>2008-01-23T21:59:00.000+09:00</published><updated>2008-01-23T22:07:13.509+09:00</updated><title type='text'>Neve</title><content type='html'>&lt;p&gt;Hoje nevou em Tokyo. A primeira neve “forte” do inverno, e possivelmente a última. Tokyo fica ao nível do mar, então é difícil nevar bastante. Dessa vez, nevou desde o amanhecer, sem parar, até perto da uma da tarde.&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R5c7k0G5SwI/AAAAAAAAJ6U/sP5seXrfbQ8/s1600-h/P1040653.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R5c7k0G5SwI/AAAAAAAAJ6U/sP5seXrfbQ8/s320/P1040653.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158657401825086210" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R5c76kG5SxI/AAAAAAAAJ6c/KtmR1akOolw/s1600-h/P1040654.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R5c76kG5SxI/AAAAAAAAJ6c/KtmR1akOolw/s320/P1040654.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158657775487240978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-3217128372149679742?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/3217128372149679742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=3217128372149679742&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3217128372149679742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3217128372149679742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/01/neve.html' title='Neve'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R5c7k0G5SwI/AAAAAAAAJ6U/sP5seXrfbQ8/s72-c/P1040653.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-2909307804836839695</id><published>2008-01-07T20:26:00.001+09:00</published><updated>2008-01-08T22:08:53.458+09:00</updated><title type='text'>Uma casa no campo!</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Chegou a hora do meu maior desafio desde a chegada no Japão: encontrar uma casa nova. Desde que cheguei, morava num dormitório de estudantes internacionais. Morar no dormitório tem suas vantagens, principalmente para quem recém chegou no país e sabe pouco sobre os procedimentos da vida aqui, mas com o tempo cansa, desanima. Por mais que meu dormitório não seja ruim (já ouvi histórias de dormitórios bem piores em outras cidades do Japão), considero ele o pior dos que conheci em Tokyo, sendo as únicas vantagens o preço relativamente baixo (35 mil ienes - 310 dólares - por mês) e a possibilidade de se ficar nele por até dois anos. Mas as desvantagens também eram tantas que não fiz questão nenhuma de morar nele por todo esse tempo, apenas até economizar o suficiente para me mudar para um lugar mais agradável, já que se mudar em Tokyo custa bastante dinheiro.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Primeiro quanto às minhas reclamações do dormitório, já que com isso fica mais fácil entender o que quero dizer com lugar melhor. Meu quarto não é pequeno. Mas nele faltam duas coisas essenciais para mim: cozinha e chuveiro. O chuveiro nem é tão importante: o ruim é sempre ter que preparar minha cestinha, roupas limpas, todo o esquema a cada vez que vou tomar banho no chuveiro compartilhado. E como moro no primeiro andar, onde circulam várias pessoas, não me sinto à vontade pra ir ao banheiro só enrolado na toalha. No inverno ainda tem o agravante do frio. Para evitar a umidade, as janelas do banheiro seguidamente ficam abertas. E um problema que era mais freqüente mas parece ter sido resolvido era quando queria tomar banho e estavam fazendo a limpeza. Acho que mudaram o horário. Pelo menos um ponto positivo: apesar de não ser absurdamente limpo, nosso banheiro era um dos mais limpos do dormitório, pelo que comparei quando tive que tomar banho nos das outras alas em dias de manutenção. Além disso, a água era bastante quente e com pressão. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A cozinha, essa sim, é o que mais me deixava desanimado. Cozinha para mim é importante porque gosto de preparar minhas comidas, o que é mais barato e agrada mais o meu gosto não japonês. E a nossa cozinha não era suja. Era imunda. Uma coisa que não consigo entender é como podia nossa cozinha ser mais suja que as dos albergues onde eu já estive. Muita gente diz que a sujeira é por causa dos chineses, o que é uma injustiça: nossa cozinha era tão suja que nem os chineses se animavam a deixar suas louças e seus ingredientes nela! Os moradores mais críticos eram, na verdade, os do Paquistão e Bangladesh. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Eu sei que tem coisas que são culturais, e essas eu tento respeitar. Me esforço, até. Acho estranho o fato de comerem com a mão, mas tudo bem, isso é um hábito diferente para mim como utilizar talheres o é para eles. Mas existem noções básicas de higiene, que, no século XXI, deveriam ser universais. Por exemplo, após as refeições, em vez de lavar pratos, eles apenas passam uma água e os guardam nos armários coletivos da cozinha (que só eles utilizam). E, o que foi a gota d’água para mim, foi ver a mesma criatura (a quem eu “carinhosamente” chamo de “guri-bicho”) chegar na cozinha um dia de manhã, abrir um dos armários e tirar uma panela destampada do seu tradicional “cozido” de legumes, que estava ali pelo menos desde o dia anterior, sem refrigeração alguma, dentro do armário. Também, um dos ralos estava constantemente entupido (o que não impedia que as pessoas continuassem usando-o “normalmente”) e o chão era um adesivo com mais aderência que um Post-it®. Resolvi dar um basta e encontrar de vez um novo lugar para me mudar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Podem me chamar de fresco. Sou exigente, isso sim, e como introspectivo que sou preciso de um lugar meu para “recarregar minhas baterias”. Especialmente considerando que moro num país onde tudo é estranho: a língua, as pessoas, comidas, sons, músicas. Preciso de um canto onde eu possa fazer a comida que eu gosto, ouvir a música que me agrada, me sentir à vontade. Na verdade, encontrar um lugar para morar em Tokyo não é difícil, se a pessoa não é tão chata como sou. Mas encontrar um lugar que se possa chamar de “casa”, isto sim, é um dos maiores desafios da vida no Japão.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Alugar um apartamento em Tokyo, além de caro, é mais difícil para estrangeiros. É caro não só pelo aluguel mensal, mas também pelas taxas iniciais que devem ser pagas. Além do aluguel do primeiro mês, deve-se pagar o equivalente a um ou dois meses de aluguel de depósito (chamado de “key money”) que serão usados para manutenção ao se sair do apartamento (sendo o que sobra devolvido), além de uma outra taxa mais inexplicável equivalente a um ou dois aluguéis chamada de “gift money”, que é um “presente” dado ao proprietário pela sua gentileza em alugar o apartamento. Esse dinheiro é “morto” e não volta. Seu sentido é questionado por muita gente, mas é uma tradição japonesa que não dá sinais de desaparecer, pelo menos nas áreas onde habitação é mais crítica como Tokyo. Mais a taxa da imobiliária que corresponde a um mês de aluguel. Além disso, é necessário pagar um seguro sobre o imóvel e, em muitos casos, um seguro fiador. Somando todas as taxas, chega-se facilmente a quantias de 300-500 mil ienes (2700-4600 dólares).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O valor do aluguel, que indexa essas taxas, é bastante alto. Um apartamento de 20 m² custa pelo menos 100 mil ienes (900 dólares) mensais no centro de Tokyo, e o preço vai diminuindo quanto mais longe o imóvel fica do centro. Além disso, existem vários outros fatores que influenciam o preço do apartamento: idade, orientação, andar, distância à estação de trem, tipo de banheiro e cozinha, itens incluídos (como ar condicionado) etc. Finalmente, ainda há o agravante de se ter que lidar com tudo isso numa língua complicada (japonês), e  aceitar o fato de que a grande maioria dos proprietários (&gt;70%) simplesmente não aluga para estrangeiros.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Procurar um apartamento no Japão consiste em se passar em frente de uma das inúmeras imobiliárias (em geral próximas às estações de trem), ver afixadas nas vitrines diversas fichas de apartamentos com a planta e as informações gerais (valores do aluguel, taxas, localização etc.), entrar, preencher uma ficha dizendo quais suas necessidades e aguardar o agente procurar fichas que atendam os requisitos. Depois, normalmente, visitar os apartamentos das fichas escolhidas. Mas se tratando de estrangeiros, existe um passo intermediário, onde o agente telefona para os proprietários para consultar se ele está disposto a alugar para estrangeiros. Pontos que contam positivamente é se falar (pelo menos um pouco de) japonês, e estudar em uma universidade conceituada. O que conta negativamente é, infelizmente, ser brasileiro. E de uma pilha inicial de uns 15 apartamentos interessantes, após a consulta em geral apenas uns 3 ou 4 estão realmente disponíveis para estrangeiros.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O preconceito com estrangeiros existe no Japão e não é tanto uma questão do japonês não gostar de estrangeiros, mas sim de não estar preparado para lidar com o diferente. Japonês gosta de previsibilidade. Qualquer japonês tem uma idéia geral de como os outros japoneses irão se comportar, mas isso não acontece em se tratando de estrangeiros. Por exemplo, como lidar com um estrangeiro como o “guri-bicho” que vive no meu dormitório? Será que ele conseguirá lidar com o complicado processo de separação de lixo como todos os japoneses se dispõem a fazer? E como fazer quando for pra reclamar de alguma coisa? E não adianta eu ser um “cara certinho”, pois acabo caindo na mesma classificação geral de “nós, os japoneses, e o resto”. Esse é o lado ruim de qualquer preconceito.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Apesar disso, pelos últimos 3 meses estive procurando o apartamento “ideal” para morar. Como tinha até março para sair do dormitório, queria procurar com calma e achar algo que realmente me agradasse. Quanto ao valor, estava disposto a pagar no máximo 65 mil ienes (600 dólares) por mês, e isso se fosse um apartamento muito bom. Logo, apartamentos centrais estavam excluídos. O apartamento não precisava ser novo, mas precisava ter uma aparência boa/nova. Inicialmente preferia que o apartamento fosse um  &lt;em&gt;washitsu&lt;/em&gt; (和室), ou seja, um quarto com tatami em estilo oriental, o que acho mais prático e confortável, mas logo vi que quartos de solteiro desse tipo não são mais preferência dos japoneses e apenas apartamentos antigos (que não foram reformados) ainda são desse tipo. Assim, desisti desse requisito. Como meu dormitório era bastante longe da estação (20 minutos a pé), procurava apartamentos mais próximos (no máximo 10 minutos). Lugares assim, na mesma linha de trem que utilizava anteriormente, eram difíceis de encontrar, então comecei a procurar em outra linha que também passa próximo ao meu campus. Essa linha, apesar de tomar um pouco mais de tempo e exigir uma troca de trem, é bem mais vazia e barata. Fui com alguns amigos e com a Fernanda, que são mais fluentes em japonês, em algumas imobiliárias procurando apartamentos assim. Nos ofereceram muita coisa ruim. Com o tempo, fui ganhando mais vocabulário e já entendia bastante do que nos diziam, mas ainda tinha a dificuldade de articular minhas respostas. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No início de dezembro encontramos um apartamento que parecia perfeito. Ele havia sido reformado há 3 anos, tinha orientação sul, ficava a apenas 7 minutos de uma estação onde pára o trem expresso (que não pára em todas as estações), ficava no segundo andar e o aluguel era de apenas 58 mil (530 dólares). Fomos visitar o apartamento, e logo chegando no prédio a impressão foi boa: era o primeiro que não tinha a aparência velha e suja de todos vistos anteriormente. Entrando no apartamento, então, o golpe de misericórdia: o chão iluminado pelo sol que entrava pela ampla janela, com vista para uma horta comunitária. Dava para ver à distância! Isto porque, considerando a distância, o apartamento era um pouco mais afastado do centro de Tokyo que o meu dormitório, no subúrbio, mas considerando os transportes ainda assim mais “perto”, a cerca de 20 minutos de trem do laboratório. Completamente diferente de todos os outros que até então havia visto, perfeito!
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R4IMlbJdcmI/AAAAAAAAJ2g/R3y9_r-k-VI/s1600-h/P1040537.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R4IMlbJdcmI/AAAAAAAAJ2g/R3y9_r-k-VI/s320/P1040537.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152694760747397730" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Voltando do apartamento, dissemos à imobiliária que eu tinha gostado, mas que as taxas iniciais ainda estavam um pouco altas, tentando algum tipo de barganha. Mesmo não sendo possível, disse que estava interessado e disposto a assinar o contrato, e aí apareceu o segundo problema: o fiador.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R4IM67JdcnI/AAAAAAAAJ2o/U8pkGWpg1rY/s1600-h/P1040525.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R4IM67JdcnI/AAAAAAAAJ2o/U8pkGWpg1rY/s320/P1040525.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152695130114585202" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O centro de estudantes internacionais da minha universidade tem um programa de fiador, onde pagando-se um seguro, a universidade entra como fiador na assinatura do contrato. Havia explicado à imobiliária desse serviço, mas o proprietário não aceitou este esquema por se tratar de um fiador pessoa jurídica. Foi um balde de água fria: já estava me vendo morando naquele apartamento bacana, já estava até aceitando as incomodações do dormitório por saber que aquilo estava com os dias contados. Na verdade, nem foi tanta surpresa, pois alguns meses antes já tinha me interessado por um outro apartamento que também não aceitou a universidade como fiador. Paciência. De volta a estaca zero, explicamos a situação à imobiliária que ficou de procurar outro apartamento. Uns dias depois fomos ver uma outra opção, mas ele não chegava nem perto do anterior.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R4INHbJdcoI/AAAAAAAAJ2w/x4mo7bLmbZ4/s1600-h/P1040528.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R4INHbJdcoI/AAAAAAAAJ2w/x4mo7bLmbZ4/s320/P1040528.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152695344862950018" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Nesse tempo, fiquei pensando na questão do fiador, e se não seria possível que meu orientador aceitasse sê-lo. No Japão, também, ser fiador é uma questão complicada e muitas vezes as pessoas não gostam de assumir o compromisso, sendo os fiadores geralmente os pais ou parentes próximos do inquilino. Mas como estrangeiro que conhece poucos japoneses eu não tinha essa opção. Depois de muito pensar na questão, e confirmar que o apartamento ainda estava vago, resolvi começar a “mexer os pauzinhos” para resolver a questão do fiador, e considero que o fiz de uma maneira bastante japonesa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A forma ocidental de abordar o problema seria conversar com o orientador e apresentar o problema, e pedir a sua ajuda. Mas lembrei de um texto que li sobre relações de negócios entre ocidentais e japoneses que comentava como os japoneses funcionam de forma diferente. Segundo o texto, enquanto os ocidentais fazem um encontro para discutir todos os aspectos e resolver as questões, os japoneses esperam que ambos os lados já tenham “feito a lição de casa” e estudado o problema de antemão, e o encontro é apenas um momento de formalização de uma decisão já bem pensada. Considerando isso, levei meu problema pela hierarquia do laboratório, começando por meu colega de doutorado. Expliquei a ele o meu problema e perguntei se seria apropriado pedir a ajuda do &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; (orientador). Ele disse que normalmente não seria comum, mas em se tratando de um estudante estrangeiro talvez fosse OK, e fomos perguntar para um outro pesquisador do laboratório (mais sênior), que disse a mesma coisa. Os dois concordaram que eu poderia pedir, sim. Em seguida, contatei a secretária do &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt;, pessoa mais próxima dele no laboratório, e quem tinha sido a responsável pela minha alocação no dormitório. Expliquei a situação, dizendo que precisava de um fiador, mas que não sabia se deveria pedir ao &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; e que não queria colocá-lo na situação incômoda de ter que negar meu pedido. Ela respondeu dizendo que fiz muito bem em escrever a ela, e que conversaria diretamente com o &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; sobre o meu problema e me daria uma resposta. Alguns dias depois, me informou que o &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; conversaria diretamente comigo, o que fizemos, e ele foi muito atenciosos e sem eu ter que falar nada, aceitou ser meu fiador. Eu estava bastante nervoso mas ele parecia muito tranqüilo, apenas perguntou alguns dados do imóvel e terminou me dizendo “It’s OK, I trust you”.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Fiquei muito feliz. Contatamos a imobiliária para passar a notícia. Fechar o contrato foi um pouco difícil pois o &lt;em&gt;sensei&lt;/em&gt; estava viajando em dezembro e logo chegaria o feriadão do ano novo, mas tudo deu certo e fim de semana passado me mudei para meu novo lar. :) Ainda estou lutando com algumas burocracias da mudança, como registro na empresa de água e luz, mudanças de endereço, mas minha casa já tem cara de casa, e minha vida já está muito mais agradável do que estava no dormitório.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Aos interessados em meu novo endereço, é só pedir que eu mando. Alias, até nisso o apartamento é perfeito: os ideogramas do endereço são bem fáceis de escrever!
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-2909307804836839695?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/2909307804836839695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=2909307804836839695&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2909307804836839695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2909307804836839695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2008/01/uma-casa-no-campo.html' title='Uma casa no campo!'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R4IMlbJdcmI/AAAAAAAAJ2g/R3y9_r-k-VI/s72-c/P1040537.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-3473880804973059107</id><published>2007-12-03T22:43:00.000+09:00</published><updated>2007-12-03T23:11:30.623+09:00</updated><title type='text'>Onde está o Geninho?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R1QJLR5RRTI/AAAAAAAAJas/kwqleFDm4FY/s1600-R/P1040409.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R1QJLR5RRTI/AAAAAAAAJas/K5RhznycVJc/s400/P1040409.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139743164123399474" /&gt;&lt;/a&gt;


&lt;p&gt;
Não é daltonismo, é o outono mesmo: época de folhas verdes, amarelas e vermelhas. Japonês tem até uma expressão para o estado das folhas nessa época: &lt;em&gt;koyo&lt;/em&gt; (紅葉). E essa árvore vermelha, curiosamente, chama-se &lt;em&gt;momiji&lt;/em&gt;, cujo ideograma é &amp;ldquo;紅葉&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Notaram alguma semelhança? Sim, uma mesma palavra escrita em &lt;em&gt;kanjis&lt;/em&gt; (漢字) pode ter mais de uma leitura. As duas são formadas pelos mesmos caracteres de &amp;ldquo;vermelho escuro&amp;rdquo; e &amp;ldquo;folha&amp;rdquo;. E como se sabe a pronúncia certa? Pelo contexto. Eta linguazinha complicada.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O desafio de hoje é encontrar &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zsVVoZ9Zj8Y"&gt;o Geninho&lt;/a&gt; na foto aí em cima.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-3473880804973059107?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/3473880804973059107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=3473880804973059107&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3473880804973059107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3473880804973059107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/12/onde-est-o-geninho.html' title='Onde está o Geninho?'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R1QJLR5RRTI/AAAAAAAAJas/K5RhznycVJc/s72-c/P1040409.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-7888856669797324044</id><published>2007-11-27T22:49:00.000+09:00</published><updated>2007-11-27T23:35:24.421+09:00</updated><title type='text'>Mais lento que uma bala, mas mais forte que uma locomotiva</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Lembro da primeira vez que andei de avião. Achei tudo o máximo: aquela máquina enorme que, em um movimento suave, nos levava rapidamente a lugares que normalemente levaríamos dias pra chegar; a vista “quase infinita” pela janela; o serviço de bordo; o &lt;em&gt;design&lt;/em&gt; interno da cabine - queria ter uma casa como o interior de um avião! -, pareciam a perfeição: era a forma ideal de viajar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Recentemente tive a oportunidade de andar pela primeira vez de “trem-bala” japonês. Por mais que hoje tenha muito mais idade que na época da primeira viagem de avião, o encanto foi praticamente o mesmo, coisa que só a tecnologia aplicada é capaz de proporcionar. 
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whEdWJV0I/AAAAAAAAJXA/1D9f0Kvi3yc/s1600-h/P1040317.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whEdWJV0I/AAAAAAAAJXA/1D9f0Kvi3yc/s320/P1040317.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137517635403601730" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Andar de trem já é legal. O movimento é suave, o espaço interno é mais amplo, a janela mostra a paisagem como um “quadro dinâmico”. Mas o trem comum ainda tem alguns incômodos: “Ah, bem que a gente podia parar em menos estações!” ou “Não dava pra fazer essa coisa andar mais rápido?” são dois sentimentos freqüentes quando a gente já está ansioso para chegar. E é essa a maior graça do trem-bala: ele anda &lt;b&gt;rápido&lt;/b&gt; e praticamente não para.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O trem-bala é mais um símbolo do Japão. Só que aqui ninguém conhece ele por esse nome internacional. No Japão ele é o &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt; (新幹線). Literalmente, quer dizer “linha do novo trilho” e o nome foi dado na época da inauguração para diferenciá-lo dos trens comuns, que usavam as linhas (e trilhos) já existentes. Isso foi em 1964, ano das Olimpíadas de Tokyo, que além do &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt; trouxe outras novidades como o Aeroporto de Haneda, o Tokyo Monorail e o Ginásio de Yoyogi. Mesmo ano em que, do outro lado do mundo, o Brasil tinha que engolir o golpe militar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Hoje é possível viajar de &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt; por &lt;a href="http://www.japaneselifestyle.com.au/travel/images/japan_map_shinkansen_large.png"&gt;duas das quatro&lt;/a&gt; principais ilhas do Japão, Honshu (本州) e Kyushu (九州) e uma linha ligando a ilha de Hokkaido (北海道) está em construção. A principal linha é também a original, que liga as duas maiores cidades, Tokyo (東京) e Osaka (大阪), passando por outros centros importantes como Nagoya (名古屋) e Kyoto (京都) no caminho. A viagem original desse trajeto tomava 4 horas em 1964, com os trens andando a 210 km/h, e hoje é feita em apenas 2 horas e 25 minutos, em velocidades de 270 a 300 km/h.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whPtWJV1I/AAAAAAAAJXI/PBV4-o4m2hc/s1600-h/P1040215.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whPtWJV1I/AAAAAAAAJXI/PBV4-o4m2hc/s320/P1040215.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137517828677130066" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Os &lt;em&gt;shinkansens&lt;/em&gt; não são os trens mais rápidos do mundo em operação já há alguns anos, e dificilmente voltarão a ser. O problema não é simplesmente técnico, mas sim do terreno montanhoso do Japão, que impede a construção de linhas com poucas curvas. A geração mais recente dos trens tem a mesma velocidade máxima da geração anterior, e o melhoramento técnico está na forma em que os trens se inclinam para percorrer curvas em maior velocidade. A tecnologia é toda japonesa, desenvolvida pelo centro de pesquisas da empresa JR (Japan Railways), mesmo centro que detém o 
recorde de velocidade de trens de 581 km/h alcançado na linha protótipo de trem maglev, perto do Monte Fuji. E tecnologia boa a gente (ou pelo menos, os japoneses) exporta(m): trens baseados no &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt; também são usados em Taiwan, na China e na Inglaterra.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whw9WJV3I/AAAAAAAAJXY/BXa8FHRinwQ/s1600-h/P1040218.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whw9WJV3I/AAAAAAAAJXY/BXa8FHRinwQ/s320/P1040218.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137518399907780466" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Prum país do tamanho do Japão, essas linhas de trem de alta velocidade fazem todo sentido. O custo da passagem não é dos mais baratos, uma passagem de Tokyo a Osaka custa cerca de 130 dólares, enquanto de avião custa cerca de 200, e de ônibus (que leva a noite inteira) 60, mas as vantagens são muitas. As estações de &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt; ficam sempre dentro da área urbana, enquanto aeroportos ficam sempre mais afastados. Além disso, a viagem de trem não implica em toda paranóia de segurança. Não há toda a verificação de bagagem, e é possível chegar na estação e entrar no trem em menos de 5 minutos. Claro, não há serviço de bagagens, e estas são levadas dentro dos vagões, mas há espaço apropriado para malas (de tamanho médio) e conseqüentemente não é necessário esperar que elas sejam descarregadas como no caso do avião. Diferentemente do avião, também, não é necessário esperar todo o taxiamento pelo aeroporto após o pouso, nem a autorização de decolagem: o trem parte e chega &lt;b&gt;exatamente&lt;/b&gt; no horário definido. De fato, são os trens mais confiáveis do mundo: Em 2003, a JR anunciou que o atraso/adiantamento médio de chegada dos &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt; foi de 6 segundos em relação ao horário esperado, isso calculado sobre 160 mil viagens de &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt; feitas e incluindo todos erros e acidentes naturais e humanos!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas chega de papo técnico. Como é andar de &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt;? O sentimento é ótimo. Há espaço para as pernas, é possível ver de cenários urbanos a plantações de arroz e chá pela janela, que passam a uma velocidade impressionante. Isso, tudo, cercado pelos passageiros típicos do &lt;em&gt;shinkansen&lt;/em&gt;, os &lt;em&gt;salarymen&lt;/em&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whgNWJV2I/AAAAAAAAJXQ/EZ4Wgv_fIP8/s1600-h/P1040318.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whgNWJV2I/AAAAAAAAJXQ/EZ4Wgv_fIP8/s320/P1040318.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137518112144971618" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Nos dois trens que peguei, acho que mais de 90% dos passageiros eram  &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2007/11/fim-de-mais-um-dia-no-metr-de-tokyo.html"&gt;salarymen&lt;/a&gt; em viagens de negócio de mesmo dia. E como tudo no Japão, parecem seguir um ritual. Eles chegam com suas pastas, as acomodandam no compartimento sobre a poltrona, tiram os casacos de seus ternos, os penduram no gancho retrátil ao lado das janelas, sentam-se, abrem as mesinhas retráteis e começam a apreciar seus &lt;a href="http://cerealbox.com.br/w/2007/11/05/ekiben-駅弁/"&gt;&lt;em&gt;bentos&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; (弁当), tradicionais “marmitas” japonesas. Alguns abrem seus notebooks, outros lêem jornais, mas praticamente nenhum se dá ao trabalho de fazer aquilo que, pra mim, é o mais agradável: apreciar a vista, pelas grandes janelas. Já devem estar cansados, claro, daquela vista constante em todas suas viagens.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0wh89WJV4I/AAAAAAAAJXg/S5gJc7PFz4k/s1600-h/P1040220.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0wh89WJV4I/AAAAAAAAJXg/S5gJc7PFz4k/s320/P1040220.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137518606066210690" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;Mas para mim tudo é novo, uma diversão. Espero poder fazer mais muitas dessas viagens, mas nunca tantas que, para mim também, elas se tornem entediantes.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-7888856669797324044?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/7888856669797324044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=7888856669797324044&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7888856669797324044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7888856669797324044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/11/mais-lento-que-uma-bala-mas-mais-forte.html' title='Mais lento que uma bala, mas mais forte que uma locomotiva'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/R0whEdWJV0I/AAAAAAAAJXA/1D9f0Kvi3yc/s72-c/P1040317.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-1906233156883815804</id><published>2007-11-04T01:47:00.000+09:00</published><updated>2007-11-04T01:56:53.545+09:00</updated><title type='text'>Fim de mais um dia no metrô de Tokyo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RyymdQSZbyI/AAAAAAAAJIE/vVF6LLYfMpo/s1600-h/P1040135.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RyymdQSZbyI/AAAAAAAAJIE/vVF6LLYfMpo/s400/P1040135.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5128657097186701090" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Nada de especial, só uma cena típica dos trens no Japão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Detalhe para, entre os pés dele, o livro que estava lendo. Quando chegamos no fim da linha, onde trocamos de trem, o funcionário do metrô o acordou e ele saiu caminhando normalmente. Vida dura, essa de Salaryman (サラリーマン). Otsukaresama desu (お疲れ様です)... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-1906233156883815804?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/1906233156883815804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=1906233156883815804&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1906233156883815804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1906233156883815804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/11/fim-de-mais-um-dia-no-metr-de-tokyo.html' title='Fim de mais um dia no metrô de Tokyo'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RyymdQSZbyI/AAAAAAAAJIE/vVF6LLYfMpo/s72-c/P1040135.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-4058451223874549370</id><published>2007-09-09T23:44:00.000+09:00</published><updated>2007-09-11T12:57:33.720+09:00</updated><title type='text'>No topo do Japão</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Uma atividade bastante comum no verão do Japão é escalar o monte Fuji (富士山). Aos 3776 metros, o vulcão extinto é o ponto mais alto do país e um símbolo nacional, pela estética do seu cone praticamente simétrico. 
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQPZP0GcPI/AAAAAAAAHhU/r7L3iuuQdQ8/s1600-h/P1010690.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQPZP0GcPI/AAAAAAAAHhU/r7L3iuuQdQ8/s320/P1010690.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108224803761189106" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Existe uma temporada oficial de escalada ao monte Fuji, que vai do início de Julho a 27 de Agosto. Nessa época, a temperatura no topo é mais amena, a neve derrete e diversas cabanas estão abertas nas trilhas de subida provendo serviços para os andarilhos, que vão desde hospedagem para descanso até refeições e bebidas quentes. Estas trilhas existem em todos os lados da montanha e variam em termos de inclinação, do terreno - o que determina a dificuldade de subida - e das cabanas de suporte. Em todas as trilhas, as cabanas são distribuídas em estações numeradas, e geralmente qualquer escalada ao monte Fuji parte da 5ª estação, até onde existem estradas e alcançam os ônibus.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E foi da 5ª estação que partimos. Ano passado muitos dos meus amigos escalaram o Fuji, mas como ainda estava preocupado com a admissão do doutorado e não me sentia 100% preparado, resolvi adiar a &amp;ldquo;aventura&amp;rdquo;. Esse ano, sim, já mais apto, encarei a subida com meus amigos Mário (campeão do mundo) e Eunice. Pegamos o ônibus em Shinjuku (新宿) e cerca de duas horas depois chegamos na 5ª estação de Kawaguchiko (河口湖五合目) a 2305 metros de altitude. Descemos do ônibus, visitamos algumas das lojinhas turísticas, e nos preparamos para começar a subida: nos vestimos apropriadamente, comemos uns sanduíches e frutas, fomos no banheiro, preparação completa.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQJe_0GcLI/AAAAAAAAHgw/kl8ACBBMM2g/s1600-h/P1030705.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQJe_0GcLI/AAAAAAAAHgw/kl8ACBBMM2g/s320/P1030705.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108218305475670194" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O Sol também é um símbolo para o Japão, tão ou mais importante que o monte Fuji. Ele é representado pelo círculo redondo na bandeira japonesa, e o próprio nome do país, 日本 (&lt;em&gt;nihon&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;nippon&lt;/em&gt;) identifica essa relação, significando a origem (本) do Sol (日). É daí que vem a expressão &amp;ldquo;país do sol nascente&amp;rdquo;. Dá pra imaginar, então, o que representa pro japonês o ritual de assistir o nascer do Sol sob o topo do monte Fuji. Esse é um dos planos mais comuns de subida ao monte Fuji: escalar durante a noite para alcançar o topo nas primeiras horas da manhã e descansar sentado sobre as pedras vendo o amanhecer. Nosso plano também era esse.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Às 8 horas da noite começamos a nossa &amp;ldquo;subida&amp;rdquo;. Digo &amp;ldquo;subida&amp;rdquo; porque ao iniciarmos a trilha reparamos que estávamos na verdade descendo. Achamos estranho, ninguém havia comentado conosco sobre isso, e pensamos estar no caminho errado, indo na verdade para o lado contrário. Mas não. Logo encontramos uma placa indicando o início da trilha e a partir daí começamos a subir.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&amp;ldquo;Escalada&amp;rdquo; faz pensar em equipamentos de alpinismo, cordas, pessoas penduradas. Mas a subida do Fuji não é assim. É apenas uma longa caminhada de algumas horas montanhas acima. É cansativo, mas não difícil. Talvez a maior dificuldade seja lidar com a multidão de pessoas que resolve subir junta todo ano. Cerca de 200 a 300 mil pessoas sobem o Fuji anualmente, o que dá uma média de aproximadamente 3 mil pessoas por dia da temporada. Suponho que a grande maioria faça a subida durante a noite. Em alguns momentos, realmente a rota parava, devido às excursões subindo lentamente pelo caminho. Eu, Mário e Eunice íamos passando esse povo, pelas laterais da trilha. Parávamos em algumas das estações, mas começávamos a ficar ansiosos quando todo o povo que havíamos passado começava a nos passar novamente, e continuávamos nossa subida. Apesar de termos ouvido que um dos maiores problemas que podem ocorrer na subída é acelerar demais e acabar passando mal, nosso grupo era de gente bem preparada que anda rápido. :) Fazíamos pausas para não forçar demais, mas quando era para andar, andávamos pra valer. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Muitas das pessoas que sobem o Fuji compram bastões de madeira para ir se apoiando durante a subida. Eles não são caros, custam cerca de 1000 ienes (~20 reais), mas em cada estação de subida é possível pagar para ter um carimbo estampado com ferro quente no bastão, mostrando o progresso e a realização do objetivo. Acredito que o bastão faz um &lt;em&gt;souvenir&lt;/em&gt; legal com os carimbos, mas pensamos que seria apenas mais um peso morto para levar montanha acima, então decidimos não comprá-los, e posso dizer que pelo menos no meu caso não fez falta alguma. Foi bom ter as mãos livres chegando ao fim da subida, onde a trilha era mais íngrime e usar as mãos ajudava a subir - ou pelo menos manter o equilíbrio - sobre as pedras, o que nos ajudou a passar muita gente. A partir da 8ª estação (cerca de 3400 metros) já havíamos passado a maioria das pessoas e a trilha estava bastante vazia. Quando parávamos para recuperar o fôlego (e vai ficando mais difícil mantê-lo a medida que a altitude aumenta) podíamos ouvir um silêncio absoluto e aproveitar o visual da montanha iluminado sobre a lua cheia, o que dava um sentimento de paz e uma motivação a mais para alcançar o topo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Durante a subida passamos por alguns toriis (鳥居), aqueles pórticos orientais que indicam o caminho para santuários xintoístas, já que no topo do Fuji também existe um pequeno santuário. À uma da manhã alcançamos um desses toriis, e passando por ele chegamos a mais uma cabana, mas essa estava fechada, sem iluminação. Passamos por ela e vimos que a trilha não continuava. Havíamos chegado ao topo, após cerca de 5 horas! Encontramos poucas pessoas que se preparavam com sacos de dormir e cobertas para algumas horas de descanso até que o sol nascesse. Nós também teríamos algumas horas de espera, então resolvi tirar mais alguns agasalhos da mochila e vestí-los - apesar de não estar sentindo frio no momento, por estar com o corpo ainda quente. Tirei meu casaco e fiquei alguns segundos apenas de camiseta no topo do Fuji, o que depois me fez sentir a musculatura contraída. Mas não tive problemas maiores. Escrevi alguns postais - existe uma agência do correio que fica aberta durante o verão no topo do Fuji! - e começamos a procurar um lugar para esperar a noite passar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Lugar não faltava, apesar de muita gente começando a chegar e se instalar sobre uns estrados de madeira localizados estrategicamente onde o sol viria a nascer horas mais tarde. Mas preferimos ficar sentados na entrada da cabana que havíamos passado e estava fechada, pois era um lugar mais protegido do vento. O chão era de pedra e nada confortável, então tentamos usar nossas mochilas como  encosto e proteção. Passada a excitação de termos chegado ao topo, o sono começava a bater, e cochilamos um pouco. Nessa hora o frio apareceu. A temperatura era de 7 graus, plenamente suportável para qualquer gaúcho que se preze ;), mas dormindo o corpo perde mais calor e a coisa complica. Senti bastante frio, e então resolvi me levantar e dar uma caminhada, o que remediou o problema.  Mais pessoas foram chegando, o local foi ficando cada vez mais lotado, e pelas 2:30 da manhã uma das cabanas do topo abriu - felizmente não a nossa, pois pudemos continuar onde estávamos - e acabei comprando um café quente. Achei o preço justo: 400 ienes (~8 reais) por uma lata de café, mas no topo do monte Fuji e durante a madrugada! O café me deu energia, o frio passou e, talvez pela cafeína, o sono também. Fiquei atento e empolgado com o crepúsculo que, pelas 4 horas, começava a aparecer. Tiramos algumas fotos, e vimos que o povo todo que havia chegado depois da gente tinha tomado o lugar na nossa frente, então fomos procurar um outro lugar para esperar o exato instante em que o sol aparecesse.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não foi difícil. Havia uma multidão, mas o topo do Fuji é amplo. Achamos uma região mais alta onde víamos muito bem o horizonte e as pessoas assistindo a nossa frente, mais abaixo. Ao nascer o Sol, pelas cinco da manhã, um Sr. japonês fez um breve discurso, e pedio para que todos gritassem &lt;em&gt;banzai&lt;/em&gt; (万歳), grito de celebração japonesa, como o nosso &amp;ldquo;viva&amp;rdquo;. Foi então uma seqüência de &lt;em&gt;banzais&lt;/em&gt; enquanto as pessoas levantávam os braços. Uma experiência única e emocionante que nunca vou esquecer.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQJsf0GcMI/AAAAAAAAHg4/KxaqVXgQSDE/s1600-h/P1030801.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQJsf0GcMI/AAAAAAAAHg4/KxaqVXgQSDE/s320/P1030801.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108218537403904194" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Com o nascer do sol, a temperatura subiu e o dia estava bonito. O Mário estava um pouco tonto, talvez pela altitude, e preferiu voltar para a base. Apesar de estarmos em grupo, comentei com ele e  a Eunice que eu me sentia muito bem e que provavelmente não voltaria a subir o Fuji, então pedi a compreensão deles de que gostaria de ficar mais um pouco, dar a volta na caldeira, ir ao correio e ao ponto mais alto do Fuji. Nos despedimos e comecei o passeio.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Voltei a uma das cabanas onde, mais cedo, havia visto um mapa do entorno da caldeira. O mapa estava todo em japonês mas consegui identificar onde estávam as principais &amp;ldquo;atrações&amp;rdquo; mas não identificava muito bem como contornar a caldeira. Segui por um caminho mas logo me dei conta de que aquela parecia a trilha de descida. Voltei, tentei pelo outro lado e, aí sim, encontrei o caminho. Ao chegar ao lado oposto de onde havíamos visto o nascer do sol vi, sob a montanha, a sombra perfeita do Fuji sob o vale. Momento de foto, claro. Segui em direção à estação meteorológica&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; do Fuji onde sabia ser o ponto mais alto do Japão. Uma fila se espremia na pequena escada que dava acesso a estação e ao marco, e nela fiquei por uns 20 minutos. Felizmente já estava meio que institucionalizado que sempre a pessoa de traz na fila tirava a foto da pessoa da frente junto ao marco. Tirei minha foto, e continuei ao redor da caldeira para visitar o templo e o correio.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQJ9_0GcNI/AAAAAAAAHhA/lDMmT6Fu6PA/s1600-h/P1030833.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQJ9_0GcNI/AAAAAAAAHhA/lDMmT6Fu6PA/s320/P1030833.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108218838051614930" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O templo estava bastante cheio, mas não conseguia encontrar o correio. Perguntei para um rapaz que parecia trabalhar lá em cima (ele havia recém solicitado a algumas pessoas que saíssem de uma área &amp;ldquo;off-limits&amp;rdquo;) e ele me informou que o correio estava fechado! Ficava aberto todo ano somente até o dia 20 de Agosto, semana anterior. 
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQKJf0GcOI/AAAAAAAAHhI/xbm6Gxx8NgY/s1600-h/P1030846.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQKJf0GcOI/AAAAAAAAHhI/xbm6Gxx8NgY/s320/P1030846.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108219035620110562" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Paciência. Era então hora de descer. Encontrei a trilha de descida, e seu longo zique-zague em direção a 5ª estação. Na trilha paralela de subida dava pra ver muitos retardatários chegando ao cume. A descida é mais rápida, mas tão cansativa quanto a subida pelo impacto, escorregões no chão arenoso e falta de cabanas de serviço. Descia fazendo ainda um segundo zigue-zague dentro do zigue-zague original, descia em alguns momentos de lado e até de costas, para não cansar tanto os mesmos músculos da perna. Fazia paradas para tirar as pedras do sapato, para tomar água. A música nos fones de ouvido ajudava o tempo a passar, assim como tinha feito horas antes durante a subida quando me distanciava um pouco do Mário e Eunice. Até que enfim, com os pés ardendo, cheguei de volta ao ponto de partida.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Precisava então encontrar uma forma de voltar para Tokyo. Havíamos comprado apenas a passagem de ida - já que os ônibus diretos de volta estavam cheios - o que no fim foi bom pois não tive pressa para pegar o ônibus em um horário marcado. Mas isso implicava que deveria então ir até uma estação de trem e fazer ainda algumas baldeações até chegar em casa. Enquanto esperava na fila para comprar a passagem, o Mário e a Eunice me reencontraram. Eles haviam almoçado e ele já estava 100% recuperado.  E lá viemos nós, juntos outra vez, de volta pra casa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A experiência foi muito interessante e válida. Em qualquer conversa sobre escaladas do monte Fuji, sempre alguém comenta uma frase famosa que diz &amp;ldquo;É um sábio aquele que escala o Fuji uma vez, e um idiota aquele que o faz duas vezes&amp;rdquo;. Se sou um &amp;ldquo;sábio&amp;rdquo; hoje, ainda não descarto a possibilidade de um dia virar um &amp;ldquo;idiota&amp;rdquo;: posso um dia vir a subir por outra rota, com outra vista, outra experiência. Mas deixo aqui três dicas muito importantes para qualquer um pensando em subir, independente de rota:
&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Como o desafio é tanto psicológico quanto físico, somente suba se &lt;em&gt;sentir-se preparado&lt;/em&gt;.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Saiba exatamente o que levar, e o que &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; levar; e&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Consulte a previsão do tempo e certifique-se de subir em um dia onde &lt;em&gt;não seja esperada chuva&lt;/em&gt; (como fizemos).&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;

&lt;p&gt;
O resto é secundário. :)
&lt;/p&gt;

&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; A estação do Fuji é uma estação meteorológica instalada no topo da montanha em 1964. A posição privilegiada permitia que o seu radar tivesse um alcance de 800 km, o que foi essencial na previsão e acompanhamento de tufões no Pacífico desde então. Com a introdução dos satélites meteorológicos, a sua importância foi diminuida e a estação foi desativada em 1994. Mesmo assim, pela sua importância o radar do Fuji é considerado um dos grandes marcos históricos da engenharia elétrica pelo &lt;a href="http://www.ieee.org/"&gt;IEEE&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-4058451223874549370?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/4058451223874549370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=4058451223874549370&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4058451223874549370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4058451223874549370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/09/no-topo-do-japo.html' title='No topo do Japão'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RuQPZP0GcPI/AAAAAAAAHhU/r7L3iuuQdQ8/s72-c/P1010690.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-7386383800906723262</id><published>2007-07-19T00:22:00.000+09:00</published><updated>2007-07-19T21:31:14.740+09:00</updated><title type='text'>Mariana</title><content type='html'>&lt;p&gt;Em 2003, na minha primeira visita ao Japão, participei de um festival de estudantes montando um estande de &lt;a href="http://www.hal.rcast.u-tokyo.ac.jp/~drebes/nippon/kyoto_07.txt"&gt;venda de pastéis&lt;/a&gt;, representando o Brasil. O estande teve relativo sucesso e, no ano seguinte, meus amigos japoneses resolveram repetir a dose, montando mais uma vez o estande. O regulamento do festival, entretanto, exigia que cada grupo representando um país contasse com pelo menos um participante nativo, e eu já estava de volta ao Brasil.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pelo orkut, novidade na época, encontrei duas brasileiras que estavam estudando na região de Kyoto. Uma delas morava em Osaka e a outra em Kyoto. Coloquei as duas em contato com a Mayuko, minha amiga japonesa que havia me convencido a participar do festival no ano anterior, e logo elas se acertaram: haveria mais uma vez pastéis no festival de estudantes.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A Mariana, que estudava em Kyoto, encontrou a Mayuko e o resto do pessoal e juntos fizeram experiências de pastéis, e os demais preparativos para o dia do festival. Infelizmente, no dia houve ameaça de tufão, e o evento foi cancelado. Por outro lado a participação no festival incluia um seguro, e eles foram resarcidos com o que investiram para a compra de ingredientes. Mais que isso, como os ingredientes já tinham sido comprados, fizeram uma &amp;ldquo;sessão pastelada&amp;rdquo; pois jogar tudo aquilo fora seria um disperdício. Mottainai (もったいない), como se diz por aqui.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ela continuou seus estudos em Kyoto, mantivemos contato por email. Terremotos e tufões também circulavam pelo Japão naquele ano, mas a Mariana não desanimava.
&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;
From: "Mariana"
To: "Drebes"
Subject: Re: Tufões, etc
Date: Mon, 25 Oct 2004 06:18:52 -0200

Eh Roberto, tufao, terremoto, essa terra anda sofrendo tragedia atras de 
tragedia... mas a gente vai sobrevivendo.
&lt;/pre&gt;
&lt;p&gt;
Pois afinal, ela sabia que o estresse era temporário, seu lugar era no Brasil.
&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;
From: "Mariana"
To: "Drebes"
Subject: Re: Tufões, etc
Date: Wed, 27 Oct 2004 00:54:16 -0200

Arigatou!Temos que reconhecer que o Brasil eh uma terra abencoada, nao eh?
Bjs,
M.
&lt;/pre&gt;
&lt;p&gt;
Ao voltar pro Brasil, ela me contou como estava feliz. Contei para ela que faria a seleção da bolsa para Doutorado no Japão, e trocamos nosso último email quando saiu o resultado, quando soube que estava voltando pra cá. Depois infelizmente perdemos o contato.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ela era uma guria legal. Não pude considerá-la minha amiga, pois nunca nos encontramos pessoalmente, mas tenho certeza de que nos daríamos muito bem. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas não vamos nos encontrar. A Mariana Sell estava no vôo 3054 da TAM. 

Que sua família e amigos tenham conforto. Que a justiça seja feita e outras pessoas legais como a Mariana não tenham que nos deixar tão novas, sem que eu tenha a chance de conhecê-las. Que não sejam vítimas de outras irresponsabilidades absurdas como essa.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-7386383800906723262?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/7386383800906723262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=7386383800906723262&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7386383800906723262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7386383800906723262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/07/mariana.html' title='Mariana'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-4675384631511870159</id><published>2007-07-18T13:14:00.000+09:00</published><updated>2007-07-18T13:18:15.091+09:00</updated><title type='text'>O que é mais perigoso?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Morar em um país sempre castigado por terrmotos, vulcões e tufões, ou em um país onde tudo relacionado à infraestrutura é feito &amp;ldquo;nas coxas&amp;rdquo;?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-4675384631511870159?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/4675384631511870159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=4675384631511870159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4675384631511870159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/4675384631511870159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/07/o-que-mais-perigoso.html' title='O que é mais perigoso?'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-426177965480652573</id><published>2007-07-17T01:04:00.000+09:00</published><updated>2007-07-17T10:55:23.027+09:00</updated><title type='text'>Um dia é de tufão, o outro de terremoto...</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Em primeiro lugar, tá tudo bem aqui. Sobrevivi ao fim de semana ileso. :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Estava escrevendo um post sobre o tufão que era esperado em Tokyo (e não veio) e sobre os terremotos que não eram esperados mas insistiram em vir mesmo assim. Esqueci de salvar, acabou a bateria, e perdi tudo. :( Vai então só essa versão resumida...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O tufão passou pelas ilhas do sul do Japão e vinha para Tokyo, chegaria no domingo.  Tufão é a mesma coisa que furacão, apenas o nome usado na Ásia. Em inglês é &lt;em&gt;typhoon&lt;/em&gt;, o que suponho que venha do japonês &lt;em&gt;taifū&lt;/em&gt; (台風). O primeiro ideograma é de &amp;ldquo;pedestal&amp;rdquo; e o segundo de &amp;ldquo;vento&amp;rdquo;. Mas quem imagina um &amp;ldquo;vento alto&amp;rdquo; como num tornado, tipo aquele do filme &lt;em&gt;Twister&lt;/em&gt; ou do &lt;em&gt;Mágico de Oz&lt;/em&gt;, não tem idéia de como ele realmente é. Um tufão é bem maior que um tornado: pode ser visto pelas fotos de satélite e seu &amp;ldquo;olho&amp;rdquo; pode chegar a 60km. Na terra a única coisa que se sente são chuvas e ventanias muito fortes (de mais de 200km/h). É como aquele furacão que alcançou o litoral norte do RS em 2004, destruindo casas e deixando cidades em estado de emergência. Um tornado é muito menor, mas deixa um rastro de destruição mais intenso pelo caminho (estreito) por onde passa.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RpuXUQqluRI/AAAAAAAAGRA/FI-F298T_mY/s1600-h/typ.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RpuXUQqluRI/AAAAAAAAGRA/FI-F298T_mY/s320/typ.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087826578371885330" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Mas enfim, o tufão era esperado em Tokyo, mudou de direção e foi para o mar. Em Tokyo só teve uma chuva forte de sábado pra domingo. Segunda-feira, o dia amanheceu ensolarado, parecia a calmaria após a tempestade. Até que tudo começou a tremer.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Já &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2006/05/terremoto.html"&gt;escrevi uma vez&lt;/a&gt; sobre como é um terremoto: sobre como geralmente não se vêem coisas caindo e quebrando como aparecem na TV, mas sim como parece que o prédio inteiro está dentro de um avião em turbulência. A diferença do terremoto de hoje é que ele foi longo. A maior tensão durante o terremoto é saber como as coisas vão se desenrolar: se vai tudo terminar logo ou ficar cada vez pior. Quanto antes ele termina, claro, melhor.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E hoje, num feriado ensolarado após um fim de semana chuvoso, às 10:13, as coisas começaram como em qualquer outro terremoto, mas continuaram, continuaram. Estávamos no 4º andar, de um prédio pequeno mas recente  - e portanto preparado para terremotos. O prédio dançava como se fosse feito de borracha. No parque em frente, os gritos das crianças que desde cedo jogavam  beisebol desapareceram, só se ouviam os corvos. Depois de uns 30, 40 segundos, tudo parou. Ficamos ainda mais alguns segundos vendo se as coisas tinham sossegado mesmo. Abrimos a janela e vimos as pessoas no parque olhando para os postes de iluminação do campo de beisebol. Esperamos mais alguns minutos para que o &lt;a href="http://www.tenki.jp/"&gt;site de informações do tempo, tufões e terremotos &lt;/a&gt; fosse atualizado e vimos que tinha sido grande, na prefeitura de Nigata (新潟), ao noroeste de Tokyo. Fomos aproveitar o dia, o terremoto sendo apenas mais um dos motivos de conversa, e só à noite, na TV, vimos os estragos reais causados por ele.
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RpuXhwqluSI/AAAAAAAAGRI/saneDRyrozM/s1600-h/Image-20070716101300-080.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RpuXhwqluSI/AAAAAAAAGRI/saneDRyrozM/s320/Image-20070716101300-080.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087826810300119330" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Antes de dormir, mais uma vez, outro terremoto. Agora não em Nigata mas do outro lado da ilha de Honshu, a principal do Japão. Estava no primeiro andar e não senti ser tão forte nem tão longo. Eram apenas as placas se acertando, tudo indo pro seu devido lugar. Posso agora dormir em &amp;ldquo;paz&amp;rdquo;, já que os &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/6901213.stm"&gt;ovos do Godzilla ainda levarão uns meses para se desenvolver&lt;/a&gt;. :)
&lt;/p&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RpuXrgqluTI/AAAAAAAAGRQ/S6SKmD-4Ypg/s1600-h/Image-20070716231800-080.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect"  src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RpuXrgqluTI/AAAAAAAAGRQ/S6SKmD-4Ypg/s320/Image-20070716231800-080.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5087826977803843890" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-426177965480652573?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/426177965480652573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=426177965480652573&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/426177965480652573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/426177965480652573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/07/um-dia-de-tufo-o-outro-de-terremoto.html' title='Um dia é de tufão, o outro de terremoto...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RpuXUQqluRI/AAAAAAAAGRA/FI-F298T_mY/s72-c/typ.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-6734365018335923192</id><published>2007-05-22T23:18:00.000+09:00</published><updated>2007-05-22T23:37:20.159+09:00</updated><title type='text'>Negócio da China</title><content type='html'>&lt;p&gt;
A semana da virada de abril para maio é a principal época de feriados do Japão. São originalmente 5 dias de feriado, que, emendando com mais dois dias do meio da semana, tornam-se uma semana inteira que os japoneses aproveitam para descansar. Essa semana é chamada de &lt;em&gt;golden week&lt;/em&gt; pois é a oportunidade de ouro para aproveitar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como temos nossas responsabilidades por aqui, da mesma forma que os japoneses, não podemos simplesmente sair por uma semana a qualquer momento, e resolvemos aproveitar também a &lt;em&gt;golden week&lt;/em&gt; para fazer uma viagem um pouco mais longa que a da Coréia. Escolhemos a China, por ser um país grande com atrações que nos tomariam mais tempo para conhecer.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O ruim de se viajar na &lt;em&gt;golden week&lt;/em&gt; é que as passagens são mais caras, e as atrações turísticas no Japão estão todas lotadas. A passagem foi até acessível por comprarmos com certa antecedência. E indo para a China, pensamos, estaríamos fugindo da multidão. Mas nossa desinformação nos traiu: na China a semana do dia do trabalho também acumula feriados, e os chineses, também, aproveitam a época para fazer turismo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Muito se ouve da China: país do futuro, desenvolvimento desenfreado, mão-de-obra barata, mudanças estruturais, sede das olimpíadas de 2008. Fui para a China para levantar minhas próprias opiniões sobre o país e o povo. E vi muita coisa por lá...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Resumimos nossa visita às duas maiores cidades: Shanghai (上海) e à capital Pequim (北京). Claro, o grande contraste atual da China é entre a vida em cidades como essas e nas províncias do interior, que não visitamos. Não vimos diretamente o abismo que separa a vida na cidade e no campo. Mas mesmo Shanghai e Pequim já apresentam um contraste bastante forte.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RlL711PHtEI/AAAAAAAAGAc/ToG-laZ1g6s/s1600-h/P1020674.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RlL711PHtEI/AAAAAAAAGAc/ToG-laZ1g6s/s320/P1020674.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067389432987366466" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Ao chegar em Shanghai, a primeira coisa que vem a cabeça é "Ué, mas a China não era comunista?". Shanghai é uma cidade economicamente desenvolvida e internacionalizada. A quantidade de prédios em construção impressiona, mas é a grande presença de empresas internacionais que chama mais atenção. Aquela música dos anos 80 do RPM dizia que &amp;ldquo;agora a China bebe Coca Cola&amp;rdquo;. Hoje em dia, a China &amp;ldquo;bebe&amp;rdquo; de tudo: eletrônicos, grifes internacionais, cadeias de fast food. O governo chinês vê Shanghai como a vitrine da nova China. A cidade é legal, mas sem muitas atrações. O mais bacana mesmo é passear pelas ruas. Alias, nos sentimos bem seguros nos nossos passeios, por toda China. Ouvimos tantas histórias de que deveríamos cuidar com a segurança que isso nos chamou atenção. Em nenhum momento sentimos risco físico. O que sentimos, sim, em vários momentos, foi a impressão de que estavam querendo nos passar pra trás.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pequim, por outro lado, tem muito mais cara de socialista. Grandiosas avenidas, cheias de prédios residenciais, sem tanta ostentação. Pouca presença internacional (pelo menos no centro), exceto pelos luxuosos hotéis construídos para as olimpíadas. Uma grande faxina urbana tem feito desaparecer muito dessa cara socialista. Muitos prédios e vilas são demolidos para darem espaço ao &amp;ldquo;progresso&amp;rdquo;. E as vilas que não foram relocadas a tempo, recebem agora um bonito muro que às esconde de quem passa pelas avenidas. Essa demonstração descarada de segregação seria criticada em qualquer parte, mas aqui é natural: se o governo decide, ninguém pode reclamar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas muito do progresso que vemos na China é baseado na construção civíl. Construir é absurdamente barato na China, e se constrói muito mais do que se precisa. É interessante ver os &lt;em&gt;containers&lt;/em&gt; nos canteiros de obras onde os obreiros moram. Muitos dos prédios novos estão subutilizados, ou com lojas e empresas que não &amp;ldquo;correspondem&amp;rdquo; a prédios daquela escala, outros estão simplesmente vazios mesmo. E esse &amp;ldquo;desenvolvimento&amp;rdquo;, por não ser acompanhado da educação das pessoas e sua melhoria de vida, fica parecendo muito falso. A China, curiosamente, segue à risca a idéia de &amp;ldquo;desenvolvimento&amp;rdquo; liberal: de que uma economia de mercado ativa trará riqueza que resultará numa melhor vida dos cidadãos. A economia de fato está ótima, mas o povo não vê resultado real dessa riqueza. Nas ruas, além de muita gente miserável, vimos pessoas humildes tirando fotos em frente de grandes hotéis e shopping centers, como que orgulhosas das &amp;ldquo;conquistas&amp;rdquo; de seu governo, e esperando o dia em que aquela riqueza também chegará a elas. 
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RlL8KVPHtFI/AAAAAAAAGAk/xv6k-1ZkdZQ/s1600-h/P1020878.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RlL8KVPHtFI/AAAAAAAAGAk/xv6k-1ZkdZQ/s320/P1020878.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067389785174684754" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
A China é um país que não faz sentido. Um país que gasta bilhões para construir um trem de levitação magnética para ligar o aeroporto ao centro de Shanghai, mas não provê educação e saúde gratuitas para seu povo. Um país que se diz socialista e que, após os protestos por liberdade de 1989, resolveu dar sim liberdade ao povo, mas apenas econômica, jogando na lixeira toda ideologia marxista e mantendo apenas a parte do estado totalitário. Um país em plena atividade econômica, mas em crise de valores, com povo pouco crítico e sem senso de comunidade. País de problemas sérios escondidos por uma população gigantesca e um governo com poder total sobre ela. País em transformação, diferente do que era a 5 anos, e diferente do que será nos próximo 5.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RlL8YFPHtGI/AAAAAAAAGAs/GQIi541hqlg/s1600-h/P1020827.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RlL8YFPHtGI/AAAAAAAAGAs/GQIi541hqlg/s320/P1020827.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067390021397886050" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Podia escrever sobre o que visitamos na China e as coisas que observamos nas nossas andanças por lá. Sobre como a Muralha é longa, como o Palácio de Verão de Pequim é bonito, como o trânsito é caótico. Mas nos nossos passeios, as questões realmente importantes só ficavam voltando na minha cabeça, e devem ficar em qualquer um que visite a China. Tinha planos de voltar lá durante as olimpíadas, mas pela falta de infraestrutura desisti completamente da idéia. Há muita coisa bonita para se ver na China, mas depois de uma semana, lidar com sua população, trânsito, desatenção a detalhes, cansa. Durante os jogos, ou a China trará grandes dores de cabeças aos turistas que tentarem utilizar a infraestrutura local, ou fará um &amp;ldquo;mundo de faz de conta&amp;rdquo; para os turistas com data de expiração. Pois quando o assunto é fachada, a China é especialista.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como não falei muito sobre a viagem em si, deixo vocês com o &lt;a href="http://picasaweb.google.com/drebes/China"&gt;álbum completo de fotos&lt;/a&gt; (com legendas) e pra quem se interessou pelos assuntos tratados nesse post, recomendo assistirem o documentário online &lt;a href="http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/tankman/view/"&gt;Frontline: The Tank Man&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-6734365018335923192?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/6734365018335923192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=6734365018335923192&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6734365018335923192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6734365018335923192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/05/negcio-da-china.html' title='Negócio da China'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RlL711PHtEI/AAAAAAAAGAc/ToG-laZ1g6s/s72-c/P1020674.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-6746810896714295556</id><published>2007-04-25T11:48:00.000+09:00</published><updated>2007-04-25T11:50:19.435+09:00</updated><title type='text'>A seguir cenas dos próximos capítulos...</title><content type='html'>&lt;p&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Ri7BmrdvYZI/AAAAAAAACjo/CvngnDJIcpk/s1600-h/P1020620.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Ri7BmrdvYZI/AAAAAAAACjo/CvngnDJIcpk/s400/P1020620.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057192301830300050" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-6746810896714295556?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/6746810896714295556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=6746810896714295556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6746810896714295556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6746810896714295556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/04/seguir-cenas-dos-prximos-captulos.html' title='A seguir cenas dos próximos capítulos...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Ri7BmrdvYZI/AAAAAAAACjo/CvngnDJIcpk/s72-c/P1020620.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-8001312919143029640</id><published>2007-04-19T23:15:00.000+09:00</published><updated>2007-04-19T23:40:15.064+09:00</updated><title type='text'>Fronteira com a Coréia do Norte</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Mais de um mês e tinha ficado faltando o post sobre a zona desmilitarizada da Coréia... Agora vai!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não sabendo nada da Coréia, tinha dois lugares que eu gostaria de conhecer. A capital, Seoul (서울), e a fronteira com a Coréia do Norte. Há alguns anos uma amiga visitou a fronteira e eu vi as fotos, e coloquei na minha lista de lugares que gostaria de visitar. E pra entender o porquê tem que se falar um pouco de história da Guerra da Coréia.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No final da segunda guerra a Coréia (sem distinção de Norte ou Sul) estava ocupada pelos japoneses. A história da ocupação japonesa na Coréia por si só já é bem interessante, e recomendo pra quem tem interesse, mas não cabe aqui. Com o fim da guerra e a rendição incondicional dos japoneses, estes foram obrigados a desocupar a região, que então foi dividida em duas zonas de controle, dividas pelo paralelo 38°N. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E aí nasce a guerra-fria! A parte Norte ficou controlada pelos soviéticos enquanto a Sul pelos americanos. Tres anos depois, em 1948, foram fundadas as duas repúblicas independentes da Coréia, com regimes políticos distintos de acordo com a zona de influência que ficaram, e os dois com a certeza de que o seu regime era o mais apropriado para a grande nação coreana que se unificaria um dia. Em 1950, com o apoio dos soviéticos que o colocaram no poder, Kim Il-sung, o &amp;ldquo;eterno presidente da Coréia&amp;rdquo; e pai do atual maluco que dirige o Norte, resolveu invadir a Coréia do Sul. O ataque foi de surpresa e teve bastante sucesso, em pouco tempo ocupando praticamente toda a península coreana com exceção da região ao redor de Busan (부산), ao Sul da península.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O alvoroço internacional foi grande, e a ONU logo autorizou o envio de tropas à região para auxiliar o Sul a retomar seu território. O desembarque das tropas americanas na região de Busan foi decisivo e equilibrou as forças, e o fronte de batalha foi rapidamente empurrado de volta ao Norte, ao paralelo 38°. Mas o comando militar resolveu continuar a investida, e logo a península praticamente toda estava tomada pelas tropas americanas. O governo da China, temendo uma nação Ianque tão próxima de sua fronteira, enviou ajuda militar à Coréia do Norte, que conseguiu então retomar a maior parte de seu território original.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No dia 27 de Julho de 1953 os representantes dos dois países se reuniram próxima a então &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Military_Demarcation_Line_%28Korea%29"&gt;linha de conflito&lt;/a&gt; e assinaram um cesar-fogo, concordando em  recuarem dois quilômetros cada do então fronte, criando uma &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Demilitarized_Zone_%28Korea%29"&gt;zona desmilitarizada&lt;/a&gt;. Essa região, portanto, é uma faixa de 4 quilômetros de largura, não ocupada, que divide as duas Coréias, com apenas um ponto de encontro em toda sua extensão, a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joint_Security_Area"&gt;Área de Segurança Conjunta&lt;/a&gt; (JSA), próximo de onde foi assinado o acordo. As duas Coréias permanecem, então, teoricamente em guerra, já que um tratado de paz nunca foi assinado, mas ambos os lados estão em um cesar-fogo que já dura mais de 50 anos. E até 1991 todas as discussões de paz eram feitas neste local, em pequenas salas de reunião que se localizam exatamente sobre a linha do armistício.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid7AwvUQqI/AAAAAAAACgY/5_2a6eNu-xs/s1600-h/Korean_dmz_map.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid7AwvUQqI/AAAAAAAACgY/5_2a6eNu-xs/s400/Korean_dmz_map.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055144359760249506" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Visitar a JSA não é um passeio fácil. Não é possível simplesmente ir lá por conta própria. Mas algumas agências de turismo organizam excursões até o local, todas de forma muito controlada e com regras rígidas. Primeiro, a região é proibida a civís coreanos. É necessário apresentar passaporte estrangeiro, que é verificado diversas vezes até chegarmos efetivamente lá. Também, deve-se assinar um termo isentando a ONU de qualquer dano sofrido enquanto estamos lá, incluindo morte, além do comprometimento de não fazer qualquer gesto ou provocação aos guardas no local. Os trajes usados devem ser discretos, sendo proibido o uso de roupas com temas militares, calças rasgadas, bermudas etc. Enfim, fica bem claro que não estamos indo a um lugar qualquer.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como havia dito, queria muito visitar a região, mas precisávamos encontrar a excursão adeqüada. Algumas agências vendem o pacote até a zona desmilitarizada, mas excluem a visita à JSA. Recolhemos vários folhetos de agências e escolhemos os que pareciam pacotes mais completos. Mas ao telefonar para fazer reserva, sempre nos informavam que não havia vagas, o que nos deixou bastante chateados. Teríamos que voltar a Coréia se quiséssemos visitar a zona desmilitarizada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas já havíamos visitado as principais atrações de Seoul, e vimos que a maior parte das excursões se reuniam no mesmo lugar para sair. &amp;ldquo;Devem ser todas a mesma excursão montada por uma operadora, que vende por outras empresas.&amp;rdquo;, pensei, e resolvemos arriscar aparecer no dia seguinte cedo no local para ver se não conseguíamos a vaga de alguém que tivesse desistido. Chegando lá, encontramos a operadora, e dissemos que gostaríamos muito de fazer o passeio, apesar de não termos reserva, caso houvesse alguma desistência. Um Senhor, que parecia o dono da companhia, me disse que infelizmente a excursão daquele dia era para turistas japoneses, e que seria toda em japonês. Aha! &amp;ldquo;Eu sei japonês!&amp;rdquo;, exagerei, explicando que morava no Japão e que estaria tudo certo. Já havia lido bastante sobre a região então a explicação da guia não faria tanta falta. E quanto as orientações de segurança, até fiquei um pouco apreensivo, mas sabia que mantendo-me atento, com bom-senso e fazendo tudo como os outros faziam não teria maiores problemas. O Senhor aceitou nosso pedido! Lá fomos nós para a fronteira com a Coréia do Norte em um ônibus cheio de japoneses!
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid6pQvUQpI/AAAAAAAACgQ/Hi9fGnBajQo/s1600-h/P1020423.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid6pQvUQpI/AAAAAAAACgQ/Hi9fGnBajQo/s320/P1020423.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055143956033323666" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O ônibus toma a &amp;ldquo;estrada da liberdade&amp;rdquo;, uma rodovia larga de 8 pistas que liga Seoul a Pyongyang. Saindo de Seoul a estrada até é normal, com carros civís, mas a medida que nos aproximamos da fronteira ela vai ficando deserta, os automóveis vão dando lugar a caminhões militares e de carga, e se nota a grande quantidade de postos de observação militar junto à costa, de poucos em poucos metros, além de uma cerca que isola toda a área. Uma estrada desse tamanho obviamente não é pra transportar a população de uma cidade a outra, e se diz que o objetivo dela é fazer uma rápida distribuição das tropas no caso de um eventual confronto. No ônibus, mais uma vez, uma verificação detalhada dos passaportes, feita pelo fotógrafo do grupo que eu aposto ser um ex-militar que acompanhava o grupo. O Senhor dono da agência nos acompanhou, pois ele falava chinês e ia explicando tudo aos chineses que estavam no grupo. Apesar de não fazer as explicações em inglês, ele foi sempre muito atencioso com a gente.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Após mais uma verificação de passaportes, entramos na base de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Camp_Bonifas"&gt;Camp Bonifas&lt;/a&gt;, da ONU, na entrada da área desmilitarizada. Lá não se podem tirar fotos, e assistimos uma apresentação sobre o histórico da região e da base. O lema da base é &amp;ldquo;In Front of them All&amp;rdquo;, e dizem que é uma das bases da ONU mais tensas de se trabalhar, pela forte presença das tropas inimigas a poucos quilômetros de distância. Trocamos então de transporte, dos ônibus da agência para ônibus azuis da ONU, conduzidos por militares, e fomos para a Área de Segurança Conjunta (JSA).
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid7SgvUQrI/AAAAAAAACgg/ugtGh-bLyTc/s1600-h/P1020386.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid7SgvUQrI/AAAAAAAACgg/ugtGh-bLyTc/s400/P1020386.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055144664702927538" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O passeio por lá durou cerca de meia hora. Visitamos uma das salas de conferência que ficam sobre a fronteira (a linha passa exatamente sobre o centro da mesa), podendo entrar alguns metros na Coréia do Norte. Subimos em um mirante que permite olhar um pouco melhor para o lado Norte, e depois fomos a um local onde se pode ver o local de assinatura do armistício. Voltamos ao ônibus e passamos pelo local do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Axe_Murder_Incident"&gt;incidente do machado&lt;/a&gt;, último confronto ocorrido na região, onde havia uma árvore que bloqueava a vista entre dois pontos de controle da ONU. As forças da ONU ordenaram a derrubada da árvore, mas o exército Norte-coreano se opos, o que causou um confronto que resultou na morte de um Capitão da ONU e outro soldado, e no fim da liberdade de passagem dos soldados dos dois lados na Área de Segurança Conjunta. Hoje, as tropas de cada lado ficam do seu lado da fronteira. O nome da base da ONU é em homenagem a este Capitão, Arthur Bonifas. Antes disso, curiosamente, conseguimos avistar turistas visitando a Área de Segurança Conjunta pelo lado Norte, o que nos deu uma sensação bastante estranha. Era como ver uma versão da gente em um universo paralelo. :)
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid71wvUQtI/AAAAAAAACgw/6QSdvxt1TrM/s1600-h/P1020398.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid71wvUQtI/AAAAAAAACgw/6QSdvxt1TrM/s320/P1020398.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055145270293316306" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Voltamos a base da ONU, passando obviamente pelo &lt;em&gt;gift-shop&lt;/em&gt;, e tomamos nosso ônibus civil de volta a Seoul. Foi um passeio curto mas muito interessante: visitar um dos berços da guerra-fria, e que talvez venha a ser um dos últimos resquícios dela. Ainda teria muito mais o que escrever sobre a visita, mas tem coisas que só estando lá para sentir.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid8LwvUQuI/AAAAAAAACg4/6TLnR7PW_C4/s1600-h/P1020407.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid8LwvUQuI/AAAAAAAACg4/6TLnR7PW_C4/s320/P1020407.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5055145648250438370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-8001312919143029640?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/8001312919143029640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=8001312919143029640&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8001312919143029640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8001312919143029640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/04/fronteira-com-coria-do-norte.html' title='Fronteira com a Coréia do Norte'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rid7AwvUQqI/AAAAAAAACgY/5_2a6eNu-xs/s72-c/Korean_dmz_map.png' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-3011195064881775776</id><published>2007-03-31T02:32:00.000+09:00</published><updated>2007-03-31T03:13:51.628+09:00</updated><title type='text'>Na terra dos meus antepassados</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1LMOrAffI/AAAAAAAACMQ/_onUCThFaIE/s1600-h/P1020247.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1LMOrAffI/AAAAAAAACMQ/_onUCThFaIE/s320/P1020247.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047773430821191154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Já fazia tempo que eu queria conhecer a Coréia. Da primeira vez que vim ao Japão gostaria de ter ido pra lá, mas um problema de burocracia com vistos e permissões de reentrada me impediu. Finalmente, agora em Março, consegui conhecer Seoul (서울) e a zona desmilitarizada da fronteira com a Coréia do Norte. Foram apenas 3 dias, mas o suficiente para ter uma primeira impressão do país.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por que a Coréia? Muitas razões. Primeiro, nós ocidentais até conseguimos pensar em algo quando ouvimos falar do Japão ou da China, mas quando o assunto é Coréia vem aquele branco, e as poucas coisas que sabemos é que lá aconteceram as Olimpíadas de 1988 - a primeira vez que muita gente ouviu falar do país - e que no norte um maluco mantém um regime autoritário e comunista, com planos de construír uma bomba atômica pra barganhar internacionalmente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além disso, queria ver quais das coisas &amp;ldquo;diferentes&amp;rdquo; daqui do Japão fazem realmente parte da identidade japonesa e quais são características mais gerais da Ásia. Claro, ainda tenho muito o que conhecer do continente, e não é por um país apenas que vou poder chegar a estas conclusões. Mas a Coréia é um local fácil e civilizado de começar essa exploração. Finalmente, e um motivo mais de brincadeira, é que meu sobrenome, &amp;ldquo;Jung&amp;rdquo; (&lt;em&gt;jovem&lt;/em&gt;, em alemão), também é um dos sobrenomes mais comuns na Coréia, e já me confundiram com coreano pelo nome mais de uma vez. Queria, então, conhecer a terra dos &amp;ldquo;meus antepassados&amp;rdquo;. Hehe.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Não vou escrever aqui dados históricos e/ou políticos da Coréia. Isso pode ser encontradas nos (capítulos de introdução dos) melhores guias turísticos. Vou aqui apenas listar algumas das observações que fiz em 3 dias por lá. Não dou nenhuma garantia de que elas estejam corretas. :)&lt;/p&gt;

&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1LbOrAfgI/AAAAAAAACMY/vlkVEnHncQc/s1600-h/P1020297.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1LbOrAfgI/AAAAAAAACMY/vlkVEnHncQc/s320/P1020297.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047773688519228930" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;ul&gt;

&lt;li&gt;Vi muita coisa em construção. Tanto prédios enormes quanto obras de infra-estrutura. Pontes, ferrovias, viadutos. O superavit comercial do país é aparente e parece estar sendo posto em bom uso.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Seoul também é uma cidade populosa, mas com mais sensação de espaço que Tóquio. As ruas tem calçadas, e não vimos as casinhas e prédios grudados que vemos tanto aqui no Japão. Também, os espaços públicos são mais sujos que no Japão, mas ainda mais limpos que em muitas partes do Brasil.&lt;/li&gt;

&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1LturAfhI/AAAAAAAACMg/kXHFKNfDhYE/s1600-h/P1020264.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1LturAfhI/AAAAAAAACMg/kXHFKNfDhYE/s320/P1020264.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047774006346808850" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;li&gt;A cidade tem um sistema de metrô bastante abrangente, com muitas linhas como o de Tóquio. Os vagões parecem mais simples, mas são mais espaçosos. Acho que eles utilizam a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Standard_Gauge"&gt;bitola padrão&lt;/a&gt; (não utilizada no Japão exceto no Shinkansen), o que deixa os corredores mais largos. O custo do bilhete é mais barato, e as catracas mais &amp;ldquo;primitivas&amp;rdquo;, embora estejam sendo substituidas por catracas mais modernas. O sistema também aceita cartões sem contato, mas pareceu um pouco menos movimentado que os trens em Tóquio.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Falando em preços, os do dia-a-dia são um pouco mais baratos que no Japão. Em geral as coisas baratas são um pouco mais baratas (uns 10-20%) e as mais caras são mais caras. Ingressos de museus, parques etc são bem mais baratos que no Japão.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;As pessoas se vestem mais &amp;ldquo;normalmente&amp;rdquo; do que no Japão, mais discretas. Muitos passariam por brasileiros. Também, aparece uma diferença entre as gerações. Os jovens, por crescerem em um país mais desenvolvido, com mais educação, parecem ser de uma classe diferente dos mais idosos, de uma época em que a Coréia era mais pobre e simples.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Menos influencia americana do que esperava. Muito menos que aqui no Japão. Talvez porque na Coréia os americanos não terem sido o inimigo que venceu a guerra e ocupou o território, como aqui. Mas isso é só palpite. Existem as cadeias internacionais de fast food, mas não em toda quadra como aqui. O que mais surpreendeu foi a quantidade de marcas de produtos e serviços japoneses. Em muitas situações nos sentíamos &amp;ldquo;em casa&amp;rdquo;.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Relacionado aos dois pontos acima, tive mais uma impressão geral: a Coréia ainda não assimilou o &amp;ldquo;turbo capitalismo&amp;rdquo;, a sociedade do consumo exagerado, como o Japão e EUA. É um país ainda de caráter produtor. Não se vêem carros importados nas ruas, ou tantas grifes internacionais. Não se desperdiça tanto, em embalagens, combustíveis. Espero que mantenham essa mentalidade.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;A Coréia é um dos paraísos de eletrônicos, mas estes não parecem tão incorporados à vida das pessoas como no Japão. Não vi pessoas usando notebooks nos trens, por exemplo. Celulares, claro, são muito utilizados, e bastante menores que no Japão. Vi muitas pessoas assistindo TV nos celulares, mesmo no metrô, o que não é possível no Japão (somente em trens de superfície). Também, muitas pessoas ouvindo players de MP3, mas menos iPods que no Japão. Acho que mais uma vez era a força das empresas locais.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;Encontrei muitas coisas &amp;ldquo;comuns&amp;rdquo; da Ásia. As formas &amp;ldquo;estranhas&amp;rdquo; de especificar endereços (não por números nas ruas, mas por quadras nas regiões), as divisões geográficas, a alimentação. As comidas na Coréia são diferentes das japonesas, mas existe muita coisa parecida que mostra ter uma origem comum. Lendo sobre os costumes, vi que muitos são iguais aos do Japão. Quanto à escrita, é diferente. A Coréia utiliza um alfabeto fonético muito interessante chamado &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hangul"&gt;Hangul&lt;/a&gt;, mas seu uso é recente e antes dele se utilizavam caracteres chineses (ideogramas). Muitos nomes próprios ainda são representados dessa forma, com pronúncia vindo do chinês e que lembra o japonês. Alias, as placas nas ruas e atrações turísticas, além de representação em alfabeto romando/inglês estão descritas em ideogramas, o que facilita para os turistas da região. Mesmo para nós, em algumas situações, identificar alguns ideogramas era um comforto.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;E quanto a cultura e história? Visualmente parece uma mistura de Chinês com Mongol, o que não é surpresa já que a Coréia é uma península ligada ao continente pela região da antiga Manchúria. Se imaginarmos vestimentas, hábitos, feições etc, desses dois povos e os juntarmos em uma só cultura, teremos algo muito próximo do que se vê nos museus da Coréia. Em termos de arquitetura e prédios históricos, muito foi destruído pelas sucessivas guerras e ocupações da região, mas felizmente hoje se vê um esforço grande de recuperação e manutenção desses espaços.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1L9-rAfiI/AAAAAAAACMo/RZV1xwbMDvo/s1600-h/P1020257.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1L9-rAfiI/AAAAAAAACMo/RZV1xwbMDvo/s320/P1020257.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047774285519683106" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;p&gt;Estas foram impressões gerais da visita a Seoul, com grandes possibilidades de muita coisa equivocada. Observações sobre a zona desmilitarizada de fronteira com a Coréia do Norte ficam para o próximo post. Por enquanto, podem ficar com mais algumas &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/drebes/"&gt;fotos no Flickr&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-3011195064881775776?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/3011195064881775776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=3011195064881775776&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3011195064881775776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/3011195064881775776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/03/na-terra-dos-meus-antepassados.html' title='Na terra dos meus antepassados'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/Rg1LMOrAffI/AAAAAAAACMQ/_onUCThFaIE/s72-c/P1020247.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-5153054614879046986</id><published>2007-02-16T17:52:00.000+09:00</published><updated>2007-02-21T10:43:35.772+09:00</updated><title type='text'>Valentine's day</title><content type='html'>&lt;p&gt;Aqui no Japão, Fevereiro não é epoca de samba, enredo, harmonia, evolução (com todo respeito, ainda bem!). Como bom país ex-ocupado pelos EUA, a principal celebração do mês é o Valentine's Day, aquela mistura de Dia dos Namorados com Dia do Amigo dos americanos que a gente conhece do desenho do Charlie Brown, em que ele fica ansioso esperando pelo cartão da garotinha ruiva.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pois bem, como tudo aqui, eles dão uma adaptada. Valentine's Day no Japão é o dia em que só as mulheres dão presentes para os homens. E só tem uma opção de presente: chocolate. Como nos EUA, além de se presentear namorados, maridos, amantes, também se pode presentear amigos. E bem de acordo com a cultura milenar do Japão de hierarquia e obrigações, as mulheres também devem dar chocolates para seus chefes e superiores. Esse chocolate, porém, é chamado de &lt;em&gt;giri choko&lt;/em&gt; (義理チョコ), sendo &lt;em&gt;choko&lt;/em&gt; chocolate e &lt;em&gt;giri&lt;/em&gt; um dever social ou obrigação, e o objetivo é manter um bom relacionamento de trabalho.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas antes que digam que isso é um paradoxo (já que mulher adora chocolate e homem em geral nem tanto), ou ainda que é o machismo ao extremo, saiba-se que exatamente um mês depois do Valentine's Day, em 14 de Março, os homens devem retribuir os chocolates recebidos, dando chocolates às namoradas, amigas, secretárias etc. Essa data foi criada exclusivamente por motivos comerciais e não tem nenhum significado religioso ou social. E apesar da origem comercial, acredito que as duas datas só &amp;ldquo;pegaram&amp;rdquo; por cairem no inverno, data ótima para se comer chocolates. No Brasil fazemos a Páscoa no Outono, e no Dia dos Namorados que é em Junho chocolates não são muito populares. Tá certo que o país praticamente não tem inverno, não faria muita diferença, mas mesmo assim deveriam explorar mais o chocolate como presente em Junho.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E no meu Valentine's Day ganhei meu chocolatinho. Como não sou muito de doce, a forma e o tema pra mim é o mais importante. Não poderia ter ganho chocolate melhor: do Ultraman! Resta agora descobrir se foi &lt;em&gt;giri choko&lt;/em&gt; ou não, enquanto procuro o chocolate certo para presentear em Março. :)
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RdVxecyXHEI/AAAAAAAABc0/_XJG4ydU9RQ/s1600-h/P1020170.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RdVxecyXHEI/AAAAAAAABc0/_XJG4ydU9RQ/s320/P1020170.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032052926593834050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-5153054614879046986?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/5153054614879046986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=5153054614879046986&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5153054614879046986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5153054614879046986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/02/valentines-day.html' title='&lt;em&gt;Valentine&apos;s day&lt;/em&gt;'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RdVxecyXHEI/AAAAAAAABc0/_XJG4ydU9RQ/s72-c/P1020170.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-8615087607932357794</id><published>2007-02-14T14:46:00.000+09:00</published><updated>2007-02-14T14:55:56.038+09:00</updated><title type='text'>Mais visitas</title><content type='html'>&lt;p&gt;
A semana passada foi bastante agitada por aqui. Primeiro, porque entreguei o último trabalho da única disciplina que faltava (conseqüentemente estou de férias agora, pelo menos das disciplinas) e segundo por mais algumas visitas inesperadas que passaram por Tokyo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A primeira visita foi da minha querida orientadora do mestrado e família. Foi muito legal poder passar uns dias com eles aqui em Tokyo, mostrando os lugares legais da cidade e dando dicas de como se movimentar e &amp;ldquo;sobreviver&amp;rdquo; por aqui. Fomos nos principais bairros, visitamos museus que eu ainda não conhecia, lojas de eletrônicos, livrarias, parques etc. Acho que tão importante quanto visitar os lugares certos é visitá-los nos momentos certos. Por exemplo, aqui em Tokyo tem um templo famoso que qualquer guia sobre a cidade comenta. Mas o que eles não comentam é que se indo a este templo nos fins de semana, a chance de se ver um casamento tradicional japonês é muito alta. Tivemos a sorte de ir ao Meiji-jingu (明治神宮) num fim de semana e testemunhar uma dessas cerimônia. Passeamos também pela região de Harajuku (原宿) no dia em que os jovens vão para lá fazer cosplay (andar fantasiados). Detalhes como esse podem transformar uma viajem já boa numa ainda melhor. E o tempo também ajudou. Temperaturas agradáveis pra se andar na rua e sol todos os dias. Nem parecia Tokyo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RdKiksyXG7I/AAAAAAAABcI/XF1rkZzZZtU/s1600-h/Library+-+6119.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RdKiksyXG7I/AAAAAAAABcI/XF1rkZzZZtU/s320/Library+-+6119.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5031262485107645362" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Antes de chegar, porém, por email, minha orientadora parecia bastante ansiosa com a viagem, ao que respondi com o seguinte comentário: &amp;ldquo;...é normal ficares um pouco nervosa, mas chegando aqui vai ver que apesar da língua, o Japão não é outro mundo, é tudo muito civilizado e seguro. Saindo do aeroporto já vão se sentir bem.&amp;rdquo; A impressão que tive deles nesses dias foi de que assim se sentiram, e que gostaram da viagem e do país.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Outra visita rápida foi a da &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2006/07/regresso-kyoto-parte-3.html"&gt;Mariko&lt;/a&gt; (真理子), amiga que trabalhava comigo quando fiz o estágio em 2003 em Kyoto. Ela esteve em Tokyo no fim de semana e fomos almoçar, com uma amiga dela que mora aqui, onde ela estava ficando. Conversamos um pouco, ela me pareceu mais triste que da outra vez. Pelo que senti o problema é com o emprego dela, já que a empresa (e em especial o departamento onde trabalhávamos) tem passado por mudanças de administração que deixaram o ambiente de trabalho mais tenso. Sugeri que ela procurasse outras atividades de lazer, algum curso ou coisa assim. Ela parece se interessar bastante por arte e talvez seja um caminho. Mesmo assim, foi bom revê-la.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Finalmente, encontrei também um primo da minha mãe, parente que não tinha muito contato desde a infância, mas fiquei sabendo que gosta muito do Japão e já esteve aqui diversas vezes. Devido aos nossos horários apertados (ele com pouco tempo livre na viagem e eu terminando meus trabalhos das disciplinas) acabamos só jantando juntos um dia da semana, mas combinamos que numa próxima visita passearemos com mais tempo, e possivelmente comigo mais fluente em japonês para poder mostrar e explicar melhor as coisas da cidade para ele.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Semana intensa, mas de boas experiências.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-8615087607932357794?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/8615087607932357794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=8615087607932357794&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8615087607932357794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8615087607932357794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/02/mais-visitas.html' title='Mais visitas'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RdKiksyXG7I/AAAAAAAABcI/XF1rkZzZZtU/s72-c/Library+-+6119.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-2101541159665142924</id><published>2007-01-24T00:11:00.000+09:00</published><updated>2007-01-24T15:07:56.315+09:00</updated><title type='text'>Golpe mútuo</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Não sei ao certo quando foi a primeira vez que tive contato com o sumô (相撲), mas sei que foi vendo algo na TV, e lembro da estranheza e graça que senti pela idéia de ver dois homens grandes, gordos e seminus tentando se empurrar pra fora de um círculo como duas crianças. Depois disso, não tive mais contato algum com o esporte, a não ser por uma tentativa falha de assistir alguma partida da outra vez que estive no Japão em 2003.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No início de janeiro tive a oportunidade de assistir, finalmente, a uma luta de sumô aqui em Tokyo. E o que posso dizer é que minha opinião não poderia estar mais errada: sumô é um esporte bonito, civilizado e emocionante.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYmLbAohwI/AAAAAAAABYM/Icgv3Y4fDwc/s1600-h/Library+-+5823.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYmLbAohwI/AAAAAAAABYM/Icgv3Y4fDwc/s320/Library+-+5823.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023244412049196802" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Existem seis torneiros de sumô profissional, ou honbashos (本場所), por ano no Japão, três aqui em Tokyo (em Janeiro, Maio e Setembro) além de um em Osaka (em Março), um em Nagoya (em Julho) e um em Fukuoka (em Novembro). Neste dia em que fomos era o primeiro dia do campeonato de Janeiro, portanto além das tradicionais lutas, foram feitas algumas cerimônias de premiação do campeonato anterior. O local do torneio é o Ryogoku Kokugikan (両国国技館), um ginásio fechado construído exclusivamente para a prática do sumô, com capacidade para 13 mil pessoas. O próprio ginásio já é uma atração em si: dividido em dois pisos, no térreo ficam os &amp;ldquo;assentos&amp;rdquo; de primeira categoria. &amp;ldquo;Assentos&amp;rdquo; porque ao se comprar um ingresso para estes lugares, se está na verdade comprando uma pequena área quadrada onde se senta no chão, em almofadas. Cada área é um &amp;ldquo;camarote&amp;rdquo; para quatro pessoas. Os assentos do segundo piso, onde sentamos, são poltronas confortáveis que se assemelham mais a cadeiras de cinema do que de prédios esportivos. Algumas delas ainda possuem mesa retrátil para se comer ou fazer anotações.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYmbrAohxI/AAAAAAAABYU/tVx95wnNTjE/s1600-h/Library+-+5833.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYmbrAohxI/AAAAAAAABYU/tVx95wnNTjE/s320/Library+-+5833.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023244691222071058" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Ryogoku (両国) é a vizinhança de Tokyo onde fica o Kokugikan, conhecida como o local mais tradicional do sumô na cidade, e no país. Ainda dentro da estação de trem do bairro se podem ver grandes fotos de tradicionais lutadores de sumo, os rikishis (力士), e nos arredores diversas estátuas de outros lutadores, com placas onde se podem ver moldes das suas mãos e, mais divertido, se comparar com as nossas. Na vizinhança também se encontram diversas &amp;ldquo;escolas de treino&amp;rdquo; de sumô e conseqüentemente os lutadores são facilmente encontrados pelas ruas, mesmo quando não há campeonato. 
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYmsbAohyI/AAAAAAAABYc/xKGNDCYgXUM/s1600-h/Library+-+5856.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYmsbAohyI/AAAAAAAABYc/xKGNDCYgXUM/s320/Library+-+5856.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023244978984879906" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Num dia de torneio as lutas começam pela manhã e se estendem até o final da tarde. A qualidade técnica dos lutadores vai aumentando, deixando os melhores momentos para o grande final. As duas últimas categorias são, portanto, as duas superiores, e mesmo dentro de cada categoria são respeitadas ordens de classificação, logo a última luta do dia é a do atual campeão. Para enfrentar o dia inteiro assistindo lutas, é necessário se alimentar. Perto do meio dia é possível almoçar no estádio um prato chamado chankonabe (ちゃんこ鍋), um fervido/sopa de vegetais, tradicionalmente comido pelos lutadores para lhes dar força e peso, por um preço bastante acessível. Além disso, o público leva seus bentos (弁当), espécie de &amp;ldquo;merendeiras&amp;rdquo; onde uma variedade de alimentos é distribuída em compartimentos específicos. Os espectadores sentados nos lugares mais caros, do primeiro piso, tem direito a receber gratuitamente diversos bentos durante o dia. O público dos lugares ordinários pode levar seu próprio lanche, ou comprar os bentos no próprio ginásio. O interessante destes bentos vendidos no local é que eles são &amp;ldquo;assinados&amp;rdquo; pelos lutadores mais famosos, tendo comidas que eles gostam, ou típicas de seus países. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Alias, essa é uma surpresa pra muitos. Não existem rikishis somente japoneses. O campeão atual, inclusive, é da Mongólia, onde o esporte é muito popular. Existem também coreanos, búlgaros, russos, até brasileiros, gente de vários países nas diversas categorias.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas vamos falar das lutas. O sumô, como talvez esporte mais tipicamente japonês, não podia ser diferente de outras atividades culturais do país e é, portanto, cheio de rituais. A cada início das partidas de uma categoria, uma cerimônia é feita para a entrada dos lutadores na arena. Os juízes, também, apresentam os lutadores de forma bastante característica em uma voz forçadamente aguda, além de se vestirem com roupas estranhas que lembram a de antigos monges xintoístas, de onde grande parte das tradições do sumô se originam.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYnSLAohzI/AAAAAAAABYk/yz_V03X0uJs/s1600-h/Library+-+5844.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYnSLAohzI/AAAAAAAABYk/yz_V03X0uJs/s320/Library+-+5844.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023245627524941618" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Uma destas tradições é o arremesso ao ar de um punhado de sal pelos lutadores na entrada no dohyo (土俵), o &amp;ldquo;ringue&amp;rdquo; do sumô. Este gesto tem o intuito de purificar o local e também tem origem xintoísta. O dohyo, como costumam brincar, deve ser bastante resistente e é feito de argila e areia, sendo reconstruído a cada campeonato. O arremesso de sal é marca tradicional de alguns lutadores, que o fazem de forma exagerada para o delírio das crianças (e muitos adultos) presentes.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Estando os dois lutadores apresentados e prontos para a luta, começa uma espécie de &amp;ldquo;guerra fria&amp;rdquo; onde eles ficam se encarando e realizando diversos &amp;ldquo;falsos começos&amp;rdquo;, como dois animais esperando para dar o bote. Essa fase, antigamente, podia tomar muito tempo por não haver limite, mas atualmente deve se estender por no máximo 4 minutos. Nesse tempo, diz-se que os lutadores estão tentando alcançar o clímax da concentração para a luta, que, sendo alcançado, finalmente começa.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYnfrAoh0I/AAAAAAAABYs/E0fOlIPuoTE/s1600-h/Library+-+5851.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYnfrAoh0I/AAAAAAAABYs/E0fOlIPuoTE/s320/Library+-+5851.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5023245859453175618" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Vou ser sincero e dizer que exceto pelas lutas das mais altas categorias, o sumô é meio chato, pois são muito rápidas e logo terminam. Um lutador facilmente empurra seu oponente pra fora, ou o desequilibra e o faz encostar qualquer parte do corpo diferente das solas dos pés no chão, o que implica em uma derrota. Mas é bem diferente nas categorias de topo! Os lutadores ficam num confronto de força e técnica por alguns minutos e é bonito de ver. Como de geral são as coisas no Japão, no sumô também, apesar de um esporte de luta, é tudo muito civilizado! E mesmo não conhecendo nenhum dos dois que está ali no dohyo, dá vontade de torcer. Dá vontade de ver a técnica do menor lutador vencendo o peso do mais forte, ou que eles fiquem num empurra-empurra eterno até que um canse ou faça um movimento errado e seja derrotado. E o público japonês, também, &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=3394452520644020961"&gt;torce, se manifesta, xinga&lt;/a&gt; (clique para o vídeo), completamente o oposto do visto nos &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2006/12/e-eu-estava-l.html"&gt;jogos de futebol&lt;/a&gt;! Sim, existe emoção no coração japonês, e ela se manifesta através do sumô.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-2101541159665142924?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/2101541159665142924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=2101541159665142924&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2101541159665142924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2101541159665142924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/01/golpe-mtuo.html' title='Golpe mútuo'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RbYmLbAohwI/AAAAAAAABYM/Icgv3Y4fDwc/s72-c/Library+-+5823.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-1043265085580119391</id><published>2007-01-06T00:20:00.000+09:00</published><updated>2007-01-06T00:26:23.249+09:00</updated><title type='text'>Visita esperada</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Em dezembro passado não foi só o Fernandão e companhia que andaram por aqui. Chegaram a Tokyo também meu pai e minha irmã, que vieram para me visitar. Fiquei muito feliz com a visita, e satisfeito de ver que meu pai venceu o desconforto com aviões que tinha desde 1997, quando se sentiu muito mal em uma viagem de longa duração. Atravessar o mundo dentro de aviões foi uma forma corajosa e extrema de solucionar o problema!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Aproveitando os pacotes que sairam de Porto Alegre para o jogo do Inter, os dois vieram passar uma semana aqui em Tokyo, fazendo escalas na África do Sul, Malásia e Cingapura. O bom desse itinerário longo é que ao chegarem aqui já estavam adaptados com o fuso-horário, e portanto podemos aproveitar a visita desde o primeiro dia. Como o aeroporto de Narita é bastante longe da cidade, e o pacote deles incluía o translado, os esperei no hotel. Foi fácil identificar o grupo, já que quase todos estavam &amp;ldquo;fardados&amp;rdquo; com roupas do colorado. Logo os avistei, mas eles não me viram. Passei por eles e esbarrei na minha irmã, de propósito, e brinquei &amp;ldquo;Ó, vocês por aqui!&amp;rdquo;. Nos abraçamos, minha irmã chorava, hehehe. Subimos para largar as malas no hotel e fomos jantar perto dali em um restaurante muito agradável com uma vista bonita. Infelizmente não conseguimos lugar na janela. Mesmo assim, foi um bom reencontro.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5tUciSAzI/AAAAAAAABQs/pj8oLl_DzSs/s1600-h/P1010224.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5tUciSAzI/AAAAAAAABQs/pj8oLl_DzSs/s320/P1010224.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016567232962102066" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Não lembro mais ao certo o que fizemos todos os dias. Tentei ficar com eles a maior parte do tempo e só não pude fazê-lo por dois turnos: um em que tive aulas e outro em que tive que terminar uns relatórios de uma disciplina. Só sei que, de forma geral, não me preocupei tanto em mostrar as atrações &amp;ldquo;turísticas&amp;rdquo; de Tokyo mas sim um panorama geral da cidade. Caminhamos muito, pelas diversas vizinhanças da cidade. Pra quem não sabe, Tokyo originalmente eram 23 cidades que foram se aproximando. Por isso, cada vizinhança é bastante diferente. Visitamos as principais: Ueno (上野), Ginza (銀座), Shibuya (渋谷), Shinjuku (新宿), Ikebukuro (池袋), além das cercanias do Palácio Imperial,　parques etc. Fomos nos restaurantes que gosto de ir, caminhamos nas ruas que gosto de passear. 
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5tfciSA0I/AAAAAAAABQ0/wZYOWCVz6io/s1600-h/P1010220.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5tfciSA0I/AAAAAAAABQ0/wZYOWCVz6io/s320/P1010220.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016567421940663106" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Para que eles não tivessem uma visão parcial do Japão (aqui se diz que quem mora em Tokyo não mora no Japão), fomos também a Kamakura (鎌倉), uma das antigas capitais do país que preserva bastante dos templos e arquitetura da época.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5twciSA1I/AAAAAAAABQ8/k6biUC122N0/s1600-h/P1010271.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5twciSA1I/AAAAAAAABQ8/k6biUC122N0/s320/P1010271.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016567713998439250" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Os dois parecem ter ficados bastante impressionados com o país e com sua gente, e acho que entenderam porque eu topei vir pra cá. :) E, sinto, ainda os verei de volta por aqui.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5t5ciSA2I/AAAAAAAABRE/rI8ms6A8Axk/s1600-h/P1010252.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5t5ciSA2I/AAAAAAAABRE/rI8ms6A8Axk/s320/P1010252.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5016567868617261922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-1043265085580119391?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/1043265085580119391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=1043265085580119391&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1043265085580119391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1043265085580119391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2007/01/visita-esperada.html' title='Visita esperada'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZ5tUciSAzI/AAAAAAAABQs/pj8oLl_DzSs/s72-c/P1010224.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-7493557143560207807</id><published>2006-12-30T01:12:00.000+09:00</published><updated>2006-12-30T01:17:46.527+09:00</updated><title type='text'>Checkpoint</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Viajo amanhã, para o interior do Japão. Volto só pelo dia 2 ou 3. Esse é, portanto, o último post do ano. Todos os planos e objetivos de 2006 foram alcançados, além de algumas agradáveis surpresas. A fase de adaptação no Japão já se acabou. Espero, para 2007:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;b&gt;Aprender a falar japonês.&lt;/b&gt; Já entendo bastante coisa, já me viro no dia-a-dia, mas ainda tenho dificuldade de me expressar, de ter uma conversação, mesmo que básica, com as pessoas. Para alcançar esse objetivo pretendo aumentar meu vocabulário e redecorar padrões de expressões que já aprendi mas esqueci pela falta de prática.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;&lt;b&gt;Fazer mais amigos japoneses.&lt;/b&gt; Isso depende bastante do item anterior. Sei que não vou entender tudo daqui, mas vou entender muito mais se tiver contato com pessoas da terra que possam (tentar) me explicar as coisas do Japão e como o povo japonês pensa. Para isso, vou tentar aproveitar melhor as oportunidades que tenho de ter contato com as pessoas daqui.&lt;/li&gt;

&lt;li&gt;&lt;b&gt;Definir melhor o tema da minha tese.&lt;/b&gt; O plano original não era maduro o suficiente, além de chato, então estou procurando um novo assunto. Tenho uma idéia, parece legal. Vi que já fizeram algo parecido, mas não aprofundaram o tanto quanto eu gostaria. Só preciso agora convencer meu orientador que a idéia é boa e achar aliados que estejam interessados em trabalhar comigo.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quando voltar escrevo sobre os assuntos atrasados: visita do meu pai e irmã, Natal e, até lá, Ano Novo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Abraços e obrigado pela companhia. Por que não aproveitar para deixar um recado de fim de ano nos comentários? Pode ser qualquer coisa... uma apresentação, crítica, sugestão, um pedido ou um singelo &amp;ldquo;oi&amp;rdquo;. Todos serão muito bem recebidos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Yoi otoshiwo (良いお年を), e até 2007!
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-7493557143560207807?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/7493557143560207807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=7493557143560207807&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7493557143560207807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/7493557143560207807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/12/checkpoint.html' title='&lt;em&gt;Checkpoint&lt;/em&gt;'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-1795770543493881850</id><published>2006-12-27T18:34:00.000+09:00</published><updated>2006-12-27T18:55:12.752+09:00</updated><title type='text'>E eu estava lá</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Eu prometi escrever sobre o jogo, e melhor fazer isso logo já que tem muita coisa acontecendo aqui no fim de ano, que vai acumulando pra escrever.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O primeiro sinal de que aquele domingo seria atípico foi, ao passar pela Yodobashi Camera, uma loja de eletrônicos, pela manhã, ver um homem saindo com um PlayStation 3 recém comprado, o novo videogame da Sony. Por que estranho? Porque, lançado à poucos meses, esse aparelho é praticamente impossível de se comprar, já que a Sony está com sérios problemas de produção e o fornecimento é extremamente limitado. A gente aqui diz que o PlayStation 3 é que nem Papai Noel e coelhinho da Páscoa: se fala que existe mas na prática ninguém vê. Pois bem, ele existe sim, e de vez em quando até tem pra vender, mas esse não é o assunto desse post.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O assunto de hoje é o jogo. Chegou o tão esperado dia, sonho de muitos colorados que esperavam há anos por essa chance. O colorado não estava em Tokyo - muita coisa mudou desde que o grêmio foi campeão da Copa Toyota - mas em Yokohama (横浜), cidade moderna, com um excelente estádio que foi sede da final da copa de 2002.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Nas ruas de Tokyo se viam muitos colorados. Em qualquer ponto turístico, sempre se encontravam dois ou três com o fardamento do Inter: camisetas, jaquetas, ou apenas cobertos com bandeiras do Inter e do Brasil. Dizem que os torcedores do Barcelona são bastante fanáticos, mas a verdade é que não se via um espanhol pela rua, ou se os via, estes estavam &amp;ldquo;à paisana&amp;rdquo;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Na verdade vimos apenas um grupo, à tarde, na famosa Chinatown de Yokohama. Um grupo de senhores conversava em espanhol e o Marco, amigo meu, não perdeu a chance de dar uma provocada. Disse que a alegria terminaria à noite, ou algo assim. Os espanhois gritaram &amp;ldquo;Barça, barça!&amp;rdquo; mas logo fomos embora, pois queríamos ir pro estádio.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Chegando na estação do estádio, o clima já era de superprodução. Vários guias indicavam o caminho, separando as pessoas pela entrada associada ao ingresso. Alguns falavam espanhol, português, até italiano, identificados em sua roupa. Mas não foi necessário, as próprias placas eram suficientes. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O estádio internacional de Yokohama (横浜国際総合競技場) fica a uns 15 minutos a pé da estação. Eu já conhecia o estádio, pelo menos por fora, mas não sabia! É que lá pela metade do ano eu fui a Yokohama prestar o TOEFL, e era muito próximo do estádio da Nissan, que eu havia visto. Eu duvidei que a final de um evento patrocinado pela Toyota seria no estádio da Nissan - as duas empresas são concorrentes -, mas de fato, o nome oficial do estádio é &amp;ldquo;Nissan Stadium&amp;rdquo;, sendo o nome &amp;ldquo;Yokohama International Stadium&amp;rdquo; o antigo, ainda usado em eventos da FIFA onde não é permitido usar a marca dos patrocinadores para nomear os estádios.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No caminho até o estádio, muitos estrangeiros vendendo camisetas, mantas, faixas do Barcelona. Alguns vendiam camisetas de outros times, da seleção brasileira, mas não havia quase nada do colorado. Um ou outro vendia a camisa oficial, muito cara, e obviamente ninguém comprava. Estes estrangeiros mal e mal falavam japonês, eram na maioria europeus, turcos, etc.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não só pela quase exclusividade de venda de artigos do Barcelona, era claro que os japoneses estavam lá pra ver o Barcelona do Ronaldinho. Muitas pessoas usando ítens do Barcelona, e apenas um ou outro japonês com alguma coisa do Inter.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pra entender é preciso falar da popularidade do Ronaldinho aqui. Tirando os jogadores de Beisebol japoneses, o Ronaldinho é sem dúvida a maior celebridade dos esportes aqui. Ele estrela diversas campanhas, a mais famosa é de um cartão de crédito onde aparece de terno falando de seu passado e como chegou aonde chegou, tudo em português com legenda em japonês. Tem cartazes dessa propaganda em todo lugar, até no meu supermercado, e a propaganda em si, até há algumas semanas atrás, era mostrada nos telões gigantes de Shibuya (渋谷), zona mais badalada de Tokyo onde fica aquele cruzamento que aparece no filme &amp;ldquo;Encontros e Desencontros&amp;rdquo;, um dos mais movimentado do Japão, senão do mundo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Esse excesso de mídia faz as pessoas começarem a ver as celebridades como vindo de um outro planeta, de outro nível, diferente dos &amp;ldquo;reles mortais&amp;rdquo;. Assim, os japoneses foram ver o espetáculo do Ronaldinho, era claro pra eles que o Barcelona ganharia, e que Ronaldinho iria brincar no campo, dando um show pessoal.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Eu admito que até a gente acaba acreditando nessas bobagens. Vendo aquele estádio cheio de japoneses com bandeiras, camisas do Barcelona, dava até pra pensar que isso seria o que aconteceria, principalmente se os jogadores do Inter também, pelo menos de leve, acreditassem em tamanha bobagem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas aí é preciso levar duas coisas em consideração. Primeiro, esse &amp;ldquo;Ronaldinho&amp;rdquo;, fenômeno, no fundo ainda era o piá que jogava nos  campinhos de Porto Alegre, os mesmo que muitos jogadores do Inter já haviam jogado. E, mais importante, a torcida do Inter, se menos numerosa, era a torcida real, com paixão, e seus coros e gritos tomavam conta do estádio. Não havia comparação com o silêncio dos japoneses. Além disso, diferente do primeiro estádio onde o Inter havia jogado, em Tokyo, esse sim tinha cara de palco pro grande espetáculo que a torcida e os times fariam acontecer.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pra ser sincero, havia uma torcida de espanhóis do Barcelona, mas pra minha surpresa, ela era menor que a do Inter. Tendo ouvido sobre como a torcida do Barcelona era fanática, e considerando que eles ganham em Euro, achava que o estádio estaria cheio de espanhóis, os únicos que poderiam rivalizar com a torcida do Inter, já que os japoneses uniformizados estavam ali apenas como figurantes. Mas, não, a torcida do Barça era de apenas uns 2/3 da torcida do Inter, que por estar espalhada pelo estádio - exigência da organização, dizem, que temia confusões - parecia ainda maior. Todos aqueles gritos ouvidos no Beira Rio tomavam conta do estádio de Yokohama: &amp;ldquo;Ronaldinho, amarelão, melhor do mundo é o Fernandão&amp;rdquo;, &amp;ldquo;Fernando... Carvalho...&amp;rdquo; e outros não tão inocentes que é melhor não escrever aqui. :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E aí teve showzinho, apresentação. O Marco disse: "O Inter tinha que calar a boca de todo mundo hoje...", e o jogo começou. Ia ficando cada vez mais claro que o Barcelona era um time humano como o Inter, que aliás, era um belo time. Nunca entendi nada de futebol, e não foi no jogo que comecei a entender, mas dava pra ver que, se o ataque do Inter não se acertava muito bem, a defesa estava marcando bem o Ronaldinho, e conseqüentemente o &amp;ldquo;time das estrelas&amp;rdquo; que dependia dele ficava cada vez mais anulado. Claro, a marcação forte em cima dele deixava o outro lado um pouco mais aberto, por onde vários ataques eram feitos, o que nos deixava numa tensão danada, mas as defesas do Clemer foram decisivas nesses momentos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O jogo foi indo, sempre no mesmo esquema. Terminou o primeiro tempo, e a gente ficou imaginando como seria o clima em cada vestiário. No do Barcelona, eles deveriam estar sem entender o que acontecia, no do Inter, a confiança e fé deveriam estar só crescendo. E o segundo tempo começou.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Poucas mudanças, mas ficávamos mais tranqüilos. Os ataques do Barcelona não eram mais tão fortes, até que, no final do jogo, o &amp;ldquo;inacreditável&amp;rdquo; aconteceu. O Inter marcou, e o silêncio dos japoneses que não entendiam o que acontecia contrastava com a festa da torcida colorada que tomava conta do estádio. No Japão, as coisas acontecem como o esperado. Japonês não gosta de inesperado. E eles estavam lá pra ver o Barcelona ganhar, como deveria acontecer - na cabeça deles. O gol do Inter não deveria fazer sentido.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O jogo finalmente acabou, mas antes passando os descontos mais longos da história, pelo menos na nossa percepção. E o &amp;ldquo;impossível&amp;rdquo; aconteceu. O Inter havia derrotado os &amp;ldquo;inderrotáveis&amp;rdquo;, os &amp;ldquo;melhores do mundo&amp;rdquo; e se tornava campeão do mundo. E eu, que nem gosto muito de futebol, estava lá, pra comemorar com toda aquela torcida fanática que atravessou o mundo, gastou uma nota, pra ver um sonho se realizar. Admito: claro que queria que aquilo acontecesse, não era meu sonho, mas estava feliz por ver o sonho de tanta gente se realizando. Era o inesperado, o triunfo dos desvalorizados, e, acima de tudo, o momento de glória, do desporto nacional. :) 
&lt;/p&gt; 
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZI-j38tQdI/AAAAAAAABDM/91oCTxFUKwI/s1600-h/P1010287.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZI-j38tQdI/AAAAAAAABDM/91oCTxFUKwI/s320/P1010287.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5013138121251701202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;blockquote style="border-left: none"&gt;&lt;small&gt;No dia anterior, em Kamakura (鎌倉), a pequena estátua de Buda indicava o que estava por vir no dia seguinte. ;)&lt;/small&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-1795770543493881850?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/1795770543493881850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=1795770543493881850&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1795770543493881850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1795770543493881850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/12/e-eu-estava-l.html' title='E eu estava lá'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RZI-j38tQdI/AAAAAAAABDM/91oCTxFUKwI/s72-c/P1010287.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-2015493765304791051</id><published>2006-12-18T11:21:00.000+09:00</published><updated>2006-12-18T11:34:38.776+09:00</updated><title type='text'>...registrar!</title><content type='html'>&lt;p&gt;...e os vídeos!&lt;/p&gt;

&lt;embed style="width:400px; height:326px; text-align:center" id="VideoPlayback" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=-8872238131771764213&amp;hl=en" flashvars=""&gt; &lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-2015493765304791051?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/2015493765304791051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=2015493765304791051&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2015493765304791051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2015493765304791051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/12/registrar.html' title='...registrar!'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-896789922074374125</id><published>2006-12-18T01:39:00.000+09:00</published><updated>2006-12-18T01:46:58.649+09:00</updated><title type='text'>Para a história...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Em seguida escrevo como foi! Por enquanto vão ficando com as fotos...&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzEn8tJMI/AAAAAAAAAF8/vQNNqtgN2T4/s1600-h/P1010336.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzEn8tJMI/AAAAAAAAAF8/vQNNqtgN2T4/s400/P1010336.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009536683799815362" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYV0RH8tJVI/AAAAAAAAAHE/OUQZLN2Eot0/s1600-h/P1010349.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYV0RH8tJVI/AAAAAAAAAHE/OUQZLN2Eot0/s400/P1010349.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537998059808082" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYV0MH8tJUI/AAAAAAAAAG8/EEZPRs8c6Iw/s1600-h/P1010355.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYV0MH8tJUI/AAAAAAAAAG8/EEZPRs8c6Iw/s400/P1010355.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537912160462146" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYV0EX8tJTI/AAAAAAAAAG0/qIt4jRvs8co/s1600-h/P1010364.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYV0EX8tJTI/AAAAAAAAAG0/qIt4jRvs8co/s400/P1010364.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537779016475954" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVz_n8tJSI/AAAAAAAAAGs/EUa_A-M6Ta4/s1600-h/P1010368.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVz_n8tJSI/AAAAAAAAAGs/EUa_A-M6Ta4/s400/P1010368.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537697412097314" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzsX8tJRI/AAAAAAAAAGk/9ZMMdTZJhFU/s1600-h/P1010378.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzsX8tJRI/AAAAAAAAAGk/9ZMMdTZJhFU/s400/P1010378.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537366699615506" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzlX8tJQI/AAAAAAAAAGc/8NZRZICyrK8/s1600-h/P1010381.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzlX8tJQI/AAAAAAAAAGc/8NZRZICyrK8/s400/P1010381.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537246440531202" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzdX8tJPI/AAAAAAAAAGU/ICf_CLdg-Rw/s1600-h/P1010403.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzdX8tJPI/AAAAAAAAAGU/ICf_CLdg-Rw/s400/P1010403.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537109001577714" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzXH8tJOI/AAAAAAAAAGM/nyOI_zf9B_E/s1600-h/P1010410.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzXH8tJOI/AAAAAAAAAGM/nyOI_zf9B_E/s400/P1010410.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009537001627395298" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzN38tJNI/AAAAAAAAAGE/LbOad9CkWAk/s1600-h/P1010423.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzN38tJNI/AAAAAAAAAGE/LbOad9CkWAk/s400/P1010423.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5009536842713605330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-896789922074374125?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/896789922074374125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=896789922074374125&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/896789922074374125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/896789922074374125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/12/para-histria.html' title='Para a história...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYVzEn8tJMI/AAAAAAAAAF8/vQNNqtgN2T4/s72-c/P1010336.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-6503793885303554677</id><published>2006-12-15T01:19:00.000+09:00</published><updated>2006-12-15T01:39:32.051+09:00</updated><title type='text'>Com o cosmo em seus dedos</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Ontem à noite foi o jogo do Inter. Eu estava lá. Acho que muitos devem esperar que eu escreva hoje sobre como foi o jogo, ou sobre como foi estar assistindo ao vivo, mas pra decepção da torcida colorada, não é sobre isso que vou escrever. O que eu tenho pra contar é sobre algo que assisti ontem à tarde, em uma das séries de seminários que estou matriculado. Foi algo inesperado e bastante interessante. E espero que os colorados, depois de lerem, concordem comigo que valeu a pena deixar o jogo para depois.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Uma das coisas legais do departamento onde faço doutorado é que ele é multidisciplinar. O departamento, chamado &amp;ldquo;Advanced Interdisciplinary Studies&amp;rdquo;, apesar de ser ligado à escola de engenharia, também possui estudantes das áreas de biologia, sociologia, direito etc. Este semestre, além de uma série de seminários sobre dispositivos físicos do estado-da-arte, resolvi me matricular também nos seminários sobre &amp;ldquo;sistemas sociais&amp;rdquo;. Fiquei meio em dúvida sobre isso, pois eles fogem (bastante) da minha área de pesquisa (computação - tolerância a falhas), mas, apesar de serem todos em japonês e eu entender cerca de 5% do que está sendo apresentado, são sempre muito interessantes, coisas realmente novas para mim. Só lamento que meu nível de japonês não me permite levar comigo muito mais do que ali é passado.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Chegando na aula ontem, um professor estava preparando o projetor para sua apresentação, e sentado junto a audiência estava um outro japonês, engravatado, acompanhado de duas moças. Os três estavam de costas para os alunos, e o homem falava com o professor, usando uma voz estranha, alta para os padrões japoneses e com uma flutuação forte na entonação. Achei estranho, mas já me acostumei a achar tantas coisas aqui estranhas que não dei muita bola.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quando o professor termina a preparação do equipamento, o japonês da voz estranha e uma das moças se levantam, se viram para os alunos e ele começa a falar. Então reparo que ele é cego, e as moças são suas assistentes. Ele pergunta para ela quantas pessoas estão presentes. Ela da uma olhada geral e diz para ele um número aproximado. Não entendo muito bem o que está acontecendo, como sempre, tudo acontece em japonês. Mas reparo que ela segura ambas as mãos dele, e enquanto fala, bate com os seus dedos nos dedos do homem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Por que ela faz aquilo? Parece que, além de ser auxiliar dele, a moça tem algum tique nervoso. Ou ainda, que ele tem mais alguma deficiência, que exige que ela o toque para lhe passar algum &lt;em&gt;feedback&lt;/em&gt;. Continuo assistindo, sem entender plenamente o que está acontecendo, enquanto os alunos distribuem um texto do palestrante. Pego a minha cópia, começo a examinar, verifico estar quase tudo em japonês, exceto o final, que apresenta um poema em inglês. O poema se chama &amp;ldquo;Cosmos on my Fingertips&amp;rdquo; (O Cosmo em meus Dedos) e diz:
&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;
When light and sound vanished from my life,&lt;br/&gt;
There ceased to be words,&lt;br/&gt;
And the world was no more.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Alone in the dark and silence,&lt;br/&gt;
I sat motionless, wordless.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
But when your fingers touched my fingertips,&lt;br/&gt;
Words emerged into being,&lt;br/&gt;
Throwing light and invoking melodies lost.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
When I communicated with you through my fingertips,&lt;br/&gt;
There arose a new cosmos,&lt;br/&gt;
And I discovered the world again.&lt;br/&gt;
&lt;br/&gt;
Communication is my life.&lt;br/&gt;
My life is and will always be with words --&lt;br/&gt;
Words spun out from the cosmos on my fingertips.&lt;br/&gt;
&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
Ao terminar de ler esse poema, senti um arrepio, uma sensação estranha, enquanto finalmente entendia aquela pessoa que estava ali. Ele era um surdo-cego, e a moça &amp;ldquo;digitava&amp;rdquo; em seus dedos o que estava escutando.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYF50ECN1qI/AAAAAAAAAFk/5LTJbuwCruM/s1600-h/fukushima.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYF50ECN1qI/AAAAAAAAAFk/5LTJbuwCruM/s400/fukushima.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5008418195955898018" /&gt;&lt;/a&gt;Depois recebi outra cópia do texto, esta em inglês. Aí tive mais detalhes. O nome do homem era &lt;a href="http://www.time.com/time/asia/2003/heroes/satoshi_fukushima.html"&gt;Satoshi Fukushima&lt;/a&gt; (福島智), e ele é professor da Universidade de Tokyo. O texto distribuído era uma cópia de seu &lt;a href="http://www.ud2006.net/en/schedule/speaker/fukushima.html"&gt;discurso de abertura&lt;/a&gt; da &lt;a href="http://www.ud2006.net/"&gt;2&lt;sup&gt;a&lt;/sup&gt; Conferência Internacional para o &lt;em&gt;Design&lt;/em&gt; Universal&lt;/a&gt;, que aconteceu este ano em Kyoto. O Prof. Fukushima nasceu com audição e visão normais, tendo portanto aprendido a se comunicar, mas aos 9 anos de idade perdeu a visão. Aos 18, para seu desespero, perdeu sua audição, tornando-se um surdo-cego. Segundo sua apresentação, o número de pessoas na mesma situação é de 1 para 5 mil a 1 para 10 mil, sendo portanto muito mais comum do que se pode imaginar (supondo o número menor, no Brasil devem existir cerca de 20 mil pessoas nessa situação!). A grande virada em sua vida foi o invenção, junto com sua mãe, da técnica chamada &lt;em&gt;&lt;a href="http://fingerbraille.com/"&gt;finger Braille&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; que é esta digitação das palavras em seus dedos e o reconhecimento através do tato. Com ela, ele pode continuar seus estudos, sendo o primeiro surdo-cego a entrar em uma universidade, se formar, e finalmente se tornar professor da universidade mais conceituada do Japão.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Passada a apresentação inicial, a palavra voltou ao Professor que inicialmente preparava o projetor, que apresentou sobre técnicas de auxílio aos deficientes. A palestra foi uma das mais interessantes dessa série de seminários e, apesar da língua, em uma das quais mais entendi sobre o que se estava falando. Foram mostradas técnicas de reconhecimento de sons por surdos, o funcionamento de uma laringe artificial, a percepção do ambiente por cegos, robôs de auxílios aos deficientes, além de diversas outros &amp;ldquo;milagres&amp;rdquo; tecnológicos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E, paradoxalmente, enquanto eu estava ali com meus 5 sentidos intactos, entendendo cerca de 10% do que estava sendo apresentado, o Prof. Fukushima, com suas duas assistentes que se revezavam a cada 20 minutos em seus dedos, provavelmente estava absorvendo mais de 95% do conteúdo da apresentação. Com esse pensamento na cabeça, saí da aula para o jogo do Inter, que fica para um outro post...
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-6503793885303554677?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/6503793885303554677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=6503793885303554677&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6503793885303554677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6503793885303554677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/12/com-o-cosmo-em-seus-dedos.html' title='Com o cosmo em seus dedos'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RYF50ECN1qI/AAAAAAAAAFk/5LTJbuwCruM/s72-c/fukushima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-6254111739860232986</id><published>2006-12-08T23:19:00.000+09:00</published><updated>2006-12-09T01:26:52.269+09:00</updated><title type='text'>Bonito, tudo colorido</title><content type='html'>&lt;p&gt;Sabe aquelas atividades que a gente tem vontade de fazer, que a princípio não tem empecilho ou dificuldade maior, mas pelas circunstâncias a gente acaba adiando? E um dia, na situação mais inusitada, as coisas se arranjam, os &amp;ldquo;astros se alinham&amp;rdquo;, e a oportunidade cai de novo na frente da gente? Pois é, pra mim assistir um festival de balonismo foi mais ou menos assim.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Em Torres, a cerca de 200 km de Porto Alegre, todo ano tem um &lt;a href="http://www.festivaldebalonismo.com.br/"&gt;festival internacional de balonismo&lt;/a&gt;, bastante famoso e reconhecido, mas apesar da vontade, sempre acabava não assistindo. Estando aqui no Japão, claro, tento nunca deixar escapar as oportunidades, portanto, assim que fiquei sabendo que o &lt;a href="http://www.balloon2006worlds.com/index-e1.html"&gt;campeonato mundial de balonismo&lt;/a&gt; seria aqui perto de Tokyo, em Tochigi (栃木), dei um jeito de me mandar pra lá.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O acaso foi a forma curiosa com que fiquei sabendo do evento. Uma vizinha estava de aniversário, e convidou um grupo de amigos para almoçar. Quando estávamos comentando sobre quem iria no almoço, ela comentou que uma outra brasileira, a Eliza, não iria, pois estaria trabalhando neste festival de balonismo. A Eliza é minha colega de japonês. Já havia conversado bastante com ela, mas nunca imaginara ela como observadora oficial de um campeonato de balonismo, ainda mais &lt;b&gt;o&lt;/b&gt; campeonato mundial! São as pessoas e as surpresas que elas nos guardam... Conversamos, então, com a Eliza, pedimos mais detalhes sobre o festival, onde estava sendo, como chegar lá, qual o melhor dia para ir, esse tipo de coisa, e no fim de semana seguinte (o último do festival) nos mandamos para Tochigi, para ver uma das últimas provas e uma apresentação noturna dos balões.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Saímos de Tokyo e fomos para Tochigi, estação de Utsunomiya. Fomos com o Rafael, namorado da Eliza, que ficava conversando com ela pelo celular para nos dizer onde deveríamos ir. Para minha primeira surpresa, mas que pensando bem é algo óbvio, um festival de balonismo não acontece em um lugar específico: ele acontece em uma região. Isso significa que não existe um lugar para onde se ir para assistir o vôo dos balões. As provas consistem em um &lt;em&gt;briefing&lt;/em&gt; onde os pilotos são informados onde é o alvo, e dentro de algum intervalo de tempo devem voar para ou sobrevoar este local, dependendo do tipo de prova. Como os pilotos não podem saber &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt; onde o alvo fica, é complicado para nós, também, nos dirigirmos a ele e esperar os balões.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Felizmente tinhamos o Rafael e a Eliza. Assim que o &lt;em&gt;briefing&lt;/em&gt; informou o local do alvo, a Eliza avisou o Rafael e para lá tentamos ir. Primeiro problema: tinhamos apenas uma coordenada. Isso não chega a ser um problema grande aqui, pois muitos taxis tem GPS. Mas estávamos longe de Tokyo, e não havia um único taxi com GPS na redondeza. Mais conversas com a Eliza. O Rafael consegue referências sobre o local do alvo: ao norte do local tal, sul da cidade tal, perto do rio tal, próximo das linhas de alta tensão, e assim entramos em um taxi para procurar o bendito lugar. Sorte que o Rafael fala bem japonês, e ía conversando com o motorista. Andamos, andamos, e nada do lugar aparecer. Nada de vermos um único balão. Ruas longas, praticamente estradas, no meio de campos de arroz. Após certo tempo de viagem, com a conta do taxi já chegando a 50 dólares, pedimos para o motorista parar, acertamos a conta, e dissemos que procuraríamos por ali. Ele, talvez com um pouco de pena, talvez também curioso em ver os balões, continuou andando com a gente por mais alguns quilômetros &amp;ldquo;&lt;em&gt;pro bono&lt;/em&gt;&amp;rdquo;, dando voltas, até que finalmente avistamos o primeiro balão, e em seguida, diversos carros estacionados ao redor de &lt;a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;hl=en&amp;q=36.494603,140.026492&amp;ie=UTF8&amp;z=16&amp;ll=36.494596,140.026503&amp;spn=0.009246,0.023861&amp;t=k&amp;om=1&amp;iwloc=addr"&gt;um campo de arroz&lt;/a&gt; onde claramente deveria ser o alvo.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl1XX9IsmI/AAAAAAAAAAM/3DoQ4Q5ypN0/s1600-h/P1010033.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl1XX9IsmI/AAAAAAAAAAM/3DoQ4Q5ypN0/s320/P1010033.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5006161505226895970" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
E aí foi bonito. Foi um balão, depois outro, logo o céu estava repleto de balões, que a distância não davam noção do seu real tamanho. Alguns, talvez por imperícia, estavam completamente distantes do alvo, passando a mais de um quilômetro do mesmo. Mas outros foram precisos, passando a alguns metros de onde estávamos. A visão valeu o custo da taxi, a espera, tudo. Tiramos muitas fotos e comentamos que pela primeira vez tirávamos fotos como aquelas de propagandas de camera ou filme fotográfico. Mas os balões foram passando, e, após o último, os carros ali estacionados começaram a ir embora. 
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl1oX9IsnI/AAAAAAAAAAU/TGC7tqSej64/s1600-h/P1010066.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl1oX9IsnI/AAAAAAAAAAU/TGC7tqSej64/s320/P1010066.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5006161797284672114" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Deveríamos então ir para o próximo evento, o chamado &amp;ldquo;Night Glow&amp;rdquo;, exibição noturna onde balões acendem seus maçaricos sincronizadamente, ou seguindo uma música. Esse evento seria no &lt;a href="http://twinring.jp/english/"&gt;Twin Ring Motegi&lt;/a&gt;, autódromo que a Honda construiu para trazer a fórmula Indy ao Japão, e que ficava a uns bons 40 minutos de carro dali. Mas não tinhamos carona, e nem taxi passava por aquele local remoto. Já não havia quase mais ninguém para nos oferecer carona, já escurecia (aqui está escurecendo pelas 17:00), e estava bastante frio, cerca de 5 graus. E nós lá, &amp;ldquo;plantados&amp;rdquo;, no campo de arroz. Pedimos carona para o pessoal da organização do evento, que nos disseram que iriam para o Twin Ring, mas ainda deveriam terminar umas medições no local, e portanto levariam ainda mais uma hora, pelo menos, e que se não conseguíssemos outra carona, eles nos ofereceriam. O tempo foi passando. Estávamos preocupados. Achamos que eles haviam se esquecido de nós. Fomos nos aproximando deles de novo, até que finalmente duas moças vieram falar com a gente. Elas estavam indo para Motegi numa das vans da organização e podiam nos levar. Felizes e tranqüilos, finalmente!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Entramos na van, e o aquecimento nos realimentou de energia. Não conversamos muito no caminho, dormimos um pouco, e chegando lá, para nossa sorte, passamos por todos os pontos de controle sem muita espera, pois estávamos com o pessoal da organização, e nos largaram do lado do local da apresentação. A carona não poderia ter sido melhor.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl1z39IsoI/AAAAAAAAAAc/zMlRpap7DN0/s1600-h/P1010079.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl1z39IsoI/AAAAAAAAAAc/zMlRpap7DN0/s320/P1010079.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5006161994853167746" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Encontramos a Eliza, e a apresentação em seguida começou. Antes, claro, ainda vimos os balões serem enchidos, incluindo o balão decorativo da Honda, com forma de &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2006/07/baixinho-japons.html"&gt;ASIMO&lt;/a&gt;. Além dos maçaricos acesos e da música, um bonito show de fogos de artifício acompanhou a apresentação, que só não foi mais legal por causa do frio que lá fazia. Mesmo assim, as &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/drebes/sets/72157594395656734/"&gt;fotos&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-8951077687010790487&amp;hl=en"&gt;vídeos&lt;/a&gt; ajudarão a guardar a lembrança.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl2A39IspI/AAAAAAAAAAk/7dz7CvayQ1Q/s1600-h/P1010115.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://bp2.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl2A39IspI/AAAAAAAAAAk/7dz7CvayQ1Q/s320/P1010115.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5006162218191467154" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Conclui que gosto mesmo de balões, e assumi um novo compromisso de vida: assistir ao &lt;a href="http://gallery.balloonfiesta.com/main.php?g2_itemId=10942"&gt;Albuquerque International Balloon Fiesta&lt;/a&gt;, no Novo México, Estados Unidos.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-6254111739860232986?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/6254111739860232986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=6254111739860232986&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6254111739860232986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6254111739860232986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/12/bonito-tudo-colorido.html' title='Bonito, tudo colorido'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_-Kw-z2DWA3I/RXl1XX9IsmI/AAAAAAAAAAM/3DoQ4Q5ypN0/s72-c/P1010033.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-1518957612320755631</id><published>2006-11-30T02:09:00.000+09:00</published><updated>2006-11-30T02:18:06.080+09:00</updated><title type='text'>Churrasco japonês</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Fim de semana passado teve aniversário de um amigo. O plano era reunir o pessoal em um restaurante de shabu-shabu (しゃぶしゃぶ). Nesses restaurantes, em frente às mesas, se colocam umas panelas com água quente, ou um caldo, onde são fervidas fatias finas de carne ou vegetais. Se coloca a comida ali pra ferver por uns minutos (como em um &lt;em&gt;fondue&lt;/em&gt; de carne) e depois se mergulha a comida em um potinho cheio de molho, para dar sabor, antes de comer. Não é ruim, mas não é uma das minhas comidas preferidas por aqui.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;
Chegamos no restaurante onde havíamos feito reserva, mas por algum motivo os funcionários reservaram prum número menor de pessoas do que havíamos pedido, o que nos fez mudar os planos. Saímos de lá para um restaurante de yakiniku (焼き肉, lit. carne tostada) ali perto, o que me deixou mais feliz, por ser uma opção que me agradava mais.
&lt;/p&gt;&lt;p&gt;
Yakiniku é o que na minha outra estada no Japão conheci como &amp;ldquo;churrasco coreâno&amp;rdquo;. Alguns ainda chamam assim, mas hoje o yakiniku japonês é bem diferente do que veio originalmente da Coréia. Até porque não se come carne de cachorro. :) 
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/58753/P1000928.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/320/560533/P1000928.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O yakiniku é parecido com o shabu-shabu: também são fatias finas de carne ou outros vegetais trazidos à mesa, mas esses são tostados em uma pequena grelha ao invés de fervidos em uma panela quente. Em alguns casos se assam também cogumelos, salsichas etc. Depois, se mergulha os pedaços assados em um molhinho com gosto entre shoyu e molho inglês, bastante saboroso, o que dá mais graça à carne.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/632361/P1000934.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/320/366833/P1000934.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O restaurante que fomos me surprendeu positivamente. Nesses restaurantes, costuma se paga por um tempo fixo (em geral duas horas), no qual se vai pedindo as carnes e os outros ingredientes. Mas dependendo do lugar, depois de um certo tempo eles começam a demorar a ir trazendo a comida. Nesse, não houve resistência alguma e comemos &lt;b&gt;muita&lt;/b&gt; carne, até não agüentar mais. Além disso, pela primeira vez vi um corte que lembrava picanha, mas o que mais gostei foram uns pedaços de carne mais encorpados, que ficavam mais suculentos que as usuais fatias finas. Talvez esses &amp;ldquo;filezinhos&amp;rdquo; não sejam do gosto do japonês, mas para nós, brasileiros, foram um sucesso. Já tivemos alguns churrascos aqui, bastante bons, mas esse yakiniku, além de mais fácil, não deixou nada a desejar.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/307729/P1000938.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/320/59644/P1000938.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-1518957612320755631?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/1518957612320755631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=1518957612320755631&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1518957612320755631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/1518957612320755631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/11/churrasco-japons.html' title='Churrasco japonês'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-6044010228670257571</id><published>2006-11-21T16:34:00.000+09:00</published><updated>2006-11-21T18:26:38.586+09:00</updated><title type='text'>Virou pastelada</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Há três anos, na minha primeira visita ao Japão, fiz algo que nunca imaginava fazer: montar uma barraquinha de pastéis num festival. Se já foi bastante estranho da &lt;a href="http://www.inf.ufrgs.br/~drebes/nippon/kyoto_07.txt"&gt;primeira vez&lt;/a&gt;, mais estranho ainda foi repetir isso nessa segunda estada, o que fizemos no outro fim de semana, aqui em Tokyo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Todo ano o dormitório onde moro realiza o &amp;ldquo;Soshigaya Art Festival&amp;rdquo;, um evento que oportuna a maior integração dos estudantes estrangeiros que aqui vivem com a comunidade local. O festival tem diversas atividades: apresentações de danças típicas, oficinas, estandes de promoção dos países, e um &amp;ldquo;restaurante internacional&amp;rdquo;, onde os estudantes podem montar barracas e vender comidas dos seus países.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Há cerca de dois meses nos perguntaram o que gostaríamos de preparar pelo Brasil, e resolvemos montar um estande de promoção do Brasil e uma barraca de venda de comidas. Além disso, o Leandro, brasileiro que também mora aqui, conhecia um grupo de capoeira, e os convidou para se apresentarem no festival. Eles toparam. Apesar de não ter nenhum brasileiro nesse grupo, seria mais uma oportunidade legal de mostrar algo do Brasil.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como já havia feito isso, sugeri de vendermos pastéis, e o pessoal gostou da idéia. Só que ninguém tinha noção de como nos prepararmos pra isso. Da outra vez, minha amiga Mayuko ficou responsável pela maior parte da preparação, comprando ingredientes, arranjando equipamento para cozinhar etc. Dessa vez estávamos por nossa conta, então precisávamos de um plano.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Primeira etapa do plano: determinar quantos pastéis gostaríamos de vender, e quais ingredientes e em que quantidades precisaríamos. Determinamos que venderíamos cerca de 200 pastéis, recheados com atum, batata, chocolate, banana, lingüiça e queijo. Os recheios podem parecer estranhos, mas são baratos aqui e agradam o público, como já tinha visto da outra vez.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ok, mas alguém que nunca tenha feito pastéis tem idéia de quanto de ingrediente se precisa pra fazer 200 pastéis desse tipo? Nós não tinhamos! Primeiro, teríamos que determinar quanto de massa deveríamos comprar. Existem &lt;a href="http://www.quitandinha.net/"&gt;sites&lt;/a&gt; aqui no Japão que vendem coisas brasileiras, incluindo massa de pastel em rolo, mas não sabíamos quantos pastéis um rolo faria. &lt;em&gt;Google to the rescue&lt;/em&gt;. Encontrei uma &lt;a href="http://72.14.235.104/search?q=cache:d_bYYbot1KEJ:www.sadia.com.br/br/receitas/receitas_35757.asp%3Fproduto_id%3D+%22rolo+de+massa+de+pastel%22+rendimento&amp;hl=en&amp;ct=clnk&amp;cd=3&amp;client=safari"&gt;única página&lt;/a&gt; com receita de pastel dizendo que um rolo de 500 g servia pra fazer 10 pastéis. Certo, precisariamos de 20 rolos, pelo menos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E os recheios? Quantas gramas de recheio vai em um pastel? A gente tem uma idéia do volume, mas não do peso. Aí lembrei que o volume de um recheio de pastel é mais ou menos o de um queijo Polenguinho. Bastava ver (mais uma vez, no Google), qual o peso de um Polenguinho, que rapidamente &lt;a href="http://www.saudevidaonline.com.br/calo14.htm"&gt;descobrimos pesar 20 g&lt;/a&gt;. Beleza, precisaríamos de cerca de 4 kg de recheio.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Fizemos (ou melhor, o Leandro fez) a encomenda das massas pela Internet. Por segurança, e por acharmos que conseguiríamos vender 200 pastéis facilmente, pedimos 25 rolos. Alguns dias depois chegou a encomenda, uma caixa grande com 12,5 kg de massa de pastel, que praticamente lotou as (pequenas) geladeiras do Leandro e do Bogdan. Em seguida, fomos ao supermercado comprar os ingredientes. Meio no olho, já que batatas e bananas aqui não são vendidas por peso mas por unidade, compramos os demais ingredientes, cerca de 1 kg de cada. Achamos, por sorte, barras de Suflair Alpino brasileiro no super, e resolvemos comprar, já que o preço era praticamente o mesmo do chocolate japonês, e ele derreteria mais facilmente, além de ser mais gostoso. :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Sábado, dia 11, um dia antes do festival, resolvemos experimentar a primeira fritada, para ver como ficaria. Abrimos um rolo de massa e vimos ser possível fazer cerca de 14 pastéis por rolo, já que os nossos tinham um tamanho mais modesto. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/130820/DSC03920.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/200/139989/DSC03920.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Poderíamos fazer cerca de 350 pastéis, ao invés dos 200 programados. Fizemos o primeiro teste, e ficou legal. Resolvemos então já fechar todos os pastéis para o dia seguinte. Terminamos todos os recheios, e resolvemos comprar mais duas latas de milho para terminar o queijo que ainda tínhamos. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/735443/DSC03922.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/200/454890/DSC03922.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;No fim, não teve desperdício algum. Ficamos na cozinha das 12:30 às 21:00! Também determinamos os preços dos pastéis. Gostaríamos de vendê-los por 250 ienes (cerca de R$4,50), mas lembramos que moedas de 50 ienes não são tão comuns e teríamos problema em dar troco, portanto resolvemos mudar os preços para &amp;ldquo;1 por 300, 2 por 500&amp;rdquo;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No dia seguinte, domingo, tínhamos das 11:30 às 15:30~16:00 para vender nossos pastéis. Arranjamos um fogareiro portátil para fritar na própria barraca, além de uma panela grande, mas o vento no dia (estamos no outono), não permitia que o azeite esquentasse. Felizmente tinhamos um plano &amp;ldquo;B&amp;rdquo;, fritar os pastéis na cozinha do dormitório. Deixamos o fogareiro na barraca, com uma panela pequena, onde pastéis solitários eram fritos, mais de demonstração do que real ajuda. Fritamos os pastéis na cozinha, e os levávamos numas bandejas para a barraca. Fiquei a tarde inteira na cozinha fritando pastéis, mas o que me diziam é que quando chegava a bandeja com os pastéis quentinhos, a fila aumentava significativamente!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No final, sucesso total, vendemos cerca de 320 pastéis, descontando alguns que comemos, outros que se perderam por estourar etc. A estratégia de vender 2 com desconto funcionou, já que muita gente levava de dois em dois. Alguns comentaram que os pastéis estavam caros, mas o fato de termos vendido todos os pastéis prova que o preço estava apropriado (apesar de termos baixado um pouco no final do dia).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Tenho que agradecer em especial ao Francisco, mexicano, que passou a maior parte da tarde comigo fritando pastéis na cozinha. Sem a ajuda dele não teríamos conseguido suprir a demanda no horário de pico. Em especial, também, à ajuda dos outros brasileiros que não moram no nosso dormitório e vieram nos ajudar: Fernanda, Rômulo, Miura e Geraldo. Finalmente, aos &amp;ldquo;soshigayenses&amp;rdquo;, Bianca, Bogdan, Gustavo, Marcelo e Leandro. Nosso super time foi eficiente, vendeu tudo que tinha pra vender, e ainda juntou uma graninha.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/141152/DSC03939.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/200/438103/DSC03939.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
Não falei do estande do Brasil, que fizemos as pressas, mas ficou muito bacana. Juntamos postais, cartazes, e alguns outros souvenirs, e ficou algo representante do país. O show &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/610946/DSC03948.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/200/675516/DSC03948.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;de capoeira também foi um sucesso, atraiu muito a atenção de todos. Além disso, o Bogdan, um dos que moram aqui, tocou no violão músicas brasileiras, e apesar de eu não ter visto, dizem que foi bem bacana.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A todos nós, お疲れさまでした！ (&lt;em&gt;otsukaresamadeshita&lt;/em&gt;, bom trabalho)
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/1600/954151/DSC03944.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" class="reflect" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger2/1914/2806/320/122811/DSC03944.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-6044010228670257571?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/6044010228670257571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=6044010228670257571&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6044010228670257571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6044010228670257571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/11/virou-pastelada.html' title='Virou pastelada'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-6161337613236870251</id><published>2006-10-10T14:06:00.000+09:00</published><updated>2006-10-10T14:18:37.110+09:00</updated><title type='text'>Um dia de sorte</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Quinta-feira passada completou 6 meses que cheguei no Japão. Fui almoçar em Shinjuku (新宿), o bairro comercial mais movimentado de Tokyo, porque a tarde havia combinado com a Elka, uma amiga, de comprar ingressos e passagens para um passeio que fizemos com um grupo nesse sábado. Chegamos no escritório onde vendem as passagens e, devido ao feriado que tivemos na segunda, estava difícil conseguir os pacotes para o dia e horário que queríamos. Mandamos mensagens para o resto do grupo para ver qual a opinião deles, e enquanto esperávamos resolvemos tomar um café ali perto.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Durante o café, perguntei à Elka, que fala japonês muito bem, se ela podia me ajudar numa loja perto dali onde tinha visto uma bicicleta que me interessou, mas precisava saber se eles faziam entrega em casa. Estou aqui a 6 meses, e por todo esse tempo fiquei sem bicicleta. O pessoal do meu dormitório já estava até brincando comigo, já que eu era o único que não tinha. O que acontece é que quando vou comprar algo, fico muito tempo decidindo, escolhendo, vendo se é realmente o que quero, e só então compro. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Bicicletas no Japão são essenciais, parte da vida, e existem modelos variando de 50 a 1500 dólares. Não queria a bicicleta mais barata, elas não são ruins, mas são bem simplesinhas. Não queria a bicicleta mais cara, difícil justificar um gasto tão grande em uma bicicleta a menos que isso fosse um &lt;em&gt;hobby&lt;/em&gt;, coisa que pra mim (ainda) não é. Queria algo intermediário, com preço legal e que fosse bonita. E fiquei cerca de 6 meses procurando essa bicicleta.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Semana passada tinha visto a bicicleta, em uma loja de departamentos que seguido visito, a &lt;a href="http://www.biccamera.com/"&gt;Bic Camera&lt;/a&gt;. Era uma &lt;em&gt;mountain bike&lt;/em&gt; que custava cerca de 235 dólares, preço razoável, &lt;em&gt;design&lt;/em&gt; bacana. Estava quase decidido, depois de tanto tempo. Fomos à loja perguntar da entrega, mas não planejava comprar no momento. O vendedor disse à Elka que eles entregavam, sim, mas que tinha um custo, cerca de 8 dólares. Nessa hora, vi também que havia uma nova cor do mesmo modelo, um preto fosco que achei ainda mais bonito que o prateado que havia visto antes. Fiquei bem tentado a comprar, mas já havia esperado tanto tempo e realmente não queria comprar por impulso. Também, havia visto uma outra bicicleta em outra loja, não tão bonita e um pouco mais cara, mas de alumínio. Quanta indecisão...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O Issamu, outro amigo, escreveu para a Elka e disse que vinha nos encontrar. Ele é um cara de quem gosto de ouvir opiniões, então resolvi esperar ele chegar para perguntar o que ele pensava. Uns 20 minutos depois ele chega e trocamos umas idéias sobre a bicicleta. Ele também acha ela bonita, um preço bom, e eu me decido, finalmente, a comprar. Vamos ao caixa, preencho o registro anti-furto&lt;sup&gt;&lt;small&gt;1&lt;/small&gt;&lt;/sup&gt; e o vendedor me diz o total. Entrego o dinheiro, o vendedor registra no caixa, olha a tela, e diz &amp;ldquo;&lt;em&gt;ee, sugooi!&lt;/em&gt;&amp;rdquo; (algo como &amp;ldquo;uau!&amp;rdquo;) e começa a tocar um sino! Ele olha para a Elka com uma cara de &amp;ldquo;me ajuda, por favor!&amp;rdquo;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A Bic Camera está com uma promoção que a cada 100 clientes, um não paga. E eu fui um centésimo cliente! O vendedor devolveu meu dinheiro, e eu ganhei a bicicleta de graça. Fiquei ainda na ansiedade porque ela só seria entregue no domingo, mas como planejado ela chegou esse fim de semana. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pode não ser a melhor ou mais bonita bicicleta, mas de graça, foi um ótimo negócio. Agora não preciso mais caminhar os 3,2 km diários para ir e voltar da estação de trem. Meus vizinhos não brincam mais comigo por eu ter demorado tanto pra comprar a bicicleta, e se eu já gostava muito de passear pela Bic Camera, agora, então, tenho ainda mais motivos pra gostar dessa loja.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/1600/P1000698.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/320/P1000698.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; O registro anti-furto é um serviço onde colocam um número na bicicleta, e a polícia pode dar batidas eventuais e verificar se esse número está registrado em nome da pessoa que está conduzindo.&lt;/small&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-6161337613236870251?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/6161337613236870251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=6161337613236870251&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6161337613236870251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/6161337613236870251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/10/um-dia-de-sorte.html' title='Um dia de sorte'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-5357634894993533823</id><published>2006-10-06T17:11:00.000+09:00</published><updated>2006-10-06T17:15:19.944+09:00</updated><title type='text'>Pra quem eu (não) votei pra presidente</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Eleição no Brasil é sempre aquela coisa curiosa. Pela obrigatoriedade, fica a dúvida se é um direito ou um dever do cidadão. A resposta é sempre que é os dois, tanto direito como dever de todo brasileiro.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Então é de se supor que uma pessoa com todas as condições legais de votar, que entre com o pedido de transferência de domicílio eleitoral dentro dos prazos estabelecidos, possa exercer o direito e votar, correto?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Errado, ou como se diz aqui &lt;em&gt;chotto chigau...&lt;/em&gt; (&amp;ldquo;não é bem assim&amp;rdquo;) Eu, estando no Japão, teria o direito de transferir meu título para cá, o que me permitiria votar para presidente domingo passado, desde que entrasse com o pedido no consulado até 3 de maio, limite estabelecido para se fazer essa solicitação. Cheguei em abril e portanto tive ainda certa folga. Fiz a solicitação antes da data limite, no dia 28 de abril de 2006.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas por que votar? Convenhamos, essas eleições não estavam nada empolgantes. Nenhum candidato me despertava confiança plena, dando vontade de receber meu voto. Mesmo assim, pelo que vem acontecendo no país (o que a gente sempre acompanha, mesmo à distância), com certeza havia alguns nomes a quem eu &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; gostaria de entregar meu voto. E &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; votar em certas pessoas (podendo votar em outras) também é uma forma de comunicação. Deveria passar uma mensagem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Só que a mensagem não pode ser passada. Meu direito foi negado, pois meu título não foi transferido a tempo para as eleições e conseqüentemente não pude votar. Recebi do consulado a seguinte mensagem, alguns dias antes do pleito:
&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;
O Consulado-Geral do Brasil informa que o seu pedido de cadastramento eleitoral esta entre os que nao foram processados a tempo para votacao nas proximas eleicoes. Transcrevo abaixo trechos de oficio do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal a respeito:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
"Em virtude de problemas enfrentados no fechamento do cadastro de eleitores residentes no exterior, que solicitaram alistamento ou transferencia, (...) alguns cidadaos brasileiros estarao impossibilitados de votar nos termos por eles requeridos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Portanto, aqueles cidadaos que solicitaram alistamento eleitoral e nao constam do cadastro de eleitores nao poderao votar nas eleicoes presidenciais que se avizinham. Ja os eleitores que requereram transferencia de domicilio eleitoral deverao justificar a ausencia de voto junto a reparticao consular do local em que se encontrem, em vista de ainda constarem em seus cadastros o domicilio anterior.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Importante frisar que os cidadaos que nao poderao votar terao sua situacao
eleitoral imediatamente regularizada quando da reabertura do cadastro de eleitores, que ocorrera apos a finalizacao das Eleicoes 2006."
&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
Ou seja, não só não pude votar, como ainda tive que ir ao consulado justificar minha ausência, como se não fosse óbvio que quem tem um pedido aberto de transferência que não foi efetivado não votou por causa disso. E chovia! Se eu pudesse ter votado, ia com gosto mesmo assim. Pior, ainda tive que fazer uma solicitação de cancelamento do processo de transferência, pois a efetivação seria feita automaticamente para a próxima eleição (que só terei que votar daqui a 4 anos, pra presidente, quando já devo estar de volta ao Brasil). E não sou um caso isolado. O mesmo parece ter acontecido com todos bolsistas daqui que tentaram transferir o domicílio eleitoral pra essas eleições.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Aí começamos a divagar... Primeiro, a gente só ve o valor real das coisas quando elas nos são tiradas. O voto no Brasil não é um direito, é apenas um dever. Se o estado resolve que você não pode votar, é isso, não tem discussão. Segundo, a gente começa a se questionar sobre a validade do processo todo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Existem cerca de 100 mil brasileiros vivendo legalmente no Japão. Nós, bolsistas, somos uma minoria, sendo a maior parte dessa população de descendentes (&lt;em&gt;nikkeis&lt;/em&gt;), que vem em busca de trabalho para uma vida melhor. Não entrando no mérito se essas pessoas são ou não &amp;ldquo;politizadas&amp;rdquo; (até porque esse termo não quer dizer muito), é de qualquer forma surpreendente que o número de eleitores brasileiros registrados no Japão seja de &lt;b&gt;apenas 558 pessoas&lt;/b&gt; (&lt;a href="http://www.tre-df.gov.br/eleicoes_exterior/estatisticas.html"&gt;dado oficial do TSE de junho de 2006&lt;/a&gt;).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Curiosamente, &lt;a href="http://eleicoes.folha.uol.com.br/folha/especial/2006/eleicoes/zz1p.html"&gt;Geraldo Alckmin venceu Lula fora do país&lt;/a&gt;. Na verdade não é de se surpreender, já que muitos que vivem no exterior são &amp;ldquo;expatriados&amp;rdquo;, que tentam uma vida melhor &amp;ldquo;além mar&amp;rdquo; por estarem insatisfeitos com a situação local.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-5357634894993533823?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/5357634894993533823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=5357634894993533823&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5357634894993533823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/5357634894993533823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/10/pra-quem-eu-no-votei-pra-presidente.html' title='Pra quem eu (não) votei pra presidente'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-8794755912766118562</id><published>2006-09-19T14:56:00.000+09:00</published><updated>2006-09-19T15:01:35.199+09:00</updated><title type='text'>Doutorando</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Pra evitar a formação de teias de aranha nesse blog, vou dar uma atualização geral sobre as atividades do verão. Fica cada vez mais difícil escrever, não por falta de tempo, mas pelo fato do meu dia-a-dia aqui estar cada vez com menos cara de “viagem” e mais parte da minha vida normal. E escrever sobre isso não parece tão interessante.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A primeira (grande?) notícia é que dia 30 de agosto teve minha prova de admissão pro doutorado. Desde que cheguei aqui estava como “estudante de pesquisa” (kenkyusei, 研究生) que é como chamam quem faz pesquisa mas não está buscando um título. Todos os bolsistas de pós do &lt;a href="http://www.mext.go.jp/"&gt;Monbukagakusho&lt;/a&gt; (文部科学省) chegam aqui com esse status e só se tornam mestrandos e doutorandos depois de aceitos nos exames de suas Universidades. Os exames variam muito: alguns tem provas de conhecimento, em japonês, outros em inglês, e a dificuldade varia muito. Eu tive sorte: no meu departamento não há prova escrita e a seleção consiste apenas de uma entrevista/apresentação de 12 minutos, onde se mostra as realizações do mestrado e a proposta de pesquisa pro doutorado. Isso, claro, depois de entregar uma lista de realizações de pesquisa, de publicações, e um plano de estudos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Fiquei muito nervoso com a apresentação. Preparei meu slides com certa antecedência e mostrei pro meu orientador. Ele gostou mas sugeriu mais alguns slides. Meu nervosismo era por dois motivos. Primeiro, apesar de confiante na defesa da qualidade do meu trabalho de mestrado, nem mesmo eu estava convencido da maturidade da minha proposta pro doutorado. Como quem é “acadêmico” sabe, isso amadurece com o tempo, e no princípio nunca se sabe ao certo pra onde a pesquisa vai se encaminhar. Segundo, não tão importante, também tinha o desconhecimento de como seria uma banca de professores japoneses. Eles entenderiam minha apresentação ou, pelo menos, as justificativas de porque gostaria de fazer o doutorado naquele departamento? Que tipo de perguntas fariam?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Foi a terceira vez que fiz uma apresentação importante (sendo as outras duas a defesa da graduação e do mestrado), e também a terceira vez que me estresso sem necessidade por causa disso. A apresentação correu bem, consegui acertar o tempo perfeitamente, e as perguntas que vieram depois, apesar de várias, foram pertinentes e mostravam que eles realmente queriam entender melhor o que eu havia feito e queria fazer, e não me colocar em uma situação difícil. Ao terminar a apresentação, ao sair da sala, apesar de não ouvir o que a banca dizia (e mesmo que ouvisse não entenderia nada), ouvi umas risadas, o que me deixou mais tranqüilo. Sabia que não havia motivos para estarem rindo de mim ou da minha apresentação, então o clima era cordial e as coisas deveriam ter saido bem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Dois dias depois meu orientador me informou o resultado: eu havia passado. O resultado oficial veio mesmo só na semana passada, mas desde o dia 1º já estou arrumando a papelada para mudar o status da minha bolsa, me desligar do departamento antigo e ligar ao novo etc.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O melhor desse acontecimento é me permitir ver minha estada aqui com outros olhos: quando a gente chega como kenkyusei está com o futuro aqui incerto. Não se sabe até quando vai ficar no Japão nem o que se vai fazer. Agora eu sei. Fico aqui pelos próximos 3 anos, pesquisarei, escreverei minha tese e, sabendo disso, posso me programar pra aproveitar da melhor forma possível meu tempo livre nesse canto do mundo.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-8794755912766118562?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/8794755912766118562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=8794755912766118562&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8794755912766118562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/8794755912766118562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/09/doutorando.html' title='Doutorando'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-156017948825966604</id><published>2006-08-23T17:14:00.000+09:00</published><updated>2006-08-23T17:28:10.228+09:00</updated><title type='text'>Minha “casa”</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Hoje estava fazendo uma limpeza aqui no meu quarto, e me dei conta que nunca mostrei fotos de onde eu moro. Aproveitando que está tudo arrumado e limpo, seguem então algumas fotos (o quarto é pequeno, quatro fotos são suficientes pra mostrar tudo):
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A casa é sua, vá entrando...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/1600/P1000593.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/320/P1000593.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote style="border-left: none"&gt;&lt;small&gt;Minha escrivaninha, com o computador que também faz papel de TV e a estante com livros e outros badulaques.&lt;/small&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/1600/P1000596.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/320/P1000596.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote style="border-left: none"&gt;&lt;small&gt;Pelo outro lado, a cama (meu futon está dobrado lá em cima, coloco ele sobre a cama para dormir), e a janela.&lt;/small&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/1600/P1000592.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/320/P1000592.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote style="border-left: none"&gt;&lt;small&gt;Em direção à porta: à esquerda a mesa onde eu faço lanches, minha &amp;ldquo;dispensa&amp;rdquo; e o refrigerador (embaixo à direita). Tem meu ventilador também, mas o quarto tem ar condicionado.&lt;/small&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/1600/P1000594.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/320/P1000594.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote style="border-left: none"&gt;&lt;small&gt;Finalmente, meu banheiro. O chuveiro é lá fora, compartilhado mas individual, felizmente limpo também.&lt;/small&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Claro, tem dormitórios melhores, mas esse meu não é ruim. A visita foi rápida, voltem sempre... ;)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-156017948825966604?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/156017948825966604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=156017948825966604&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/156017948825966604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/156017948825966604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/08/minha.html' title='Minha “casa”'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-2110572251781579849</id><published>2006-08-19T23:38:00.000+09:00</published><updated>2006-08-19T23:42:46.904+09:00</updated><title type='text'>Ingresso comprado</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/1600/P1000582.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/320/P1000582.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Posso não gostar tanto assim de futebol, mas essa oportunidade eu não ia perder. Compramos hoje (eu, o Mário e o Marco - dois outros gaúchos e colorados) nossos ingressos para os jogos do Inter, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/FIFA_Club_World_Cup_2006#Bracket"&gt;dias 13 e 17&lt;/a&gt;. Vamos de &lt;a href="http://www.pia.co.jp/fcwc-2006e/tickets/details.html"&gt;categoria 1&lt;/a&gt;, pra que nossa faixa pro Galvão Bueno apareça na TV, hehehe. Aos que vem, nos vemos lá, aos que não, procurem tres pontinhos vermelhos na TV. ;)
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-2110572251781579849?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/2110572251781579849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=2110572251781579849&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2110572251781579849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/2110572251781579849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/08/ingresso-comprado.html' title='Ingresso comprado'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-770659273417088134</id><published>2006-08-17T12:03:00.000+09:00</published><updated>2006-08-17T12:05:09.956+09:00</updated><title type='text'>Glória do desporto nacional</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/1600/inter_p_a_03.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger2/1914/2806/320/inter_p_a_03.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Logo que saiu a confirmação da minha vinda aqui pro Japão, aproveitando a boa campanha do Inter até então, mas também com certo deboche, coloquei no meu MSN a expressão &amp;ldquo;Colorado rumo a Tóquio&amp;rdquo;. Claro, já tantas vezes o Inter havia &amp;ldquo;morrido na praia&amp;rdquo; que qualquer resultado positivo era motivo pra alimentar a esperança colorada, o que acabava virando motivo de piada até entre seus próprios torcedores. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Sempre digo que não gosto de futebol mas, como é obrigação de todo brasileiro, tenho que &amp;ldquo;torcer&amp;rdquo; por um time, e por motivos familiares esse time é o Inter. Daí a brincadeira: eu, colorado, estava vindo rumo a Tóquio. Só isso. Não imaginava de verdade o Inter disputando a final do interclubes aqui no Japão.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Dizia, quando o Inter ia mal, que esse meu desinteresse por futebol não era devido a fase. Que era o mesmo estando o Inter bem ou mal. Agora, com o time campeão da Libertadores, continuo pensando da mesma forma. Ainda não gosto de futebol, mas fico feliz por todos os colorados, e mais feliz porque acredito que muitos vão se esforçar ao máximo para vir assistir aos jogos em Yokohama em dezembro.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Por isso, nas próximas semanas, vou começar a colocar aqui dicas de onde ficar, comer, como se locomover, e o que visitar em Tóquio.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Saudações coloradas!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-770659273417088134?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/770659273417088134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=770659273417088134&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/770659273417088134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/770659273417088134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/08/glria-do-desporto-nacional.html' title='Glória do desporto nacional'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115444895293602255</id><published>2006-08-02T00:55:00.000+09:00</published><updated>2006-08-07T18:37:10.803+09:00</updated><title type='text'>Flores de fogo</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Se na sexta-feira entramos de férias da aula de japonês, já no sábado tivemos nossa primeira &amp;ldquo;atividade de lazer&amp;rdquo;: o &lt;a href="http://www.kanko-sumida.com/hanabi_top_page.html"&gt;festival de fogos do Sumidagawa&lt;/a&gt; (隅田川花火大会) em Asakusa (浅草), bairro mais tradicional de Tokyo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Festivais de fogos são uma tradição nas noites de verão do Japão. Com as temperaturas mais amenas, milhares de pessoas se reunem nas margens dos rios para assistirem espetáculos preparados durante todo o resto do ano. O Sumidagawa é um desses rios e seu festival está entre os mais famosos. Por ter origem num festival antigo, é considerado um evento com mais de 270 anos de tradição. A queima de cerca de 20 mil fogos reune mais de meio milhão de pessoas, todo ano.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000306.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000306.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
O início do show estava marcado para às 19:10, mas resolvemos ir mais cedo, na metade da tarde, para encontrar um lugar bom e dar uma passeada pelo local. O dia estava agradável e não havia motivo pra ficar em casa enrolando. Ao sairmos do dormitório encontramos uns amigos, de quem nos perdemos no caminho até Asakusa e pensamos não mais encontrar (nesse dia, é claro). Também, haviamos combinado de nos encontrar com um outro grupo, mas sabendo a quantidade de gente que deveria estar por lá achamos que ía ser muito difícil encontrá-los. Chegando em Asakusa, paramos pra comprar umas coisas para comer - eu comi um yakisoba (焼きそば) e uma amiga um takoyaki (たこ焼き) - e, pra nossa grata surpresa, logo numa esquina já encontramos o pessoal que haviamos perdido. Ligamos para o outro grupo que, através de uma referência aqui, outra ali, também encontramos, em um grande campo de esportes onde várias pessoas se preparavam para assistir aos fogos.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000314.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000314.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Nosso lugar não era dos melhores. As pessoas aqui costumam ir cedo pro local do evento e estender umas lonas, marcando o lugar para suas famílias e amigos. Os nossos tinham recém chegado e posto apenas umas esteiras em um lugar mais lateral do campo, não tinha comparação com os lugares que os japonêses madrugadores conseguiram. No nosso lugar havia algumas árvores, tapando parte da vista onde, esperávamos, estariam os fogos. Mesmo assim, tinha espaço pra todo mundo, dava até pra se deitar pra curtir o espetáculo, e, por estarmos juntos com o pessoal &amp;ldquo;nativo&amp;rdquo; compartilhávamos o espírito do evento. Era um lugar bacana.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000334.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000334.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Já disse outra vez, mas não custa dizer mais uma: apenas em uma situação os olhinhos dos japoneses se abrem, que é pra ver fogos de artifício. Eles ficam fascinados. Mas é fácil de se entender. No Brasil, somente nos últimos anos que começamos a ter fogos mais elaborados. Por muito tempo, fogos eram sinônimo de &amp;ldquo;rojão&amp;rdquo; e barulho. Aqui, os fogos tem que ser, antes de tudo, bonitos: como tudo aqui, visuais. Até o nome expressa isso. Para eles fogos de artifício são flores de fogo (花火, &lt;em&gt;hanabi&lt;/em&gt;).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Esses festivais são encantadores, não só pela complexidade dos fogos (às vezes são até bastante simples) nem pelo exagero. O mais legal, pra mim, é o ambiente, a atmosfera. As pessoas na rua, vestidas com seus trajes típicos de verão - yukatas (浴衣) e jinbeis (甚平) - num clima familiar. Crianças, jovens, idosos, todos aproveitando o momento juntos. As barraquinhas de comidas típicas. Nada de tumulto (exceto pelo tumulto natural causado por qualquer reunião de 900 mil pessoas), é tudo muito tranqüilo. Mesmo que não seja para ver os fogos, só estar ali, naquele lugar e no meio daquela gente, já é muito agradável.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000400.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000400.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;E os fogos, que tal? É o tipo da imagem que não dá pra descrever. O que dá, sim, é pra falar da sensação de estar ali assistindo. O deslocamento de ar de cada explosão, quando chega na gente, é como se nos transmitisse toda aquela energia que acabamos de ver, nos afetando, nos dando alegria. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000418.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000418.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;É impossível não ficar feliz. Se esquece qualquer problema, chateação ou preocupação. Mas eu não consigo descrever direito. Quem descreve bem esse fascínio que os fogos causam na gente é a Martha Medeiros, escritora gaúcha (e filha do meu dentista, hehehe), numa crônica que minha mãe gosta muito: &amp;ldquo;&lt;a href="http://www.inf.ufrgs.br/~drebes/fogos.html"&gt;O motoboy e os fogos de artifício&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, da qual transcrevo uma parte:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;blockquote&gt;Nossas cabeças estão sempre olhando pra baixo, para os próprios passos, para o caminho a percorrer. Fogos de artifício nos retêm. Erguem nossas cabeças, iluminam o que é escuro, capturam a gente de uma realidade burocrática, repetitiva, sem festa. Fogos de artifício são sinalizadores, há alguém feliz bem próximo, e está repartindo esse estado de espírito com você, que não viveu nada de extraordinário hoje, que estava louco pra chegar em casa, tirar a roupa suada, tomar um banho e ver um pouco de televisão.&lt;/blockquote&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000384.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000384.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
De forma melhor que ela fez, não dá pra escrever. O máximo que posso fazer é deixar vocês com &lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=2653256458686079516&amp;hl=en"&gt;20 segundos&lt;/a&gt; do meu estado de espírito, antes que voltem pras suas televisões.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115444895293602255?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115444895293602255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115444895293602255&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115444895293602255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115444895293602255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/08/flores-de-fogo.html' title='Flores de fogo'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115427928380550488</id><published>2006-07-31T01:45:00.000+09:00</published><updated>2006-08-04T06:27:56.376+09:00</updated><title type='text'>Finalmente, de férias</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Nessa sexta-feira terminou nosso curso de japonês. Foram 3 meses de muitos &lt;em&gt;conversation challenges&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;review quizes&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;shukudais&lt;/em&gt; (宿題, lição de casa), mas também de momentos alegres e divertidos, novas amizades e muito aprendizado.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000254.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000254.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Nossas aulas aconteciam todos os dias de manhã, das 9:10 às 12:40, dividas em dois períodos. O primeiro terminava às 10:50 e nele sempre tinhamos aula de gramática, onde víamos padrões de expressões em japonês - do tipo &amp;ldquo;se... então&amp;rdquo;, &amp;ldquo;... por causa de ...&amp;rdquo;, &amp;ldquo;acho que...&amp;rdquo;, &amp;ldquo;preciso fazer...&amp;rdquo;, &amp;ldquo;gosto de...&amp;rdquo; etc. O difícil dessa aula era o fato de alguns desses padrões não terem uma tradução direta para as nossas línguas ocidentais, ou então pela forma estranha em que se expressam em japonês (por exemplo, para se dizer que se &lt;em&gt;precisa&lt;/em&gt; fazer alguma coisa, literalmente se diz que &amp;lsquo;se a coisa não acontecer, não &amp;ldquo;vai&amp;rdquo;&amp;rsquo;).

&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000258.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000258.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;A segunda aula sempre tinha atividades variadas, como os &lt;em&gt;conversation challenges&lt;/em&gt; (onde encenávamos situações &amp;ldquo;reais&amp;rdquo; e as gravávamos em vídeo, que depois resultavam em várias risadas durante a exibição), ou as aulas de kanji (漢字, ideogramas), de audição e de leitura. A qualidade dessas aulas variava muito. Algumas eram realmente boas, interessantes e divertidas, mas outras bastante chatas e cansativas.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Duas vezes por semana tinhamos também aula à tarde, das 13:30 às 15:10. Nas tardes de terça-feira tinhamos mais práticas de diálogos (sem gravação, dessa vez) e nas da sexta-feira sempre um testezinho sobre os conteúdos visto na semana.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
E não sei se é algo específico das aulas de japonês ou se acontece com todas as aulas por aqui, mas o pessoal nunca sai durante a aula para ir ao banheiro, beber alguma coisa ou dar uma volta. Para isso, os professores fazem um intervalo curto de uns 5 minutos na metade de cada período, a cada cerca de uma hora. Isso é muito bom! Ajuda a tornar a aula menos cansativa, que acaba rendendo mais por não ter interrupções, e quando se começa a ficar cansado, sabe-se que em alguns minutos já vai ser possível esticar as pernas, dar uma volta, ou apenas colocar o papo em dia com os colegas.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000267.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000267.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote style="border-left: none"&gt;&lt;small&gt;Na foto, de pé: eu (Brasil), Purev (Mongólia), Simon (Inglaterra), Chris (Suiça), Sérgio (Moçambique), Akkhara (Tailândia) e Hugo (Brasil). Sentados: Haus e Som (Tailândia) e Ohmmar (Mianmá).&lt;/small&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;
Falando em colegas, engraçado é que no início esses eram apenas pessoas de países exóticos, de lugares de onde pouco se sabia, mas aos poucos foram se tornando cada vez um pessoal mais familiar e amigo, quando começamos a conhecer as personalidades, gostos e opiniões de cada um. Não só pela nacionalidade, mas também pela personalidade individual de cada um de nós, nossa turma era bastante diversa, o que a tornava mais interessante.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas assim não foi só com os alunos. Logo vimos que os professores, também, vinham nos mais diferentes tipos. No total tivemos cerca de 12 professores diferentes durante o curso. Havia a professora que se empenhava ao máximo para que nós aprendessemos, a outra que era divertida, uma que, de início, pensamos ser &amp;ldquo;malévola&amp;rdquo; mas na verdade apenas não tinha muita didática. Também, um professor engraçado (e fanático de futebol, deu pena a cara de derrotado dele quando o Japão foi eliminado da copa), o professor com &amp;ldquo;tiques&amp;rdquo;, a professora desajeitada, e ainda o professor que sabia muito, mas era meio desorganizado. Mesmo assim, todos grandes pessoas, boa companhia que vai fazer falta no dia-a-dia.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Na última semana, portanto, demos um jeito de reunir todo o pessoal. Saímos para jantar na quarta-feira. Conseguimos fazer todos os alunos irem, mas devido ao fim do semestre, apenas 4 das professoras se juntaram a nós. Pelo menos duas das professoras mais legais, a Maehara Sensei (前原先生) e a Fujishiro Sensei (藤城先生) vieram com a gente.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000274.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000274.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
Maehara Sensei era a responsável pela nossa turma. No início tínhamos aula com ela durante dois períodos por semana, mas depois da primeira prova, quando houve uma mudança de professores, ela ficou apenas com a aula do teste e da revisão semanal. Ela era a que mais se preocupava com nosso aprendizado, acompanhando o progresso de todos, tentando identificar dificuldades, e coordenando as atividades dos demais professores. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000268.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000268.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Já a Fujishiro Sensei era a professora das aulas de diálogo, a professora mais divertida e bem humorada. Ela me causou um ataque de riso durante uma aula quando, ao dar exemplos de estruturas de frases, usou a expressão &lt;em&gt;honya honya&lt;/em&gt; no lugar de &lt;em&gt;blah blah blah&lt;/em&gt;. Mas o jeito que ela falava era tão engraçado, não deu pra segurar. Ela ficava repetindo, e como sempre estava bem humorada, não se importou, entendeu que a risada era do &lt;em&gt;honya honya&lt;/em&gt;. Mais tarde, no fim do semestre, ela nos contou que seu apelido de infância era justamente &lt;em&gt;funya funya&lt;/em&gt;, uma contração de Fujishiro com o &lt;em&gt;honya honya&lt;/em&gt;, pois ela falava muito e os outros só entendiam o &lt;em&gt;honya honya&lt;/em&gt;. Tudo fez sentido!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Todas as turmas devem dizer a mesma coisa: &lt;a href="http://www.fotolog.com/biahs/?pid=15813877"&gt;que eles são a turma mais divertida&lt;/a&gt;. O fato é que o convívio diário com gente tão diferente, mas com o mesmo objetivo, em um ambiente informal e descontraído, só pode ser positivo. Mesmo assim, consideramos que a nossa turma em especial foi uma que se integrou bastante bem.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115427928380550488?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115427928380550488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115427928380550488&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115427928380550488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115427928380550488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/07/finalmente-de-frias.html' title='Finalmente, de férias'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115383923345502812</id><published>2006-07-25T23:50:00.000+09:00</published><updated>2006-07-30T20:53:27.866+09:00</updated><title type='text'>Pequenos detalhes</title><content type='html'>&lt;p&gt;São nos pequenos detalhes que a gente se dá conta de que está no Japão. Por exemplo, se eu encontro um cabelo na minha comida, é sempre muito fácil dizer se ele é meu ou da cozinheira&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;. :)&lt;/p&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; - felizmente, até agora ele sempre foi meu...&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115383923345502812?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115383923345502812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115383923345502812&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115383923345502812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115383923345502812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/07/pequenos-detalhes.html' title='Pequenos detalhes'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115373080812864941</id><published>2006-07-24T17:42:00.000+09:00</published><updated>2006-07-25T00:07:19.706+09:00</updated><title type='text'>Baixinho japonês</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Já que o pessoal gostou do último vídeo, vai mais um, talvez não tão impressionante como o anterior mas também divertido. Esse é do outro domingo, dia em que fomos ao &lt;a href="http://www.miraikan.jst.go.jp/index_e.html"&gt;Museu Nacional de Ciências Emergentes e Inovação&lt;/a&gt;, em Odaiba (お台場), onde vimos uma apresentação do &lt;a href="http://world.honda.com/ASIMO/"&gt;ASIMO&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
ASIMO é um robô humanóide da Honda. Ele mede cerca de 1,3m e pesa uns 55kg, foi criado nos anos 80 e, apesar da idade, ainda é capaz de fazer coisas impressionantes, como caminhar, subir e descer (algumas) escadas, fazer movimentos com os braços e mãos e, de forma simples, &amp;ldquo;dançar&amp;rdquo;. Mas sua habilidade não se compara a de modelos mais recentes, como o &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=n_0I4nr4u3A"&gt;QRIO&lt;/a&gt; da Sony.&lt;/p&gt;
&lt;embed id="VideoPlayback" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=-5416481888199226139&amp;amp;hl=en" style="width:400px; height:326px;" type="application/x-shockwave-flash"&gt; &lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115373080812864941?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115373080812864941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115373080812864941&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115373080812864941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115373080812864941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/07/baixinho-japons.html' title='Baixinho japonês'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115269103784804807</id><published>2006-07-12T16:53:00.000+09:00</published><updated>2006-07-27T00:31:46.236+09:00</updated><title type='text'>Nós, as sardinhas</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Quando eu comento com as pessoas que o mais difícil da vida em Tokyo é se habituar com os trens, elas tem certa dificuldade de entender o que eu realmente quero dizer. O problema não é achar a linha ou a estação certa: isso até que é fácil pois tudo é muito bem sinalizado, às vezes até em inglês. O problema mesmo é suportar o aperto extremo de algumas linhas nos horários de pico.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como a minha aula de japonês é de manhã (às 9:10), sou obrigado a pegar uma dessas linhas. A linha da empresa Odakyu (小田急), em especial, é bastante cheia, pois termina em Shinjuku (新宿), que não por coincidência é a estação de trem mais movimentada do mundo, com uma média de 3,22 milhões de pessoas passando por ela diariamente. Felizmente não vou para Shinjuku, e troco de trem duas estações após embarcar (o que dá apenas uns 10 minutos de viagem nessa linha), mas já é o suficiente pra desanimar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Os trens são tão lotados que os funcionários da estação (os &lt;em&gt;ekiin&lt;/em&gt;, 駅員) todos os dias precisam fazer o famoso &lt;em&gt;gyugyu osu&lt;/em&gt; (ぎゅうぎゅう押す) pra ajudar no embarque dos passageiros. &lt;em&gt;Osu&lt;/em&gt; significa empurrão, e &lt;em&gt;gyugyu&lt;/em&gt;, segundo meu conceituado dicionário de japonês, é: &lt;em&gt;1. squeeze (things) into (a small space); 2. &lt;b&gt;pack (people) like sardines&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas se uma imagem vale mais do que mil palavras, um vídeo vale mais do que várias imagens, e por isso disponibilizo o vídeo abaixo pra que vocês também possam ver como nós, sardinhas, passeamos por Tokyo todos os dias&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;. É tragicômico, e o melhor é levar na esportiva e bom humor, encarando como a forma japonesa de &amp;ldquo;integrar&amp;rdquo; os mais diversos tipos de pessoas, independente de raça, credo, sexo ou idade, apenas pela sua veneração (e dependência) do sagrado &lt;em&gt;densha&lt;/em&gt; (電車). :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; - Na verdade eu quase sempre tento não pegar o trem que vai pra Shinjuku, mas sim uns menos freqüentes que seguem por outra rota. Ainda assim, pego um trem cheio, mas não absurdamente como estes aí.&lt;/small&gt;
&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;embed FlashVars="playerMode=embedded" align="middle" bgcolor="#ffffff" id="VideoPlayback" quality="best" salign="TL" scale="noScale" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=6107313068897735447" style="width:400px; height:326px;" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115269103784804807?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115269103784804807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115269103784804807&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115269103784804807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115269103784804807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/07/ns-as-sardinhas.html' title='Nós, as sardinhas'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115220074629360632</id><published>2006-07-07T00:31:00.000+09:00</published><updated>2006-07-08T14:46:45.940+09:00</updated><title type='text'>Direita ou Esquerda?</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Os Estados Unidos têm a California e Nova Iorque, no Brasil, a rivalidade tradicional é entre São Paulo e Rio de Janeiro. O Japão não podia ser diferente e também mantém a disputa entre duas de suas principais regiões metropolitanas, Kanto (関東) e Kansai (関西).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Kanto é a região de Tokyo. É fácil lembrar do nome, pois se a gente visualiza o mapa do Japão como um &amp;ldquo;L&amp;rdquo; invertido, a região de Kanto fica bem no &amp;ldquo;canto&amp;rdquo;. :) Kansai é a região que circunda a cidade de Osaka, segunda maior e mais importante Japão, considerada por muitos uma &amp;ldquo;mini Tokyo&amp;rdquo;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Num país pequeno que tem área total semelhante a dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina juntos (mas com uma população igual a quase 70% da do Brasil inteiro), é engraçado pensar que possa ter diferenças entre pessoas que tem origem tão parecida e vivem tão próximas, mas cada um desses &amp;ldquo;povos&amp;rdquo; tem uma identidade cultural própria.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Kanto é o coração econômico do Japão. A vida lembra a de qualquer mega metrópole do mundo, se bem que parece menos competitiva por aqui. O que sinto é que as pessoas parecem mais resignadas, talvez conformadas com o dia-a-dia nesse mar de gente. São menos interessadas e mais mecânicas: um formigueiro é uma comparação mais apropriada do que parece.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Kansai, apesar de centrada em Osaka que é uma cidade moderna, é a região mais &amp;ldquo;tradicional&amp;rdquo; do Japão, já que lá fica, além de Kyoto, Nara, outra antiga capital. A região tem seu dialéto próprio do japonês, com expressões únicas e um falado mais suave, que alguns dizem lembrar o francês. Isso já é forçar demais, mas mesmo pra quem não entende uma palavra de japonês dá pra sentir um soar diferente. Pode ser impressão minha, também, mas sinto serem as pessoas lá mais curiosas, interessadas, e conseqüentemente parecem menos distantes e frias.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Tem uma pequena diferença entre Kanto e Kansai que é bem mais simples mas não menos curiosa. Em tudo que é lugar no Japão tem muita gente, e por isso eles criam regrinhas pra que as coisas funcionem de forma mais eficiente. Uma dessas regras é a determinação de em qual lado de uma escada rolante se fica parado, e qual se deixa livre para as pessoas com pressa ultrapassarem. E essa regra se inverte quando se  viaja de uma região pra outra.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000116.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000116.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Aqui em Tokyo se pára na esquerda, e se ultrapassa pela direita. Parece estranho mas faz sentido, considerando-se que o trânsito de automóveis no Japão obedece a mão inglesa que estabelece a mesma coisa. Em Osaka, por outro lado (literalmente), se pára à direita e se ultrapassa pela esquerda. Isso é suficiente pra irritar muita gente quando uma pessoa que vêm da outra região resolve andar de escadas rolantes e parar do lado &amp;ldquo;errado&amp;rdquo; da escada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000072.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/P1000072.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Ouvi uma explicação pra essa história toda, que não sei se é a verdadeira mas faz sentido. Segundo ela, tudo isso começou quando Osaka sediou a exposição mundial de 1970 (&lt;a href="http://www.antonraubenweiss.com/expo/week18.html"&gt;EXPO'70&lt;/a&gt;). No parque de Osaka foram instaladas centenas de escadas e esteiras rolantes para ajudar no enorme fluxo de pessoas e, como era a primeira vez que se fazia uso extenso disso com muita gente, anúncios informavam às pessoas para que dessem a passagem pela esquerda, como se fazia no ocidente, de onde vinha a idéia.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
As pessoas gostaram da idéia, e esse hábito foi levado pro resto do Japão e para Kanto, onde também havia muita gente circulando pelas escadas rolantes. Mas, seguindo o dito de que o forte de japonês não é criar mas sim aprimorar, resolveram em Tokyo utilizar a técnica de acordo com a mão inglesa, já usada no trânsito de veículos, e assim nasceu a insconsistência.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não sei se é assim mesmo que aconteceu, mas só o fato de ter a diferença já é curioso. Eu, como na política, não sou nem &amp;ldquo;de esquerda&amp;rdquo; nem &amp;ldquo;de direita&amp;rdquo; por aqui. Como seria grosseria ficar parado no &amp;ldquo;centro&amp;rdquo; da escada, o que eu costumo fazer é sempre parar atrás da pessoa que já está parada. E se não tiver ninguém na escada? Isso é o Japão: é raro nunca ter ninguém na tua frente na escada (tem muita gente aqui em qualquer lugar!), mas quando isso acontece, bom, aí sim, segue-se essa &amp;ldquo;regra da escada&amp;rdquo;.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115220074629360632?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115220074629360632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115220074629360632&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115220074629360632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115220074629360632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/07/direita-ou-esquerda.html' title='Direita ou Esquerda?'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115193583056047606</id><published>2006-07-03T23:07:00.000+09:00</published><updated>2006-07-05T20:50:56.443+09:00</updated><title type='text'>Regresso a Kyoto - parte 3</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Já faz duas semanas que eu voltei de Kyoto, e ainda não terminei de escrever sobre minha visita. Vou fazer, então, um resumo rápido de como foi o último dia.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No domingo reencontrei amigos. Almocei com a Mariko (真理子), &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000109.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000109.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;que trabalhava do meu lado, e a irmã dela, Asuka (明日香) que a Mariko me apresentou quando fiz a apresentação sobre o Brasil, e encontrei mais algumas vezes depois disso. Fomos num restaurante italiano bom e barato perto da estação de Kyoto. Conversamos bastante, rimos muito. As duas são bem queridas e divertidas, e continuam as mesmas da outra vez.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pela tarde reencontrei a Hanako (花子), &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000110.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000110.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
 que foi minha &lt;em&gt;manager&lt;/em&gt; (jargão da AIESEC para a pessoa responsável por um &lt;em&gt;trainee&lt;/em&gt;) e se tornou uma das minhas melhores amigas aqui no Japão. Ela está morando em Osaka, onde começou a trabalhar em abril numa empresa importante de farmacêuticos. Por isso, não tem mais muito contato com a AIESEC Doshisha e não foi na janta no dia anterior. Mas no domingo, quando estava mais livre, fez questão de ir até Kyoto para me reencontrar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como estávamos cansados, fomos no Campus Plaza, um prédio do consórcio das universidades de Kyoto com várias salas de reuniões e de estudos, acesso a internet, etc. Fomos conversar no mesmo lugar onde, 3 anos antes, fizemos a reunião final antes do festival onde vendemos pastéis. Conversamos sobre a vida dela em Osaka e a minha em Tokyo, sobre planos, esse tipo de coisa. Uma conversa franca que prova que ela realmente é minha amiga (japoneses não se abrem muito quando estão só sendo simpáticos).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Terminando nossa conversa, peguei o metrô e fui para o &lt;a href="http://www.keikyo.com/museums/museums/kyoto/museum_of_kyoto/index.html"&gt;Museu de Kyoto&lt;/a&gt;, pois a Sra. Magata havia me pedido um &amp;ldquo;favor&amp;rdquo;. Ela se registrou como voluntária do Museu para fazer visitas guiadas, em inglês, para turistas, mas até então nunca havia feito isso. Por esse motivo, se sentia insegura e gostaria de me &amp;ldquo;usar de cobaia&amp;rdquo;, fazendo uma primeira visita comigo para ver como se saía.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Eu já conhecia o museu, havia estado lá da outra vez e feito uma visita guiada justamente com uma dessas voluntárias, que me explicou muito do museu, focado principalmente na história de Kyoto e portanto também numa parte importante da história do Japão. O museu é interessante e recomendável. Ao chegar no museu, um dilema: a Sra. Magata me perguntou se eu já havia estado lá, e fiquei na dúvida se dizia que sim ou não. Acredito que, além do motivo de testar sua explicação sobre o museu, ela havia me convidado como uma atividade de entretenimento, da mesma forma que na primeira estada em Kyoto me levou para assistir apresentações de dança e teatro típico japonês. Se eu dissesse que já havia estado lá, esse sentido deixava de existir. Por outro lado, se eu dissesse que era a primeira vez que visitava o museu, colocava mais responsabilidade sobre a apresentação que ela faria. Na dúvida, optei pela gentileza, e disse que nunca tinha estado ali antes.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A visita não foi ruim, mas a explicação da outra voluntária na primeira vez foi muito mais clara e completa. Claro, experiência é fundamental. Mesmo assim, foi divertido andar pelo museu mais uma vez, pois algumas coisas lembrava e outras havia esquecido, e essa segunda visita ajudou a relembrar um pouco dessa parte esquecida. Tentei dar um apoio a ela, dizendo que a visita foi interessante e com a prática ficaria muito boa. Ela não pareceu muito convencida, mas acho que mesmo assim seguirá tentando. Me dispus a visitar o museu com ela mais uma vez em uma próxima visita a Kyoto.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Saindo do museu, voltamos até a estação de Kyoto, onde ela voltou para casa e eu fiquei esperando meu ônibus, que dali sairia em algumas horas de volta a Tokyo. Antes, claro, recebi uns presentes da Sra. Magata: uma capa de tecido para colocar em livros e um copo pintado a mão. Ambos os produtos são de uma loja&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; da cooperativa onde ela trabalha, que auxilia deficientes físicos a encontrar ocupações profissionais. A capa e o copo são feitos por alguns desses deficientes. O envolvimento da Sra. Magata com essa cooperativa aconteceu ano passado, quando ela sofreu um acidente de carro e ficou alguns meses sem poder caminhar (agora ela já está 100% recuperada). Com isso, ela teve que fechar a padaria que tinha, foi trabalhar numa padaria dessa cooperativa, e conhecendo-a, começou a se envolver mais. Algumas das senhoras que participaram da janta no dia da minha chegada também eram dessa cooperativa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Agradeci os presentes, agradeci a estada, mandei saudações para o resto da família. Ela me disse que quando voltasse a Kyoto, que mais uma vez ficasse na casa deles. Comentei que se visitassem Tokyo, entrassem em contato que podiamos sair para passear. Mas, mais uma vez, naquela sinceridade que os japonêses só mostram quando realmente te consideram como um amigo próximo, ela disse que não gosta de Tokyo. Eu também, se vivesse em Kyoto, não gostaria. Mesmo assim, era pra lá que devia voltar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Peguei o ônibus domingo à noite, chegando em Tokyo segunda-feira cedo pela manhã. Como minha casa é longe da Universidade, fui direto para a aula de japonês, mas o prédio ainda estava fechado. Fiquei uma meia hora sentado na escadinha na frente do prédio, descansando um pouco da noite mal dormida no ônibus, até que um dos seguranças da Universidade chegou para mim e disse, em um bom inglês, que me surpreendeu:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;em&gt;- This building usually opens at 8:00, but today, specially for you, I will open it at 7:30.&lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Wow, o prédio abriu só pra mim. :) Entrei, fui para o &lt;em&gt;lounge&lt;/em&gt; dos estudantes internacionais, e dei uma cochilada até o horário da aula, perto das 9:00.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O fim de semana tinha sido perfeito e a pergunta tinha sido respondida: sim, o Japão continuava o mesmo. As pessoas continuavam amigáveis, os lugares familiares ainda estavam lá. E decidi que, se me sentisse desanimado com minha vida em Tokyo de vez em quando, voltaria sempre a Kyoto, para recarregar as baterias e renovar o espírito.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; - A loja fica no &lt;a href="http://wjr-isetan.com/kyoto/floorguide/floor_9f.html"&gt;9º andar&lt;/a&gt; da loja JR Isetan na Estação de Kyoto, se alguém tiver interesse quando estiver por lá.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115193583056047606?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115193583056047606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115193583056047606&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115193583056047606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115193583056047606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/07/regresso-kyoto-parte-3.html' title='Regresso a Kyoto - parte 3'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115153375100240184</id><published>2006-06-29T07:27:00.000+09:00</published><updated>2006-06-29T22:02:15.203+09:00</updated><title type='text'>Regresso a Kyoto - parte 2</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Apesar de ter almoçado com o Yone sexta-feira na Horiba, a minha visita a ele ainda não estava completa, pois eu tinha que visitar sua casa e família. E por que eu deveria visitar sua família? Bom, porque eu faço parte (pelo menos de uma pequena parte) da história dela...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Yone era um dos meus colegas de trabalho quando fiz o estágio em 2003 em Kyoto. Seguidamente nós, os &lt;em&gt;trainees&lt;/em&gt; estrangeiros, e alguns outros colegas saíamos para jantar após o trabalho. Na região onde fica a Horiba não havia muitas opções, então costumávamos ir em um pequeno restaurante, cerca de meia da empresa caminhando. Era um restaurante simples e familiar (se bem que, havia boatos, alguns Yakuza costumavam ir lá de vez em quando depois de sair do Pachinko). A dona era uma senhora, e a filha dela, Maki, atendia no restaurante.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Maki, apesar de falar pouco inglês, era sempre muito atenciosa com a gente. Não fosse pelos nossos colegas que nos levavam até lá, dificilmente outros estrangeiros iriam ao seu restaurante, então ela sempre aproveitava a oportunidade para conversar conosco, além de nos explicar os pratos e dar sugestões. Como ela era praticamente da nossa idade, começamos a convidá-la quando nos reuníamos para fazer alguma coisa, ir em algum lugar, ou até cantar no Karaoke.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Sentimos que Yone gostava da Maki, mas não demonstrava muito. Sentimos que Maki talvez gostasse do Yone, mas com a falta de demonstração do Yone também não demonstrava muito. Demos o empurrãozinho necessário, comentando com o Yone que talvez ele devesse convidar a Maki pra sair.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Bom, meu estágio terminou e o resto da história acompanhei pelos mails enviado de tempos em tempos pelo Yone e pela Maki. Nos 3 anos seguintes, eles namoraram, casaram, compraram uma casa e, alguns dias antes de eu chegar ao Japão, tiveram uma linha filhinha, chamada Mao.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Voltei de Osaka para Kyoto no sábado depois do almoço para visitar a nova casa de Yone, reencontrar a Maki e conhecer a pequenina Mao-chan. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000088.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000088.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;A casa é grande, nova, bem decorada. E a pequena Mao é calminha e bem comportada. Tem 3 meses e portanto ainda não repara na minha cara de estrangeiro, mas possivelmente ouviu inglês pela primeira vez na minha visita à sua casa. Conversamos muito, eu, Yone e a Maki, enquanto a Mao só dormia. Falamos dos acontecimentos posteriores a minha volta ao Brasil, sobre o que aconteceu com outros estagiários e funcionários da Horiba. A conversa era predominantemente em inglês mas às vezes mudávamos para o japonês. Fiquei umas 3 horas na casa deles, conversamos muito e o tempo voou, mas tive que ir embora pois a tardinha ainda tinha outro compromisso: reencontrar o pessoal da AIESEC.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Já escrevi antes, mas, pra quem não sabe, a AIESEC é a organização de estudantes que promoveu meu estágio em 2003. Muitos dos estudantes do escritório da AIESEC na Universidade Doshisha, responsáveis pelo meu estágio, se tornaram grandes amigos, então não podia deixar de reencontrar alguns deles. Quando avisei que estava indo para Kyoto, logo organizaram de reunir os (ainda) membros e sair para jantar comigo. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Parte dos membros que conheci se formou, e por isso não fazem parte mais da AIESEC. Alguns se mudaram de cidade por causa de seus novos empregos. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000098.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000098.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt; Mas outros, que na época haviam recém entrado no escritório, hoje já são &amp;ldquo;veteranos&amp;rdquo;, e foram jantar com a gente. Além deles, havia os que entraram depois, incluindo os que recém entraram em abril desse ano. Foi legal conversar com esses membros novos, que ainda não tiveram contato com os &lt;em&gt;trainees&lt;/em&gt; estrangeiros (a AIESEC Doshisha só os recebe no verão, isto é, na metade do ano). Esse convívio, de forma geral, é o espírito da AIESEC. Conversamos, perguntei sobre o que estudavam, porque entraram na AIESEC e o que esperavam dela.  Foi bem divertido. Me contaram, também, que este ano vão receber um outro &lt;em&gt;trainee&lt;/em&gt; brasileiro e, mundinho pequeno, também gaúcho, de Santa Maria. Conversei também com o pessoal que conheci da outra vez. Relembramos situações, pessoas, enfim, aquele bom tempo que passei em Kyoto em 2003. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Fomos comer &lt;em&gt;Yakiniku&lt;/em&gt; (焼き肉), um tipo de refeição japonesa (na verdade a origem é coreana) que lembra um &lt;em&gt;fondue&lt;/em&gt; de carne. São fatias finas de carne que são colocadas sobre uma grelha, e essa fica em cima de um recipiente com carvão em brasa, no centro da mesa. Além da carne, às vezes são servidos também salsichas, espigas de milho, cogumelos e alguns outros vegetais, mas o bom mesmo é a carne. O pessoal vai colocando a comida na grelha com os hashis, e tirando a medida que fica pronto, mergulhando numa tigelinha com um molho parecido com shoyu. É muito bom.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Saímos tarde de lá, passamos ainda em um &lt;em&gt;puricura&lt;/em&gt; (プリクラ), um lugar que além de jogos tem aquelas maquininhas de tirar fotos de grupos, e depois enfeitá-las e imprimí-las em adesivos, e depois de tirar algumas fotos pra registrar o momento, peguei o último trem de volta a casa dos Magata. Mais uma vez, uma grande noite de sono.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No domingo, último dia, ainda reencontrei mais algumas pessoas, mas isso fica para o terceiro e &amp;ldquo;derradeiro&amp;rdquo; post...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115153375100240184?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115153375100240184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115153375100240184&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115153375100240184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115153375100240184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/06/regresso-kyoto-parte-2.html' title='Regresso a Kyoto - parte 2'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115116239380148180</id><published>2006-06-25T00:15:00.000+09:00</published><updated>2006-06-27T11:30:43.870+09:00</updated><title type='text'>Regresso a Kyoto - parte 1</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Feito o exame parcial de japonês, quinta-feira da outra semana, o plano era pegar o ônibus noturno rumo a Kyoto (京都), para aproveitar a sexta-feira sem aula.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A história da compra da passagem, que antes havia comentado, nem é tão interessante. Perguntei uns termos chave (&amp;ldquo;ônibus noturno&amp;rdquo;, &amp;ldquo;ida e volta&amp;rdquo;, etc) pra minha professora de japonês e lá fui eu para a estação de Tokyo (東京駅), pro &lt;em&gt;conversation challenge&lt;/em&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; de verdade. Pra ajudar, fui com tudo anotado: se a atendente não entendesse algo do meu japonês eu mostrava escrito pra ela o que queria. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Chegando lá, começou tudo conforme o &lt;em&gt;script&lt;/em&gt;. Expliquei para onde queria ir, que tipo de passagem, e data. Só que depois disso, entretanto, ela fugiu do &lt;em&gt;script&lt;/em&gt; que eu esperava: em vez de me dizer o preço, começou a falar um monte de coisas em japonês, ficou quase um minuto falando. Entendi uma só palavra do que ela disse: &amp;ldquo;doriimu&amp;rdquo; (ドリーム), que eu sabia que era &amp;ldquo;dream&amp;rdquo;, um dos tipos de ônibus. Não tive dúvida, ela estava querendo saber que tipo de ônibus eu queria. Disse pra ela &amp;ldquo;yasui no kudasai&amp;rdquo; (安いの下さい, um barato por favor) e ela entendeu. Ficou uns 2 minutos digitando no terminal até que me disse &amp;ldquo;hai, arimasu&amp;rdquo; (はい、あります, sim, tem). Tudo certo. Comprei a passagem, que por isso acabou saindo mais barato do que eu planejava, graças a essa &amp;ldquo;fuga do &lt;em&gt;script&lt;/em&gt;&amp;rdquo;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Saí da prova, que foi mais fácil do que esperava, voltei pra casa, arrumei tudo pra ter tudo limpinho quando voltasse, e me toquei pra estação. Peguei o ônibus as 21:50. A viagem não foi confortável. Esse ônibus mais barato era semi-leito. Tinha 4 assentos por fila, e ninguém viajando ao meu lado (o ônibus estava bem vazio), mas a divisória de apoio do braço entre os assentos era preso e não levantava. Pior, ela ía até embaixo e não dava nem pra passar as pernas por baixo dela. Cheguei em Kyoto ainda antes das 6:00. No ônibus, olhando pela janelinha, já comecei a reconhecer lugares. Uma esquina, uma loja, lugares por onde eu tinha a lembrança de já ter passado. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A minha viagem a Kyoto tinha dois objetivos principais. Não era uma viagem de turismo, claro, pois eu já havia morado ali e conhecia bastante bem aquele lugar. O primeiro objetivo era rever muitos amigos, colegas, e a família onde tinha morado da outra vez. Mas havia também a tentativa de responder uma dúvida que eu tinha desde que cheguei à Tokyo: O Japão havia mudado, ou era apenas a vida em Tokyo que era tão diferente?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Chegamos na estação de Kyoto e ela estava exatamente da mesma forma. Como era cedo, não havia ninguém na rua, e como o tempo estava bom, aproveitei pra tirar umas fotos (algumas dessas fotos estão na minha &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/drebes/"&gt;página do Flickr&lt;/a&gt;). A única coisa pra se fazer cedo pela manhã, num dia agradável, é caminhar pelas ruas. Fui aos templos mais centrais de Kyoto. Na verdade havia uma mudança: um dos templos mais importantes, o Higashi Hongan-ji (東本願寺) está em restauração e o prédio está completamente coberto por uma estrutura metálica, que só será removida em 2011. Da outra vez que eu pra lá fui o templo estava aberto, mas o seu &amp;ldquo;par&amp;rdquo; Nishi Hongan-ji (西本願寺) estava também em restauração e coberto. Talvez tivessem começado a reforma do templo do leste (Higashi) por terem terminado a reforma do templo do oeste (Nishi), então fui para o outro verificar se agora ele estava exposto. Não, ainda está fechado, o que é bastante frustrante para um visitante que chega em Kyoto pela primeira vez nessa época.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Fiz uma longa caminhada, fui a um templo mais para longe do centro, para Gion (祇園), o bairro mais tradicional, e para as ruas de comércio (que ainda estavam fechadas). Tudo estava da mesma forma, conhecia as ruas por onde andava e me sentia &amp;ldquo;em casa&amp;rdquo;. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/P1000052.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/P1000052.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Próximo ao meio dia, porém, terminei minha caminhada para ir a Horiba, a empresa onde havia feito o estágio em 2003, onde havia combinado de almoçar com antigos colegas. Peguei o trem, lembrava a plataforma, a estação de destino, até o valor do bilhete. Nada havia mudado. Desci próximo à Horiba, fiz a pequena caminhada que fazia todos os dias entre a estação e a empresa, e parecia que havia andado naquele caminho no dia anterior. Chegando lá poderia ter entrado e subido normalmente, mas achei melhor ligar para meus colegas e avisar que havia chegado. Eles desceram e juntos fomos almoçar no restaurante da empresa, onde comi o mesmo que costumava comer sempre: &lt;em&gt;udon&lt;/em&gt; (饂飩), um tipo de macarrão japonês.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No restaurante, as mesas, as pessoas com os uniformes, os rostos, tudo estava igual. O Japão, em algumas coisas, não é um país de mudanças. Algumas pessoas me olharam com cara de reconhecimento, e para as com quem eu havia conversado da outra vez, disse algo do tipo: &amp;ldquo;sim, sou eu mesmo&amp;rdquo; e contei o que estava fazendo ali. Foi o início de um grande fim de semana no qual confirmei que não, o Japão não havia mudado, mais que isso, as coisas continuavam ainda mais intocadas do que eu esperava.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
À tarde encontrei o Cristiano, um brasileiro que veio para o Japão comigo no mesmo programa, mas que estuda em Kyoto. Fomos ao rio Kamogawa, lugar onde costumava gostar de ir, e conversamos bastante sobre nossos primeiros meses no Japão. Para ele, primeira vez por aqui, uma fase de ainda mais surpresas e descobertas. Mesmo assim, encontramos vários sentimentos comuns, como o fato de nos sentirmos &amp;ldquo;crianças&amp;rdquo; que se sentem realizadas por conseguirem desempenhar as tarefas mais simples do dia a dia. Havia trazido do Brasil um guia de transportes de Kyoto, que ganhei da outra vez que vim, e deixei o guia com ele.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Antes de ir para Kyoto, escrevi para meus conhecidos para informar que estava indo, e tentar marcar alguma oportunidade de reencontro. Como a família onde havia ficado não tinha email, enviei um postal de Tokyo, com minhas informações de contato. Dois dias depois de enviar o postal recebi um recado da família &amp;ldquo;pedindo&amp;rdquo; (uma forma japonesa de oferecer) para que eu ficasse na casa deles. Obviamente aceitei, e então na sexta à noite, como combinado peguei o mesmo trem que todo dia pegava para a viagem de cerca de uma hora até a casa deles. Mais uma vez, tudo continuava exatamente da mesma forma, não demonstrando que o tempo havia passado.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Lá chegando, havia uma janta especial para mim. Bastante comida, e coisas que eu gostava. Senti que a Sra. Magata lembrava dos meus gostos: havia fatias de carne, frango, batata. E convidados também, colegas da Sra. Magata, e a Sra. Nakagawa, mãe da segunda família onde havia ficado. Me senti muito bem de estar de volta, e não havia estranheza por não nos vermos a tanto tempo. O que também ajudou foi eu ter escrito de vez em quando para eles durante esses anos, o que fez com que eles também me escrevessem de volta com as novidades.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Atsushi, o filho mais novo, está já grande (passando de 11 para 15 anos) e falando agora bastante mais inglês (provavelmente pelo ótimo hábito da Sra. Magata de receber estrangeiros em sua casa todo ano). O interesse principal dele passou do futebol para o boxe, o que causa alguma preocupação na sua mãe, que o acha muito magro e frágil para o boxe (mãe é mãe, só muda o endereço). Trouxe uma camiseta para ele de futebol, e felizmente antecipei o &amp;ldquo;espicho&amp;rdquo; que ele teve. Entreguei também os presentes pro resto da família, que havia trazido do Brasil. Foi bom ter lembrado deles e ter presentes apropriados para a recepção calorosa que tive na sua casa. Após conversarmos sobre as atualidades (e ter chance de arriscar meus primeiros diálogos em japonês), fui dormir, não no mesmo quarto em que dormia da outra vez (a casa sofreu uma reforma, ganhou até um novo banheiro no segundo andar), mas em outro, que mantinha os mesmos móveis do anterior. Estava feliz, e tive a melhor noite no Japão desde que cheguei.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/IMG_0383.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/200/IMG_0383.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;Dia seguinte, muitos planos. Pela manhã, viagem a Osaka (大阪) para visitar o Koji e a Bianca, dois bolsistas que vieram pelo consulado de Porto Alegre e que eu já conhecia do Brasil. Como havia estado em Osaka duas outras vezes, mas em nenhuma das duas eu tinha visitado o castelo de Osaka, resolvemos fazer esse passeio. A Bianca eu já havia encontrado em Tokyo no feriado da Golden Week (ela veio visitar a irmã que mora aqui), mas o Koji eu não via desde o Brasil. Foi legal conversar com ele: trocarmos experiências e ouvir suas histórias. Esses dois são sempre ótima companhia. Almoçamos perto do castelo, mas à tarde tinha compromissos em Kyoto então precisava voltar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O fim de semana havia começado bem, e ficaria ainda melhor. Mas como já escrevi bastante, deixo o resto da história para o próximo post...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; - &lt;em&gt;conversation challenge&lt;/em&gt; é uma das atividades da nossa aula de japonês, em que temos que encenar alguma pequena situação. É sempre algo simples que fazemos em sala de aula, como pedir informações, explicar alguma coisa ou tentar comprar algo, e nessa atividade temos que conversar com os professores ou com algum outro japonês pelo telefone.&lt;/small&gt;
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115116239380148180?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115116239380148180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115116239380148180&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115116239380148180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115116239380148180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/06/regresso-kyoto-parte-1.html' title='Regresso a Kyoto - parte 1'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-115029833685111109</id><published>2006-06-15T00:15:00.000+09:00</published><updated>2006-06-17T08:02:26.256+09:00</updated><title type='text'>“Regressamos agora com nossa programação normal”</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Hoje to parecendo (e sou) uma criança com brinquedo novo. Ontem o Issamu, meu &lt;em&gt;sempai&lt;/em&gt; (先輩, senior), muito gente boa, que é praticamente japonês já e sabe tudo por aqui, me ajudou a revender a minha camera fotográfica de volta para a loja que compra usados, e com isso hoje saindo da minha aula de japonês fui comprar a camera nova.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A camera da Panasonic é muito bacana. Além de não ter os problemas da Pentax, ela tem alguns detalhes que me fazem considerá-la quase perfeita. Coisas que faltavam na Pentax mas não considerava essenciais, essa camera tem, como salvar a informação sobre a orientação em que as fotos foram tiradas (vertical ou horizontal), e iluminar fotos em ambientes muito escuros para fazer o autofoco, mas ajudando no enquadramento. Além de outros, também.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não bastasse isso, chegando no dormitório, nem deu pra eu mexer muito na camera, pois tinha chegado a minha &amp;ldquo;encomenda&amp;rdquo;: meu computador novo. Aeeee!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; 
Comprei ele pelo site da &lt;a href="http://store.apple.com/0120-APPLE-1/WebObjects/japanstore/"&gt;Apple Japão&lt;/a&gt;, que obviamente é todo em japonês. Mas não foi difícil: compras onlines seguem o mesmo padrão em qualquer lugar do mundo. Primeiro se cria uma conta, depois se faz o login, se adicionam os produtos no &amp;ldquo;carrinho&amp;rdquo; e finalmente se faz o &lt;em&gt;checkout&lt;/em&gt;, indicando informações de pagamento. Fui fazendo isso, consegui preencher os campos de nome, endereço, e inclusive informar que eu queria pagar na loja de conveniência, e no fim deu tudo certo. Veio o boleto pro meu endereço, paguei na lojinha na frente de casa, depois de 2 dias úteis confirmaram o pagamento e me mandaram a mercadoria.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Só que nem vou ter muito tempo pra me divertir com meus novos brinquedos: amanhã de manhã tenho prova de japonês, já da metade do &amp;ldquo;semestre&amp;rdquo; (que começou só em abril), e por isso sexta-feira não tem aula. Vou aproveitar o feriadão pra ir pra Kyoto (京都) pra rever vários amigos de 2003. Comprei uma passagem de ônibus relativamente barata. Mas essa é outra história, que fica para quando eu voltar (segunda-feira).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Alias, eu deveria estar estudando. Ou pelo menos decorando vocabulário. Vou lá... Até!
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-115029833685111109?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/115029833685111109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=115029833685111109&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115029833685111109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/115029833685111109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/06/hoje-to-parecendo-e-sou-uma-criana-com.html' title='&amp;ldquo;Regressamos agora com nossa programação normal&amp;rdquo;'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114952102688178049</id><published>2006-06-06T00:18:00.001+09:00</published><updated>2006-06-13T20:48:48.576+09:00</updated><title type='text'>“Interrompemos nossa programação para troca de equipamentos...”</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Tenho atualizado esse blog menos do que gostaria, e aqui colocado menos fotos do que seria interessante. Vou explicar alguns dos motivos disso estar acontecendo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não é que minha vida esteja tão ocupada que eu não tenha tempo pra fazer atualizações, nem tão parada que não tenha nada interessante sobre o que escrever. Resumindo, o problema maior é técnico, relativo ao meu acesso a internet e a minha camera digital.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Eu pensava que assim que tivesse internet em casa o problema estaria resolvido, mas não foi bem assim que aconteceu. Estou com internet em casa a cerca de 15 dias. Eu e o Marcelo, um outro brasileiro que mora aqui no meu dormitório, estamos dividindo o acesso a internet que ele assinou. O serviço a princípio é muito bom. Se paga cerca de 27 dólares por um acesso de 100 Mbit/s (cerca de 250 vezes mais rápido que o acesso típico de &amp;ldquo;banda larga&amp;rdquo; no Brasil). Isso é possível porque no nosso dormitório chega um cabo de fibra ótica da &lt;a href="http://www.ntt-east.co.jp/index_e.html"&gt;NTT&lt;/a&gt; e ela distribui o acesso via DSL dentro do prédio, que possui seu próprio &amp;ldquo;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/DSLAM"&gt;servidor de DSL&lt;/a&gt;&amp;rdquo;. Na teoria tudo perfeito, se a gente não dividisse o acesso.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Eu moro de um lado de um corredor e o Marcelo do outro, praticamente na minha frente (na verdade do lado, já que o corredor é em forma de &amp;ldquo;T&amp;rdquo;). Como fica complicado passar um cabo pelo meio do corredor, compartilhamos a internet por uma rede &lt;em&gt;wireless&lt;/em&gt; (sem fio). A distância é pequena, mas meu notebook tem revestimento de alumínio, e sabidamente ele tem alcance de rede sem fio mais baixo que o comum. Além disso, nossas portas são de metal, o que atrapalha o sinal, e existem outras redes &lt;em&gt;wireless&lt;/em&gt; em nosso prédio, o que também contribui com interferência. Então a qualidade do sinal fica muito baixa, e o acesso a internet fica indo e vindo, em algumas horas de forma insuportável pelo grande número de mensagens (informações) que se perdem na transmissão. Isso, também, explica porque tenho falado pouco no MSN, e quando uso, se não respondo alguma mensagem, não é porque esteja ignorando as pessoas mas sim porque algumas mensagens estão se perdendo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Felizmente, já encomendei meu notebook novo, que dizem ter alcance &lt;em&gt;wireless&lt;/em&gt; muito melhor. Tenho esperança que com ele a internet fique decente, e se não ficar, assino logo o serviço pro meu quarto também.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A outra questão é da minha camera digital. No Brasil eu tinha uma camera digital que eu gostava muito, da Pentax, chamada &lt;a href="http://www.dpreview.com/news/0301/03010801pentaxoptios.asp"&gt;Optio S&lt;/a&gt;. Só que como eu vinha para a &amp;ldquo;terra dos eletrônicos&amp;rdquo; não fazia sentido trazer, e deixei ela no Brasil pensando em comprar uma nova aqui. Decidi comprar o modelo atualizado da mesma camera, &lt;a href="http://www.dpreview.com/news/0508/05083106pentax_optios6.asp"&gt;Optio S6&lt;/a&gt;, esperando que essa seria ainda melhor que a que eu já tinha, já que é mais moderna.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Foi difícil encontrar a camera pra vender por aqui. Quase todas as lojas não a tinham mais a venda. Mas por fim consegui e a comprei, ainda no primeiro mes que cheguei. Só que a camera foi uma grande frustração. O modo automático dela tira fotos muito ruins. Situações um pouco escuras geram fotos extremamente escuras, e um pouco claras geram fotos claras ao extremo. Além disso, ao se pressionar o botão para fotografar, o autofoco leva uma eternidade para se regular, e portanto a foto também demora a ser tirada. Quando eu vou tirar a foto sei como lidar com isso, mas se peço a alguém para que tire uma foto, dificilmente a foto fica boa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Vou tentar revender a camera para a mesma loja onde comprei, eles aceitam produtos usados. Se me derem metade do que eu paguei já fico feliz, pois se permanecer com ela considero uma perda total. E já decidi qual camera irá substituir a atual: será uma Panasonic &lt;a href="http://www.dpreview.com/reviews/panasonicfx01/"&gt;Lumix FX-01&lt;/a&gt;. Se conseguir revender minha camera, devo comprar a nova ainda mês que vem, caso contrário até o fim do ano. Com isso, finalmente, terei mais fotos e videos para disponibilizar por aqui.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Então enquanto meus &amp;ldquo;equipamentos&amp;rdquo; não forem atualizados, vou suspender as atualizações desse blog. Mas dentro de &amp;ldquo;alguns instantes&amp;rdquo; regressaremos com nossa programação normal... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114952102688178049?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114952102688178049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114952102688178049&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114952102688178049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114952102688178049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/06/tenho-atualizado-esse-blog-menos-do_06.html' title='&amp;ldquo;Interrompemos nossa programação para troca de equipamentos...&amp;rdquo;'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114830461987777658</id><published>2006-05-22T22:25:00.000+09:00</published><updated>2006-06-02T06:00:40.916+09:00</updated><title type='text'>Alguém precisa de ajuda?</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Pode ser alguma coisa na forma que eu caminho, tentando nunca mostrar indecisão (mesmo que eu esteja completamente perdido), mas o fato é que, em qualquer lugar, pessoas sempre vem me pedir informações. Seja em Montréal, quando visitava a Bia e não conseguíamos dizer muito além do &amp;ldquo;Je suis désolé&amp;rdquo; pra um casal que nos parou, seja na curta escala de algumas horas que fiz na Alemanha quando ía pra Israel, em que uma senhora me parou no trem e nem dizer &amp;ldquo;eu não falo alemão&amp;rdquo; eu sabia, o fato é que as pessoas devem achar que eu tenho cara de local, em tudo que é lugar.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Bom, pelo menos é o que eu achava. Agora penso que é essa minha cara de bom samaritano, mesmo. Só isso explica o que aconteceu ontem, quando japoneses vieram me pedir informações! Estava voltando do laboratório, de fones de ouvido, quando ouvi a distância um &amp;ldquo;sumimasen&amp;rdquo; (com licença), depois, outro. Não devia ser comigo, pensei, já que outros japoneses estavam por perto, e continuei andando, até ouvir um &amp;ldquo;excuse me&amp;rdquo;. Era comigo mesmo! Um casal perdido querendo saber onde ficava a estação Yoyogi-Uehara (代々木上原), coincidentemente, a minha estação. Estava indo pra lá e disse que eles podiam me seguir (em inglês, claro). Não tenho como passar por japonês, então deve ser a minha cara, ou o andar confiante, um dos dois, só pode ser...
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114830461987777658?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114830461987777658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114830461987777658&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114830461987777658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114830461987777658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/05/algum-precisa-de-ajuda.html' title='Alguém precisa de ajuda?'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114821439930394819</id><published>2006-05-21T21:19:00.000+09:00</published><updated>2006-05-26T08:51:44.276+09:00</updated><title type='text'>Explorando o subsolo</title><content type='html'>&lt;p&gt;
O trânsito rodoviário em Tokyo é muito lento, diz-se que a velocidade média é de 20 km/h na cidade. Ao redor do centro existe um anel que tenta desafogar o tráfego central, mas ele não é completo, já que por uma parte simplesmente não havia espaço para construção.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quando acaba o espaço, japonês começa a cavar. Aqui, eles resolveram o problema com a construção de um túnel de 11 km para completar a auto-estrada em anel. O projeto está em construção e deve ficar pronto ainda esse ano, e é composto de dois túneis paralelos a 30 metros de profundidade, cada um com 12 metros de diâmetro.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O passeio desse fim de semana foi uma visita a este túnel em construção (Central Loop Shinjuku Line). A obra é feita através de um &lt;em&gt;joint-venture&lt;/em&gt; de várias empresas, e caminhamos por um trecho de cerca de 800 metros sob responsabilidade de uma delas. Recebemos informações sobre a construção do túnel: uma broca gigante de 12 metros de diâmetro, pesando 2500 toneladas, cava a uma velocidade de 3 cm por minuto, ou 1,5 m por hora. Ela utiliza água para a perfuração. A água limpa é levada até a máquina por mangueiras, e a água com o barro da escavação é levada de volta para pontos de reciclagem, onde é separada do barro, que então é levado para fora do túnel. A cada 50 minutos, a máquina pára e se colocam placas de concreto pré-moldadas parecidas com peças de &amp;ldquo;Lego&amp;rdquo;, que são encaixadas e aparafusadas. Não há concretagem no interior do túnel, e de fato a obra é muito limpa. Para avançar a broca, macacos hidráulicos controlados por computador são usados, de forma que a broca ande sempre em linha reta, mesmo que um lado do solo perfurado seja menos duro/denso que os outros.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Foi um passeio legal, instrutivo e diferente, e fiquei mais tranqüilo por não encontrar os ovos do Godzilla lá embaixo. Espero ter mais chances como essa por aqui. E quanto mais eu desco, mais perto de casa estou. ;) 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mais detalhes sobre a obra estão &lt;a href="http://www.kajima.co.jp/topics/news_notes/vol35/v35a.htm"&gt;nessa página&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/tunnel.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/tunnel.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114821439930394819?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114821439930394819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114821439930394819&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114821439930394819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114821439930394819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/05/explorando-o-subsolo.html' title='Explorando o subsolo'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114724869233986080</id><published>2006-05-10T16:59:00.000+09:00</published><updated>2006-05-31T01:35:37.786+09:00</updated><title type='text'>Hábitos estranhos dos povos, incluindo os nossos</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Agora não estou com tempo sobre escrever sobre minha aula de japonês. Resumidamente, dá pra dizer que  ela vai bem e não é muito chata. Mas tem uma coisa da aula que é bem bacana: o fato de ter gente de tudo que é canto. Além de mim, tem o Hugo, brasileiro, e o Sérgio, moçambicano, mas que além de falar português é quase brasileiro. :) Fora os dois, tem mais três tailandeses, um suiço, um inglês, uma guria de Mianmá&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; e outra da Mongólia&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Como na aula a gente acaba aprendendo a falar das coisas da gente, detalhes sobre os nossos países acabam aparecendo, mas mesmo fora de aula tem muita coisa curiosa que acontece por causa dessa mistura de países.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Hoje ao sair da aula, chegando no elevador, lembrei que tinha deixado meu guarda-chuva na sala de aula, e voltei pra pegar. A guria da Mongólia se deu conta que também havia esquecido o dela e também voltou. Indo pelo corredor, ela esbarrou no meu pé, daquele tipo de pisada por trás que às vezes acontece quando se está seguindo alguém. Ela pediu desculpas e eu disse a ela que não era nada, enquanto falava com o inglês que estava na sala, ainda. Porém, ela não foi embora, ficou esperando nossa conversa terminar, meio angustiada. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quando terminamos, ela disse:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Desculpa, mas na Mongólia, sempre que pisamos atrás do pé de alguém, temos o costume/simpatia de sempre cumprimentar a pessoa, por exemplo, dando um aperto de mão. É um costume bobo, mas sempre fazemos...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ao que eu apertei a mão dela, aliviada ela foi embora.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Esses dias comentava com um venezuelano sobre nosso costume de não andar com guarda-chuvas abertos em lugares cobertos (como de baixo de marquizes, passarelas, etc), por &amp;ldquo;trazer azar&amp;rdquo;, e portanto ficar o abrindo e fechando. Para um observador externo, deve causar a mesma estranheza. Só mesmo o convívio com gente diferente pra nos fazer questionar as coisas mais simples que os outros, e nós, fazemos.
&lt;/p&gt;
&lt;small&gt;
&lt;p&gt;
&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; Eu também não sabia sobre &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Myanmar"&gt;Mianmá&lt;/a&gt;, mas já havia ouvido do país pelo antigo nome: &amp;ldquo;Birmânia&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;Burma&amp;rdquo;. Alias, ainda não sei nada, só continuo sabendo que fica na Ásia, e que as pessoas de lá todas falam com o nariz fechado, e numa entonação que parece de um &lt;em&gt;software&lt;/em&gt; de síntese de voz. O que não os torna menos gente boa.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; Já sobre a Mongólia, sempre me trazia a imagem dos bárbaros tipo Genghis e Kublai Khan, mas ao contrário do estereótipo, ela é uma das pessoas mais legais da turma. Com certeza, pelo menos, é a mais legal tirando os &amp;ldquo;lusofônicos&amp;rdquo;. ;) E por falar em Mongólia, isso sempre me lembra a história do termo &lt;em&gt;kamikaze&lt;/em&gt; (神風), que significa &amp;ldquo;vento divino&amp;rdquo; e se refere a uma série de tufões que impediram as invasões mongóis do Japão pelo mar, afundando esquadras inteiras de inimigos. Os mongóis, sim, e não os aliados, foram as primeiras vítimas dos kamizakes, o que não evita que alguns tenham finalmente alcançado essa ilha e sejam hoje meus colegas de japonês. :)
&lt;/p&gt;
&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114724869233986080?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114724869233986080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114724869233986080&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114724869233986080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114724869233986080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/05/hbitos-estranhos-dos-povos-incluindo.html' title='Hábitos estranhos dos povos, incluindo os nossos'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114656366785434794</id><published>2006-05-02T18:31:00.000+09:00</published><updated>2006-05-26T08:55:51.893+09:00</updated><title type='text'>Terremoto</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Acabei de sentir meu primeiro terremoto por aqui. Apesar de ter passado 3 meses no Japão em 2003, não havia sentido nenhum, pois daquela vez viajei bastante e eles sempre aconteciam onde eu não estava (tipo, uma semana antes ou uma depois de eu chegar/sair de um lugar). 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Dizem que aconteceu um aqui na região de Tokyo na semana passada, de madrugada, mas não senti nada. Estava em casa e meu quarto fica no primeiro piso, e por isso fica difícil de se sentir (quanto mais alto se está mais o efeito é &amp;ldquo;amplificado&amp;rdquo;). Improvisei um &amp;ldquo;sismógrafo&amp;rdquo; no meu quarto, que não detectou nada daquela vez. Não tenho foto dele aqui comigo, mas outra hora mostro como usei minhas habilidades de McGyver para &amp;ldquo;construí-lo&amp;rdquo;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Mas voltando ao tremor. Aqui eles chamam de &lt;em&gt;jishin&lt;/em&gt; (地震) e é parte do cotidiano. Contam que o &lt;a href="http://www.tenki.jp/"&gt;site&lt;/a&gt; onde leio a previsão do tempo mostra todos os (mini) terremotos que acontecem todos os dias, mas como só entendo a temperatura e os desenhinhos de sol, chuva e nuvens, não sei onde encontrar essa informação. Estava aqui no meu laboratório quando esse aconteceu, e o pessoal que estava conversando continuou normalmente como se nada estivesse acontecendo. Pra eles, de repente, nem vale a pena parar por algo tão leve. Claro, se começa a aumentar a coisa muda...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Foi mais ou menos assim: estava sentado na minha mesa, que fica dentro de uma daquelas baias feitas com divisórias (de cerca de 1,20m de altura). Minha mesa e cadeira começaram a jogar para os lados, cerca de uns 3-4cm para cada lado. Isso porque estamos no 5º andar. Lá no térreo provavelmente ninguém sentiu nada. Foram uns 15 segundos, e nos primeiros 5 eu ainda fiquei tentando entender o que estava acontecendo. Quando finalmente me dei conta, já estava terminando. Era como se minha mesa estivesse dentro de um ônibus andando numa estrada ruim. :)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O lado bom? Primeiro, é bom começar com um leve, pra que o susto seja menor quando um grande realmente acontecer. Também, dizem que esses pequenos são bons para liberar a energia acumulada: se as coisas estão paradas por muito tempo, quando acontece um terremoto, ele costuma ser dos fortes.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/Image-20060502182400-080.gif"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/Image-20060502182400-080.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;b&gt;Update:&lt;/b&gt; Achei as informações sobre o terremoto no &lt;a href="http://www.tenki.jp/qua/index.html"&gt;site&lt;/a&gt; que mencionei. Foi de nível 3~4 na escala japonesa, e 5,6 na escala Richter. O engraçado é que o &lt;a href="http://mdn.mainichi-msn.co.jp/national/news/20060502p2a00m0na024000c.html"&gt;centro foi na província de Kanagawa&lt;/a&gt;, pertinho de onde fica meu dormitório. De fato, o fim da linha do trem que eu pego fica em Atsugi, comentado na reportagem. O gráfico do terremoto está acima.
&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114656366785434794?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114656366785434794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114656366785434794&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114656366785434794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114656366785434794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/05/terremoto.html' title='Terremoto'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114587691619035554</id><published>2006-04-24T20:04:00.000+09:00</published><updated>2006-05-26T08:56:17.716+09:00</updated><title type='text'>Conta postal</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Desde a semana passada já tenho conta postal, por onde devo receber minha bolsa. Abri ela pela Universidade. Demorou um pouco mais que o comum porque esqueceram de me avisar que eu tinha que assinar o formulário. Tive que voltar no escritório de assuntos internacionais para fazer isso, e lá estavam vários outros estrangeiros fazendo o mesmo, então acho que foi mais falha deles (de não avisar, já que o formulário é todo em japonês) do que nossa. Ganhei um talãozinho da conta com informações como o saldo (tive que depositar a fortuna de 10 ienes para abrí-la) e o cartão de acesso aos caixas eletrônicos. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O cartão, mostrado abaixo&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;, é meu &amp;ldquo;kyasshyu kaado&amp;ldquo; (&amp;ldquo;cash card&amp;rdquo; falado na maneira &amp;ldquo;Seu Creyson&amp;rdquo; de ser dos japoneses) e tem duas coisas interessantes. A primeira é óbvia: meu nome está escrito em katakana, alfabeto japonês para termos/nomes estrangeiros. Esse é meu primeiro cartão plástico com meu nome escrito assim. Alias, dessa vez estou usando meu nome com a pronúncia mais próxima da correta (&amp;ldquo;dorebesu hoberuto yungu&amp;rdquo;, ドレベス　ホベルト　ユング) que da outra vez que vim (quando usei &amp;ldquo;roberuto&amp;rdquo;, ロベルト, com &amp;ldquo;r&amp;rdquo; fraco, como no inglês &amp;ldquo;robert&amp;rdquo;).
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/IMGP0073.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/IMGP0073.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p&gt;
A segunda coisa sobre o cartão, mais discreta, é que ele é &amp;ldquo;mágico&amp;rdquo;, pois não tem tarja magnética. A explicação é que ele tem um chip de RF, pelo qual se comunica com o terminal. Já estou aprendendo a operar a maquininha, pra fazer meus depósitos, retiradas, e consultar o saldo. O interessante é que ela dá troco: é possível colocar uma nota de 10 mil ienes e depositar só um iene, e a máquina devolve os 9999 ienes restantes em notas e moedas correspondentes.
&lt;/p&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; O número da conta foi borrado na foto, por segurança.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114587691619035554?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114587691619035554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114587691619035554&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114587691619035554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114587691619035554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/04/conta-postal.html' title='Conta postal'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114551840174846368</id><published>2006-04-20T16:29:00.000+09:00</published><updated>2006-05-03T09:50:59.366+09:00</updated><title type='text'>Band Aid que não solta e outras técnicas milenares</title><content type='html'>&lt;p&gt;Continuando a série de técnicas simples para &lt;a href="http://www.lifehacker.com/software/cooking/video-demonstration-peel-a-potato-in-one-step-158620.php"&gt;descascar uma batata&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.lifehacker.com/software/household/folding-tshirts-fast-151214.php"&gt;dobrar uma camiseta&lt;/a&gt; de uma só vez, aprenda com o oriente a técnica milenar de colocar &lt;em&gt;Band Aid&lt;/em&gt; no dedo de forma que ele &lt;a href="http://www.lifehacker.com/software/video-demonstration/video-demonstration-keep-your-bandaid-on-all-day-168124.php"&gt;não solte&lt;/a&gt;!&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A lista completa de vídeos da série pode ser encontrada &lt;a href="http://www.youtube.com/results?search=urawaza+how+to&amp;search_type=search_videos&amp;search=Search"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114551840174846368?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114551840174846368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114551840174846368&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114551840174846368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114551840174846368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/04/band-aid-que-no-solta-e-outras-tcnicas.html' title='&lt;em&gt;Band Aid&lt;/em&gt; que não solta e outras técnicas milenares'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114525751325471460</id><published>2006-04-17T15:55:00.000+09:00</published><updated>2006-05-26T08:57:40.276+09:00</updated><title type='text'>Ovo solitário</title><content type='html'>&lt;p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/ovo-solita%3F%3Frio.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/ovo-solita%3F%3Frio.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já da outra vez me impressionou a &amp;ldquo;individualidade&amp;rdquo; das embalagens japonesas. Se a embalagem não é individual, é de um tamanho pequeno, com absurdamente pouca quantidade do produto. Faz sentido para quem mora sozinho, mas essa explicação não serve sempre. Ao se comprar uma caixa de doces, por exemplo, dentro da caixa maior cada um dos doces também vem embalado individualmente. Completamente anti-ecológico, mas cultural daqui. Faz parte da &amp;ldquo;cultura de embrulhos&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mesmo sabendo disso, não esperava encontrar um &lt;b&gt;ovo solitário&lt;/b&gt;. Deve ser para aquelas horas em que comprar dois ou quatro ovos pode ser demais...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114525751325471460?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114525751325471460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114525751325471460&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114525751325471460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114525751325471460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/04/ovo-solitrio.html' title='Ovo solitário'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114525632923036106</id><published>2006-04-17T15:42:00.001+09:00</published><updated>2010-01-03T14:03:41.041+09:00</updated><title type='text'>Caratê com o Spectroman</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Semana passada teve a festa de boas vindas do nosso dormitório. Festa padrão: discurso de autoridades (em japonês, não serviu pra muita coisa), e depois muita comida de graça. Além das autoridades da JASSO, outras pessoas relacionadas ao dormitório estavam presentes. Muita gente conversando, puxando papo, divulgando suas atividades. Um senhor me entregou um folheto sobre aulas de caratê gratuitas todas as segundas-feiras pela manhã na sala de esportes do dormitório.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Não dei muita importância, até que o pessoal comentou comigo: 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Ah, essas são as aulas do Spectroman&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Ahn, como assim?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- O sensei é o ator que fazia o papel do Spectroman.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Tá, duvidei, achei que era brincadeira... Mas fui me informar. Não é que era verdade?! O Sr. Tetsuo Narikawa é o ator que fazia o papel de Spectroman. Ele é mestre de caratê e o dojo dele dá aulas no meu dormitório de graça. E lá estava ele passeando de uniforme de caratê (Gi) na minha frente... 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Pra quem duvida aí abaixo está a foto do folheto. A foto do Sr. Narikawa atual pode ser vista &lt;a href="http://www.geocities.com/Tokyo/Pagoda/1169/cartoonist.htm"&gt;nesse link&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/IMGP0070.jpg"&gt;&lt;img class="reflect" style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/IMGP0070.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;Pra quem não sabe, &amp;ldquo;&lt;a href="http://www.omelete.com.br/tv/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=2479"&gt;Spectroman&lt;/a&gt;&amp;rdquo; é um seriado japonês que passava no SBT na década de 80, que pode ser considerado o pai do Jaspion (e um dos filhos do National Kid).&lt;/small&gt;

&lt;p&gt;&lt;b&gt;Atualização:&lt;/b&gt; Como muita gente ainda visita esta página procurando por Tetsuo Norikawa no Google, acho que devo atualizar aqui. Infelizmente, o Prof. Tetsuo Narikawa faleceu no dia 1º de Janeiro de 2010, vítima de um câncer de pulmão. Nunca conversei com ele, mas o vi em algumas ocasiões depois de ter escrito o post acima. Segundo seus alunos de caratê, ele era uma pessoa muito acessível, sabia da admiração que os brasileiros tem por ele, e era muito grato por isso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114525632923036106?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114525632923036106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114525632923036106&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114525632923036106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114525632923036106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/04/carat-com-o-spectroman.html' title='Caratê com o Spectroman'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114481410046150358</id><published>2006-04-12T12:52:00.000+09:00</published><updated>2006-12-07T22:48:06.673+09:00</updated><title type='text'>Dormitório e vizinhança</title><content type='html'>&lt;p&gt;
Como &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2006/03/um-ms-de-despedidas.html"&gt;escrevi antes&lt;/a&gt;, estou morando em um dormitório da &lt;a href="http://www.jasso.go.jp/"&gt;JASSO&lt;/a&gt;, chamado Soshigaya International House. O bairro se chama Setagaya, e fica no &amp;ldquo;subúrbio&amp;rdquo;, ao sudoeste de Tokyo. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ser afastado do centro tem um lado ruim. Existem apenas duas estações de trem próximas do dormitório. A primeira fica 20 minutos a pé ao sul, e a outra cerca de meia hora também a pé ao norte. De fato, a segunda já se encontra em outro município, fora de Tokyo, o que mostra o quão afastado do centro é o dormitório. É possível ir de bicicleta pras estações. A mais perto, entretanto, não tem lugar pra deixar a bicicleta, e o estacionamento particular custa 100 ienes (cerca de 0,84USD) por dia. Por enquanto vou indo a pé, então, e ainda não comprei bicicleta.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Quando chegamos ao dormitório, vindo de taxi do aeroporto, lá estavam algumas pessoas nos esperando. Além de uma estudante japonesa (Nozomi, se não me engano) que é uma das &amp;ldquo;resident assistants&amp;rdquo; do dormitório (um grupo de japoneses que pode morar no dormitório desde que auxilie os extrangeiros com algumas coisas), havia também o Bogdan, brasileiro, que além de morar no mesmo dorm trabalha no mesmo laboratório (e tem mesmo orientador) que eu, o Leandro, outro brasileiro que mora em Soshigaya, e a Elka, que morou lá mas teve que sair esse ano pois completou os 2 anos pelos quais se pode viver lá.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Ao chegarmos, nos mostraram as coisas básicas do dorm: o banheiro, a cozinha, e os nossos quartos. Exausto, deu tempo apenas de tomar um banho, e ir dormir.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No dia seguinte, primeiro no Japão, acordei de madrugada pela diferença de fuso, e após cerca de duas horas desfazendo as malas e dando uma arrumada geral no quarto, quando já estava claro, resolvi procurar a estação mais próxima. Havia visto no Google Maps a &lt;a href="http://www.google.co.jp/local?f=q&amp;hl=ja&amp;q=東京都世田谷区上祖師谷4-24-1&amp;t=k&amp;ll=35.653086,139.596909&amp;spn=0.004272,0.010815"&gt;localização do dormitório&lt;/a&gt;, e sabia que a estação estava  indo-se (um bocado) ao sul. Felizmente nesse dia já havia aparecido o sol, e com isso consegui achar a direção. Caminhei até a estação, encontrei de primeira. Chegando lá, dei uma olhada geral no mapa das linhas para ter uma idéia de onde estava em Tokyo, e de quanto teria que pagar para chegar até a Universidade, e voltei para o dormitório, chegando perto das 7:00.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Na metade da manhã tivemos uma reunião para preencher uns documentos de inscrição no dormitório, e também os formulários do registro de estrangeiros e do serviço público (seguro) de saúde. A guria que é a &amp;ldquo;resident assistant&amp;rdquo; nos mostrou as dependências do dormitório. Além da cafeteria na entrada, há uma sala de TV, um estar com jornais do dia (incluindo o Japan Times, em inglês), biblioteca, sala de reuniões, sala com tatami, sala de música (completa com piano, bateria e outros instrumentos) e um grande salão de festas. Do lado de fora há ainda uma quadra de tênis, sala de musculação e uma quadrinha de basquete coberta. Não sei se esses recursos são bem aproveitados, porém.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Terminamos a papelada e o &amp;ldquo;tour&amp;rdquo; perto do meio dia e fomos até o correio&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; tentar fazer câmbio. Não era muito longe, cerca de metade da distância até a estação, ou seja, uns dez minutos a pé. Voltamos para o dormitório bem a tempo de nos reunirmos para ir ao escritório municipal para fazer a solicitação dos documentos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Setagaya é um bairro da elite. As ruas são tranqüilas e arborizadas, cheias de casas, grandes para os padrões japoneses. As cerejeiras das ruas, ao chegarmos, estavam completamente floridas, e pode-se dizer que elas não florescem nessa época, elas &lt;em&gt;explodem&lt;/em&gt;. Imagine uma árvore onde todas as folhas foram substituídas por flores, e é essa a visão. Quando as flores começam a se desmanchar, as pétalas caem e parece que está nevando, e as ruas ficam cobertas de pétalas que parecem confetti. É uma visão muito linda. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Algumas casas da vizinhança são do tamanho de casas de classe média em Porto Alegre, o que mostra o quão ricas as pessoas são por aqui. Nas garagens, sempre mais de um carro, geralmente sendo um deles um Mercedes, Audi ou BMW. Alguns Porsches e Jaguars também. Fico imaginando o custo do terreno onde o dormitório foi construído.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Algumas pessoas (principalmente senhoras) dessa vizinhança fazem parte da SIFA (Soshigaya International Friendship Association), que tentam nos dar alguma assistência, além de preparar alguns eventos sociais, como festas de recepção. Foram senhoras da SIFA que nos acompanharam até o escritório municipal para tirarmos os documentos. Elas falam inglês, e acredito que se envolvam com a SIFA também para ter a oportunidade de praticar. Como a Elka comentou, elas sabem todos os &amp;ldquo;esquemas&amp;rdquo; daqui, nos ajudam com a burocracia, e conhecem todo mundo. Além disso, oferecem aulas de japonês gratuitas para os interessados. São realmente uma grande ajuda.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Voltando ao dormitório, é realmente uma torre de babel. Tem gente de toda parte. América do Sul, Central e do Norte, Europa. Ásia, África, Oriente Médio. Claro, os grupos vão se formando, mas no geral se conversa com todo mundo. Essa parece ser uma vantagem desse dormitório: como existem vários lugares de convívio, as pessoas acabam se conhecendo melhor. No outro dormitório, Komaba, dizem, as pessoas acabam não interagindo muito, pois os quartos são mais completos (com chuveiro e fogareiro) e as áreas comuns mais limitadas.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Falando em Komaba, que é um dormitório do lado de onde vou trabalhar e poderia morar, uma questão que todos levantaram é que ninguém, praticamente, parece morar perto do lugar onde estuda e trabalha. Primeiro brincou-se que a explicação era que o governo japonês quer que reinjetemos o capital na economia, gastando pequenas fortunas no sistema de transporte, mas depois ouvi uma explicação mais plausível. Segundo ela, a localização dos estudantes foi feita de modo que na média todos morassem à mesma distância de suas universidades, evitando que uns morassem do outro lado da rua, mas que outros levassem 3 horas dentro de trens. Me lembrei de uma técnica chamada TCS (&lt;em&gt;travel cost sharing&lt;/em&gt;) usada nas conferências da AIESEC, que é bastante parecida.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Sobre meu dormitório e vizinhança acho que é isso. Claro que há mais o que contar, mas não quero deixar isso aqui detalhista em excesso, e o mais importante está aí.
&lt;/p&gt;

&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;O correio no Japão há anos realiza serviços de banco, o que é meio surprendente pra nós, que temos &amp;ldquo;banco postal&amp;rdquo; há poucos anos. Mais que isso, o correio do Japão possui o maior sistema de cadernetas de poupança do mundo, com mais de 2,1 trilhões de dólares. É uma das poucas instituições públicas daqui que resistiu a corrida das privatizações dos anos 80, que acabou com o monopólio estatal dos trens e das telecomunicações. O atual primeiro ministro Junichiro Koizumi (小泉純一郎), entretanto, elegeu-se com o plano de privatizar o correio, e após ter sua proposta derrotada pelo congresso (dieta), dissolveu o mesmo e decretou novas eleições, tendo obtido finalmente a maioria que deve dar continuidade ao processo. Isso mostra a importância do correio como instituição aqui.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114481410046150358?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114481410046150358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114481410046150358&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114481410046150358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114481410046150358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/04/dormitrio-e-vizinhana.html' title='Dormitório e vizinhança'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114439864790578393</id><published>2006-04-07T17:28:00.001+09:00</published><updated>2006-04-12T11:37:58.416+09:00</updated><title type='text'>Tranquility base here, the eagle has landed...</title><content type='html'>&lt;p&gt;
São 4:14 da manhã. Deveria estar dormindo, tenho encontro com meu orientador hoje às 9:00. Mas não dá, eu volto pra cama e não tenho a menor vontade/capacidade de dormir. Vou aproveitar, então, pra relatar um pouco da viagem e da chegada. Se estiver com sono ao terminar é sinal de que o texto ficou bastante cansativo. ;)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Saí de Porto Alegre na segunda-feira às 14:00, mas fiz o embarque antes, às 13:25. Ao aeroporto foram meus pais, irmã, padrasto, avó e a minha &amp;ldquo;babá&amp;rdquo;, que hoje é ajudante da vó, e de quem gosto muito. O clima foi triste, como esperado, e a choradeira teria sido ainda maior se ficasse me enrolando mais para embarcar. O pior não é a despedida, pois despedidas estão sempre acontecendo. O pior é não ter uma data certa de retorno, pois a volta depende de uma porção de coisas. 
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O que quebrou um pouco o clima de tristeza foi o comentário da minha avó. Segundo minha irmã, após embarcar, minha mãe ficou olhando para dentro das paredes de vidro do embarque tentando ver onde eu estava. Minha avó, vendo isso, e sob influência do Alzheimer que tem, perguntou quem minha mãe estava procurando, e ao minha irmã responder que era eu, que havia ido para o Japão, disse:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Ora, se ele foi para o Japão, não adianta procurar!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Nada como a sabedoria crua de alguém cujo raciocínio também está mais cru do que nunca. Completando o pensamento, depois, ela já encontrou uma solução para o problema, e conversando com a babá, já decidiu:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
- Podemos pedir dinheiro para a filha e pegar um ônibus, para ir um dia lá almoçar com ele.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Enfim. Voei pra São Paulo e, sendo um dos primeiros bolsistas que lá chegou, fiquei no aguardo do pessoal que vinha de Florianópolis e que já conhecia de um &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2006/03/almoo-e-reunio-no-consulado.html"&gt;almoço organizado pelo consulado&lt;/a&gt;. Quando a Bianca e o Ronan chegaram, fomos comer alguma coisa (um último McCalabresa, com certeza) e terminando fomos fazer o check-in de transferência da Air Canada. Na fila do check-in, já encontramos alguns outros bolsistas do Brasil que conhecia da lista, do &lt;a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=7026423"&gt;orkut&lt;/a&gt; e da dinâmica externa que participei em São Paulo, em Janeiro. Reencontrando essa gente que estava no mesmo clima que eu, a tristeza por estar indo embora desapareceu. Estávamos mais empolgados com o que estava por vir.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O atendente de check-in da Air Canada não ajudou muito. Além de me colocar no lugar errado no vôo (que depois foi corrigido com uma troca de assento), nos informou que deveriamos pegar as bagagens em Toronto &lt;em&gt;e&lt;/em&gt; Vancouver, e lá fazer check-in completo da JAL. Além disso, colocou terrorismo e disse para embarcarmos duas horas antes da partida, porque segundo ele estava demorando muito a verificação de segurança. Com isso, não encontrei o pessoal de SP que foi ao aeroporto se despedir dos bolsistas, pois o pessoal chegou logo depois de passarmos pela segurança. Fiquei muito chateado com isso.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
O vôo para Toronto foi normal. Chegando lá, porém, ao retirar minha bagagem para fazer alfândega, reparei que um potinho com moedas de vários países que levava junto aos meus sapatos, havia sumido. Queria alguns dólares canadenses para alugar um carrinho de malas. Achei que só isso havia desaparecido, mas mais tarde descobri que foi ainda mais. Além das moedas, sumiram meu canivete suiço, um cartão SD de 512MB e o leitor, além dos adaptadores de vídeo do notebook, e a capinha de neoprene do meu mouse &amp;ldquo;surfista&amp;rdquo;. Fiquei bem chateado, mas pelo menos tudo é substituível.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Os bolsistas se dividiram no vôo Toronto-Vancouver. A maioria foi num primeiro vôo às 9 horas, mas eu e mais dois fomos uma hora mais tarde. Com isso, chegamos a Vancouver bastante em cima do vôo para Tokyo (Narita). A chegada era prevista para às 11:57. Chegamos na verdade às 11:46, mas não podemos desembarcar porque um avião estava em nosso portão, até as 12:05. Devido a isso, tivemos que correr para pegar o vôo que saía as 13:05. Por causa do que o atendente da Air Canada de São Paulo havia dito, achei que teríamos que pegar bagagens e fazer segurança em menos de uma hora, mas felizmente ele não tinha idéia do que estava falando. As malas foram repassadas entre as companhias, e não tivemos que fazer desembarque, apenas correr entre os portões. Chegamos a ser chamados no sistema de som do aeroporto, mas nessa hora já estavamos a caminho do portão. Chegamos a tempo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No portão já o primeiro &amp;ldquo;sentimento de Japão&amp;rdquo;. Centenas de jovens japoneses de escola, voltando de uma excursão ao Canadá. Além desses, diversas outras pessoas, um mar de gente. O Boeing 747 (Jumbo) parecia pequeno para tanta gente, e fiquei pensando no desafio que será embarcar um Airbus A380, avião ainda maior que está sendo lançado.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
No avião, a maioria dos bolsista foi no deck superior, mas fui no andar de baixo, pois havia ligado para JAL para reservar um assento de corredor. Gostaria de ter viajado no andar de cima, mas pelo menos dei uma subida para ver como era lá em cima e conversar com alguns outros bolsistas. Achei bem bacana. Como alguém comentou, parecia um &amp;ldquo;lounge&amp;rdquo; particular. O barulho  é menor, mas pareceu balançar mais, talvez pela estrutura do avião, talvez apenas por termos entrado em uma turbulência no momento em que subi.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Trinta e seis horas depois de sair de Porto Alegre chegamos a Tokyo. A imigração foi tranqüila, apenas as nossas bagagens demoraram a chegar, mas considerando o número de passageiros do vôo, é admissível. A felicidade de ver minhas duas malas foi grande. Passamos pela alfândega e no lobby nos esperavam duas moças da JASSO, a organização de assistência a estudantes estrangeiros no Japão. Depois encontramos outros funcionários, com nível variado de inglês. As mesmas pessoas nos perguntavam diversas vezes para onde íamos, era claro para nós que elas nos achavam todos iguais. Uma moça, entre as perguntas, tentava nos dizer para esperar. Dava para ver que ela estava bastante nervosa, ao que dizíamos para ela &amp;ldquo;dayjoubu desu&amp;rdquo; (está tudo bem, sem problemas). Como comentei com outros bolsistas, a idéia aqui no Japão é que a gente realmente não sabe o que está acontecendo, mas se pode confiar nos japoneses que dá tudo certo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Os funcionários pediram para esperarmos um pouco, depois fomos classificados por destino (alguns ainda teriam que viajar a partir de Tokyo para outras cidades), e em seguida entregamos nossos bilhetes aéreos e recebemos a ajuda de instalação (~250USD). Fomos colocados em taxis e enviados aos dormitórios.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
A viagem de Narita até Tokyo é longa, cerca de 60km para oeste. Para complicar, meu dormitório é quase na fronteira oeste de Tokyo, então ainda tivemos que atravessar a cidade. O taxi levou cerca de 1:30 e dividi a corrida com o Marcelo, bolsista de BH que está morando no mesmo dormitório que eu. O tempo estava chuvoso e frio (uns 9 graus), e a paisagem não muito bonita. Além disso, o cansaço pela viagem e pelo fuso, e ao chegar em Tokyo dei uma cochilada&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;. Para se ter uma idéia da distância, o custo do taxi foi de uns 120 dólares, felizmente pagos pela JASSO.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
Tem ainda bastante o que escrever sobre o dormitório e a universidade, mas fica para outro post.
&lt;/p&gt;
&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;A cochilada começou logo após passarmos justamente pela ponte da foto do &lt;a href="http://dorebesu.blogspot.com/2006/03/luzes-cegantes.html"&gt;post anterior&lt;/a&gt;, a partir de onde encontramos o trânsito mais engarrafado.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114439864790578393?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114439864790578393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114439864790578393&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114439864790578393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114439864790578393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/04/tranquility-base-here-eagle-has-landed_07.html' title='Tranquility base here, the eagle has landed...'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114358737692317415</id><published>2006-03-29T08:03:00.000+09:00</published><updated>2006-04-07T03:20:44.720+09:00</updated><title type='text'>Assinaturas</title><content type='html'>&lt;p&gt;Como aprendi na outra viagem, muita gente não tem saco de ficar lendo blog e prefere receber os relatos por email. Por esse motivo, adicionei um serviço de assinaturas pra esse blog. É só digitar o endereço de email na caixinha ali à direita e clicar "Assinar". Quando houver um novo post ele será enviado por email. Simples.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ainda estou testando o serviço. Na página diz que ele envia um mail todo dia com os novos posts, mas a minha dúvida é se ele manda o mail mesmo que não haja post. Se enviar, fica meio chato. Bom, me inscrevi de cobaia do serviço, assinando meu próprio blog, e inclusive este será o primeiro post que deve ser enviado para o meu email. Se não ficar satisfeito com o serviço, retiro o link de assinatura ali do lado, e procuro outro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114358737692317415?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114358737692317415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114358737692317415&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114358737692317415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114358737692317415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/assinaturas.html' title='Assinaturas'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114341357963600681</id><published>2006-03-27T07:42:00.000+09:00</published><updated>2006-03-29T00:18:37.883+09:00</updated><title type='text'>Luzes cegantes</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/1600/tokyo1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5901/397/320/tokyo1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Deve-se pelo menos questionar uma lista das 15 vistas urbanas mais bonitas do mundo que, ao escolher uma cidade brasileira, coloque São Paulo ao invés do Rio de Janeiro. Mesmo assim, vale o &lt;a href="http://www.diserio.com/top15-skylines.html"&gt;link&lt;/a&gt;, que talvez explique o título deste blog (na quinta colocação).&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Na verdade, a idéia de criar o blog surgiu perto da data do show da turnê Vertigo da banda U2, que assisti em Buenos Aires. Precisava um nome para ele, e ouvindo a música “Where the Streets Have No Name” veio o primeiro insight. No Japão, a grande maioria das ruas não tem nome, e os endereços são dados de uma forma hierárquica que divide as cidades em zonas, as zonas em quarteirões, e os quarteirões em prédios, de acordo com a ordem em que foram construídos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa música, porém, é muito conhecida e queria um nome não tão popular. “City of Blinding Lights” foi a música de abertura do show, e Tokyo é, também, uma cidade de luzes cegantes, mais que qualquer outra no Japão. E onde estarei morando.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114341357963600681?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114341357963600681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114341357963600681&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114341357963600681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114341357963600681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/luzes-cegantes.html' title='Luzes cegantes'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114325607914361104</id><published>2006-03-25T12:06:00.000+09:00</published><updated>2006-03-28T02:35:56.743+09:00</updated><title type='text'>Atualizações…</title><content type='html'>&lt;p&gt;O post de hoje é só um apanhado geral dos preparativos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Já estou com minha passagem e o visto pro Canadá. O talão do ticket da passagem é tão magrinho, claro, nunca tinha tido uma passagem só de ida. A parte “burocrática” já está resolvida. Simplisticamente, é só eu aparecer no aeroporto dia 3 e entrar naquele avião.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Terminei o último trabalho que realizava por aqui. Os laços vão se desfazendo, uma coisa a menos que me prende. Entreguei a revisão técnica nessa sexta, fiquei satisfeito com o resultado. Infelizmente, só me pagam na próxima quinta-feira, e contava com esse dinheiro pra comprar mais uns presentes de viagem. Sem problemas: a mãe vai me emprestar dinheiro por essa semana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Segunda-feira liberei meu armário na UFRGS. Na verdade, já estava quase vazio, apenas tirei o cadeado e o papelzinho que identificava o “proprietário”. Dizia: “Roberto Jung Drebes &amp;lt;drebes@aton.inf.ufrgs.br&amp;gt”. Esse “aton” no email entrega que tomei posse dele lá por 1998, quando aluno de graduação não tinha email no domíno “@inf.ufrgs.br”, a menos que tivesse bolsa de iniciação científica no Instituto.  Não bateu depressão ou sentimento algum. Talvez por já antes ter esvaziado o armário e me livrado de outras tralhas que tinha por lá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Semana passada, visitei meu ex-professor de japonês. Ele sabia que eu tinha conseguido a bolsa, havia contado quando saiu o resultado preliminar. Dessa vez fui lá contar as novidades sobre o resultado final, além de comprar uma apostila do nível 3, e me despedir, claro. Não sei como vai ser o material de ensino de japonês lá: se vai ser tudo em japonês, com explicações em inglês, ou em português (duvido). Como já conheço o estilo do curso daqui (com explicações em português), em que dedicando-se, aprende-se, achei melhor levar pelo menos as apostilas dos 3 primeiros níveis. O sensei continua o cara legal de sempre, mas parecia mais abatido, quieto. Me contou que voltou faz pouco do Japão, passou uns meses em sua cidade natal com a mãe, que faleceu. Pra piorar, sua esposa continua mal de saúde, não mostrando sinais de melhora. Difícil manter o alto astral assim. Com isso, qualquer um se abala. Sei que é difícil, mas espero que ele se recupere, pois do jeito que está é uma lástima. Pelo menos peguei o email dele.  Vou mandar notícias de vez em quando e acho que me ver progredindo no japonês deve fazê-lo um pouco mais feliz.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Comecei a preparar as malas. Na verdade, uma mala e uma mochila de viagem. Não devo chegar perto da franquia de bagagem, então tenho aproveitado pra levar o que chamo de “kit saudade”: coisas que me lembram bons momentos e pessoas por aqui. Presentes de amigos, postais, cartas e cartões que recebi. Roupas de inverno e sociais já estão embaladas, ficam faltando as de verão, livros, presentes de viagem e outras coisas menos importantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nesses últimos meses, cada vez mais vejo que pessoas aparecem, e não é que não sejam as pessoas certas, mas o momento é que não é certo. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por hora, é isso.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114325607914361104?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114325607914361104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114325607914361104&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114325607914361104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114325607914361104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/atualizaes.html' title='Atualizações…'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114290722167580792</id><published>2006-03-21T11:10:00.000+09:00</published><updated>2006-03-27T13:46:25.120+09:00</updated><title type='text'>Longa viagem</title><content type='html'>&lt;p&gt;Amanhã devo ir à Varig buscar minha passagem.&lt;/p&gt;

&lt;pre&gt;
SERVICO        DE                  PARA                   PARTIDA CHEGADA
-------------- ------------------- --------------------- -------- -------
VARIG - RG 2111
SEG 03APR      PORTO ALEGRE RS     SAO PAULO SP           1400     1530
               SALGADO FIL         GUARULHOS INTL
SEM ESCALA                         TERMINAL 2             DURACAO  1:30
                                                       NAO FUMANTE
               RESERVA CONFIRMADA   Y ECONOMICA
               A BORDO: LANCHE
               EQP:BOEING 737-400
 
 
AIR CANADA - AC 91
SEG 03APR      SAO PAULO BR        TORONTO CA             2130     0700
               GUARULHOS INTL      PEARSON INTL                    04APR
               TERMINAL 2          TERMINAL 1
               RESERVA CONFIRMADA   Y ECONOMICA           DURACAO  10:30
 
 
AIR CANADA - AC 105
TER 04APR      TORONTO CA          VANCOUVER CA           1000     1157
               PEARSON INTL        INTL
               TERMINAL 1          TERMINAL M             DURACAO  4:57
               RESERVA CONFIRMADA   H ECONOMICA
 
 
JAPAN AIRLINES INTL - JL 17
TER 04APR      VANCOUVER CA        TOKYO JP               1305     1450
               INTL                NARITA                          05APR
               TERMINAL M          TERMINAL 2
               RESERVA CONFIRMADA   Y ECONOMICA           DURACAO  9:45
&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114290722167580792?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114290722167580792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114290722167580792&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114290722167580792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114290722167580792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/longa-viagem.html' title='Longa viagem'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114251517281003609</id><published>2006-03-16T22:17:00.000+09:00</published><updated>2006-03-17T02:51:16.443+09:00</updated><title type='text'>Vestibulando?</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu posso ter feito graduação, mestrado, e agora estar tentando doutorado no Japão, mas minha mãe insiste em, toda quarta-feira, deixar o caderno de vestibular do jornal no meu quarto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa é uma das coisas que eu &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; vou sentir saudades. :P &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114251517281003609?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114251517281003609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114251517281003609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114251517281003609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114251517281003609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/vestibulando.html' title='Vestibulando?'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114242869814115089</id><published>2006-03-15T22:14:00.000+09:00</published><updated>2006-03-15T22:20:06.940+09:00</updated><title type='text'>Curso de japonês</title><content type='html'>&lt;p&gt;Recebi um mail da secretária do chefe. A Setsuko&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;, alias, é quem tem me dado uma mão com vários assuntos, como achar o dormitório e me inscrever no curso de japonês. Era sobre isso o mail. Ela queria saber qual das duas opções eu estava interessado: fazer o curso intensivos, com 4 a 6 horas diárias e aulas todos os dias da semana, ou o curso &amp;ldquo;light&amp;rdquo;, três vezes por semana com uma hora e meia por dia. O primeiro parece que normalmente tem menos alunos por turma, e muito mais tarefas pra se fazer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Além de realmente achar que com meu nível de japonês (leia-se, muito básico) é melhor eu fazer o curso intensivo, essa também é a recomendação do chefe. Então acho que está decidido. Japonês 6 horas por dia, todo dia da semana. :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As turmas desse nível em geral tem de quatro a dez alunos, mas, segundo a Setsuko, o número de estudantes aceitos na Universidade de Tokyo esse ano é maior que 100, quase o dobro do normal. Portanto, as aulas de japonês estarão mais cheias. Espero que isso não seja um problema.&lt;/p&gt;

&lt;small&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt; Deixando claro desde já, porque essa também foi uma dúvida no primeiro contato que tive com japoneses: o nome terminado em &amp;ldquo;o&amp;rdquo; leva a pensar que é um homem, mas nomes japoneses terminados em &amp;ldquo;ko&amp;rdquo;, como a Ayako, do consulado, sempre são mulheres. O kanji &amp;ldquo;ko&amp;rdquo; (子) significa filho, mas geralmente (sempre?) é usado pra se referenciar a filhos do sexo feminino, isto é, filhas.&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114242869814115089?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114242869814115089/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114242869814115089&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114242869814115089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114242869814115089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/curso-de-japons.html' title='Curso de japonês'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114236218542163071</id><published>2006-03-15T03:44:00.000+09:00</published><updated>2006-03-15T09:12:03.490+09:00</updated><title type='text'>Visto pro Japão, e o “documento muito importante nº 2”</title><content type='html'>&lt;p&gt;Hoje fui ao consulado buscar meu visto pro Japão. Não posso dizer que estou com ele na mão, pois logo após recebê-lo já aproveitei pra solicitar via despachante o visto de trânsito do Canadá. Então lá foi pra São Paulo meu passaporte, que deve voltar semana que vem &amp;ldquo;duplamente visado&amp;rdquo; se tudo der certo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas hoje já teve uma situação que me lembrou o estranhamento com a língua. Junto com o passaporte, a Ayako me entregou um documento com todas as informações da minha bolsa: nome da Universidade, do departamento, do orientador, datas, etc. Tem também um número de bolsista, que devo decorar, mas isso não é problema porque ele é tão simples que na primeira olhada já guardei. E ela me disse: &amp;ldquo;guarde esse documento, ele é muito importante!&amp;rdquo; Só que como ele está todo em japonês, com exceção dos nomes, eu não sei o que ele realmente é, ou como se chama. Tem uns kanjis no topo, é alguma coisa número 2, o que não ajuda muito. Conseqüentemente, não tenho como me referenciar a ele se não pelo &amp;ldquo;documento muito importante&amp;rdquo;. São com esses detalhes e situações que é bom ir se acostumando.&lt;/p&gt;

&lt;blockquote&gt;
&lt;em&gt;&amp;ldquo;Me ofereceram Buda, Krishna, Cristo&lt;br/&gt;
Um coração, um ombro, a mão&lt;br/&gt;
Um visto pro Japão&amp;rdquo;&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;
 -- Nei Lisboa, Teletransporte nº 4
&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114236218542163071?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114236218542163071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114236218542163071&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114236218542163071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114236218542163071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/visto-pro-japo-e-o.html' title='Visto pro Japão, e o &amp;ldquo;documento muito importante nº 2&amp;rdquo;'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114213153864511619</id><published>2006-03-12T11:29:00.002+09:00</published><updated>2009-06-29T15:09:48.584+09:00</updated><title type='text'>A história até esse ponto</title><content type='html'>&lt;p&gt;Tem gente que tem fixação pelo Japão. Desde pequeninho. De gostar de desenhos japoneses, música japonesa, filmes, videogames. Tudo que tiver o discreto &amp;ldquo;made in Japan&amp;rdquo; tem uma aura toda especial pra essa gente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Mas não é meu caso. Não cresci com esse encanto pelo Japão. Tinha interesse, claro, por ser um lugar diferente e um povo estranho, mas não a fascinação que muitos tem. Gostava de documentários sobre o Japão, mas nunca gostei de seriados japoneses. Achava besta o Ultraman e o Spectroman, e só gostava das lutas porque eram muito toscas as cidades de isopor destruídas pelos monstros, e os fios de nylon que sustentavam os aviões no ar revelando a precariedade da produção. Quando meus coleguinhas estavam brincando de &amp;ldquo;Jaspion&amp;rdquo; eu dava um tempo e ia fazer outra coisa. Desenho pra mim era da Hanna Barbera, música boa era feita pelos conjuntos infantis dos anos 80. O meu interesse por videogame sempre foi muito mais técnico, pela qualidade e criatividade dos gráficos, do que pelo mundo da fantasia e dos personagens criados. Preferia assistir alguém jogando do que jogar eu mesmo. Assim podia observar a parte técnica sem ter que me preocupar em ser &amp;ldquo;morto&amp;rdquo; por vilões ou outros seres malígnos. :P&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Então, o que me fez aceitar o desafio de passar alguns anos nesse lugar que alguns consideram &amp;ldquo;um outro mundo&amp;rdquo;? Como é que eu vou parar no Japão?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 1993 fiz um intercâmbio curto, durante apenas um mês, nos EUA. Era muito piá, tinha 15 anos. Mas senti que a experiência fora, por mais curta que tenha sido, me mudou profundamente. Voltei sendo a &amp;ldquo;versão 2.0&amp;rdquo; de mim. Vi que o mundo, mesmo nos lugares mais parecidos com a nossa casa, é muito diferente, tem muita coisa pra se ver e &lt;em&gt;tentar&lt;/em&gt; entender. Meu inglês melhorou muito, e me abriu portas pra conhecer pessoas e coisas que não imaginava que existiam. Me senti mais capaz de fazer as coisas por mim mesmo. Ser o responsável pelo meu caminho. E voltei.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Voltando entrei na antiga rotina, colégio, poucos mas bons amigos. Muita TV, e muito interesse pelas coisas, mas agora com a consciência de que um dia poderia conhecê-las de verdade e não apenas por relatos de outras pessoas. Entrei na faculdade, e a rotina continuou, apesar de sofrer algumas pequenas mudanças. Até que um amigo me comentou sobre uma organização chamada &lt;a href="http://www.aiesec.org/"&gt;AIESEC&lt;/a&gt;. A AIESEC é uma organização de estudantes que promove estágios profissionais no exterior. Era tudo que eu sabia da organização. Não sabia o porquê, não sabia como era o processo seletivo, não sabia para onde poderia ir. Mas conhecia algumas pessoas que já haviam ido, e todas me disseram que havia sido uma grande experiência. Nesse ponto não pensava em ter outra experiência no exterior, mas sem pensar muito, me inscrevi para a seleção, no último dia, à tarde.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Resumindo a história, fiz a seleção e passei. Entrei em uma base de dados com os estudantes escolhidos e com os estágios disponíveis, e comecei a procurar um estágio pra mim em algum lugar. O processo não é simples, o sistema te exibe estágios possíveis, de acordo com tuas habilidades, mas muitos desses vão acabar sendo preenchidos por outras pessoas, ou simplesmente o responsável acha que tu não te encaixas no perfil buscado. Mesmo assim, entre as primeiras possibilidades já apareceu um estágio no Japão. Lembro que ao aparecer achei aquilo curioso: pensei &amp;ldquo;puxa, esse esquema realmente é mundial&amp;rdquo;. Mas parou por aí. &amp;ldquo;Japão é um lugar muito diferente. Não me adaptaria com a cultura, com a língua, com a alimentação&amp;rdquo;. E coloquei a idéia de lado, voltei a procurar estágios em países mais &amp;ldquo;convencionais&amp;rdquo;, como Espanha, Inglaterra, Hungria, Canadá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A cada possibilidade de estágio, ía lendo tudo a respeito dos países. Devorava páginas na Internet pra saber como eram as pessoas, a vida nas cidades, clima, esse tipo de coisa. E não lembro por que cargas d'água, talvez por já estar no clima de fazer pesquisa, comecei a procurar sobre o Japão.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este foi o momento crítico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quanto mais lia sobre o Japão e o povo japones, mais me convencia que era para lá, sim, que eu deveria ir. Que com os desafios que lá eu encontrasse aprenderia muito, repensaria várias coisas, e poderia voltar numa &amp;ldquo;versão 3.0&amp;rdquo;, enquanto em países mais convencionais chegaria no máximo a &amp;ldquo;2.5&amp;rdquo;. :) Mais, vi que apesar de não me identificar com a cultura superficial do Japão, aquela que chega até nós pela comunicação de massa, me identificava com os valores fundamentas de convívio da sociedade japonesa. E com isso me sentiria a vontade. &amp;ldquo;Se tua alma não é estranha a ti, o mundo todo é a tua casa.&amp;rdquo; foi uma das frases que encontrei quando pesquisava sobre a vida no Japão, em uma página de um casal de missionários que por alguns anos lá viveu. E tudo fez sentido.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Continuei a busca genérica por estágios, mas quando alguma possibilidade de estagiar no Japão aparecia, tentava responder o mais rápido possível para aumentar minhas chances de seleção. Outros estágios foram &amp;ldquo;falhando&amp;rdquo;, mas, finalmente, recebi a resposta de que havia sido aceito em um estágio em Quioto. &lt;a href="http://www.inf.ufrgs.br/~drebes/nippon/"&gt;Tenho uma página&lt;/a&gt; sobre tudo que lá vivi, não vale a pena aqui repetir. O que vale a pena é colocar um &lt;a href="http://www.hal.rcast.u-tokyo.ac.jp/~drebes/blog/japan-essay.pdf"&gt;link para um &amp;ldquo;ensaio&amp;rdquo;&lt;/a&gt; que me foi pedido e usado na seleção, abordando os seguintes tópicos:&lt;/p&gt;

&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;Why do you want to take part in AIESEC internship?&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;Why do you want to work in Japan?&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;Why do you want to work at Horiba Company?&lt;/em&gt;&lt;/li&gt; 
&lt;li&gt;&lt;em&gt;How do you put your internship experience to practical use in your life?&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;

&lt;p&gt;Esse texto mostra bem a minha motivação e sentimento na época.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 2003, 10 anos após minha primeira experiência no exterior, chegava ao Japão. E como foi minha experiência? Não digo que foi tudo e mais do que esperava. Quando estamos prestes a viajar idealizamos várias coisas, fantasiamos e às vezes saímos da realidade. O Japão real foi diferente, mas não menos impressionante e proveitoso. Da viagem guardo só recordações positivas. Da AIESEC guardo grandes amigos, tanto no Brasil quanto no Japão. Os objetivos foram alcançados plenamente, e o país e as pessoas guardo em um lugar especial. Regressando, após a adaptação reversa, começaram alguns planos de retorno, nada muito definitivo, mas isso fica para um post futuro...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114213153864511619?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114213153864511619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114213153864511619&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114213153864511619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114213153864511619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/histria-at-esse-ponto.html' title='A história até esse ponto'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114208022556801412</id><published>2006-03-11T21:19:00.000+09:00</published><updated>2006-03-12T12:44:27.666+09:00</updated><title type='text'>Almoço e reunião no consulado</title><content type='html'>&lt;p&gt;Na última terça-feira tivemos um almoço com o consul e uma reunião no consulado. O almoço foi bacana, além do Koji e da Bianca, os outros dois bolsistas que já conhecia, teve também a presença de outros dois de Florianópolis. O pessoal pareceu gente boa, acho que a escolha do consulado foi bem feita. ;) Por parte do consulado, teve a presença do consul-adjunto Kimura e da Ayako, a moça responsável pelo setor de bolsas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Almoçamos no Gokan, um dos melhores restaurantes japoneses aqui de Porto Alegre. Foi divertido, um clima bem descontraído. Conversamos sobre para onde cada um de nós irá, fizemos mais algumas perguntas à Ayako. A dupla do consulado é muito simpática, o que está de acordo com a opinião que tenho dos japoneses. Combinamos, entre os bolsistas, de levar presentes pro consul e pra Ayako, não só por estarem nos recebendo num bom restaurante japonês, também por todo trabalho e auxílio na seleção pras bolsas. Acho que os presentes foram bem recebidos. Comemos sushi, sashimi. A sobremesa, só, um mousse de chocolate super doce, foi intratável pela Ayako: &amp;ldquo;Se eu comer tão doce eu durmo de tarde&amp;rdquo;, diz ela. :)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;À tarde, então, tivemos a reunião no consulado, com o mesmo grupo e mais dois ex-bolsistas. Acho que eles passaram uma idéia realista de como são o Japão e, mais importante, os japoneses, e de como eles se comportam frente a ti. Deram sugestões de formas de encarar os desafios, e contaram histórias divertidas e interessantes da vivência deles por lá. Contaram a história de outro bolsista que não encarou muito bem a experiência, teve a mente fechada, e como isso trouxe complicações pra ele e pras pessoas que com ele conviviam. Mas acho que não corremos esse risco. Tive um bom sentimento do nosso grupo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pra terminar, recebemos a confirmação da passagem, com horários e números de vôo, e a carta para solicitar o visto de trânsito no Canadá. A coisa se torna cada vez mais concreto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114208022556801412?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://japao.drebes.org/feeds/114208022556801412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22988666&amp;postID=114208022556801412&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114208022556801412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114208022556801412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/almoo-e-reunio-no-consulado.html' title='Almoço e reunião no consulado'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22988666.post-114143449267675342</id><published>2006-03-04T09:57:00.000+09:00</published><updated>2006-03-12T12:43:53.166+09:00</updated><title type='text'>Um mês de despedidas</title><content type='html'>&lt;p&gt;Recebi a notícia hoje: embarco no dia 3 de abril. O que dá exatamente um mês até a minha partida. A maioria das coisas relativas a viagem já estão prontas ou preparadas, falta ainda comprar alguns presentes e, o mais importante, reencontrar uma porção de gente pra se despedir e dizer algumas coisas importantes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A notícia de ontem foi a confirmação de onde vou ficar: no &lt;a href="http://www.jasso.go.jp/ish/02soshigaya_e.html"&gt;dormitório da JASSO em Soshigaya&lt;/a&gt;. O lado bom da notícia é que parece ser um lugar legal, mais pra fora da cidade e conseqüentemente mais tranqüilo. Vai ser legal, a correria de Tóquio e o excesso de gente era uma das coisas que não me deixavam muito à vontade. Saber que vou ter um lugar um pouco diferente pra fugir da correria me conforta. Por outro lado, claro, vou ter que encarar um bom tempo de viagem até a Universidade, todo dia. Mas isso não é problema. Sempre gostei de andar de trem no Japão, e vou poder aproveitar o tempo pra ler, ou ouvir música, e observar as pessoas. ;)&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;
ps: Está cortada a fita inaugural desse blog.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22988666-114143449267675342?l=japao.drebes.org' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114143449267675342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22988666/posts/default/114143449267675342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://japao.drebes.org/2006/03/um-ms-de-despedidas.html' title='Um mês de despedidas'/><author><name>Roberto Jung Drebes</name><uri>https://profiles.google.com/107647392658988283968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-5FklagybsWs/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAmiI/HthsbHQuKMY/s512-c/photo.jpg'/></author></entry></feed>
